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Programa aprender a aprender: Sessões de treino de competências para promoção do sucesso escolar

Programa aprender a aprender: Sessões de treino de competências para promoção do sucesso escolar

Cada estudante universitário tem a sua própria forma de aprender. Os percursos escolares são distintos, os interesses divergem conforme as áreas de formação escolhidas, os objetivos e metas de cada um são pessoais. No entanto, todos partilham a expectativa de obter bons resultados escolares e de ser bem-sucedidos nos seus projetos académicos.

Atentos a esta realidade, os SASUM oferecem um programa de 6 sessões de treino de competências, visando fornecer e fomentar métodos e ferramentas de trabalho ajustadas às necessidades dos estudantes da UMinho que pretendam melhorar o seu rendimento académico, com os seguintes objetivos:

  • Melhorar o autoconhecimento e a capacidade de autorregulação.
  • Desenvolver e explorar métodos de trabalho e hábitos de estudo.
  • Melhorar a capacidade de organização do estudo.
  • Fomentar a motivação para a aprendizagem.
  • Trabalhar estratégias de gestão do tempo/energia.
  • Trabalhar estratégias de gestão de stress face a situações de avaliação.

Este programa estrutura-se em 6 sessões em pequeno grupo (de 3 a 6 elementos), e tem por destinatários os estudantes da UMinho que pretendam potenciar o sucesso no seu projeto académico.

Local: Sala de formação do pavilhão desportivo de Gualtar.

Horário: Quartas-feiras das 14H30 às 16H00

Dias: 14, 21 e 28 de fevereiro | 6, 13 e 20 de março de 2024

Inscrição:

Presencial: Centro Médico de Gualtar, em Braga

Por telefone: 253 601490

Por e-mail: envio de mensagem, para psicologia@sas.uminho.pt,  com o assunto ?aprender a aprender? indicando o nome, curso, ano curricular e contacto telefónico.

Nota: As Inscrições estão abertas até 13 de fevereiro 2024 e obedecem aos seguintes critérios:

  • A participação no programa é gratuita, mas o procedimento de inscrição é obrigatório;
  • A inscrição no programa pressupõe a participação em todas as sessões;
  • A seleção será feita por ordem de entrada da inscrição;
  • Caso o número de interessados venha a ser superior ao número de vagas, haverá margem para a abertura de um segundo grupo de sessões, em horário a combinar com os inscritos em lista de espera.

Texto: SASUM

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Colaboração de Estudantes para o ano letivo de 2023/2024 – 3ª fase

Colaboração de Estudantes para o ano letivo de 2023/2024 - 3ª fase

Informam-se todos os interessados que se encontram abertas as candidaturas para a seleção de estudantes do 1.º e 2.º ciclos e mestrados integrados matriculados e inscritos na Universidade do Minho, para a colaboração nas atividades desenvolvidas pelo Departamento Alimentar, Departamento de Desporto e Cultura, Departamento de Apoio Social (Divisão de Alojamento), Departamento de Apoio ao Administrador (Gabinete de Comunicação) Departamento Contabilístico e Financeiro (Divisão de Aprovisionamento e Gestão de Stocks) dos Serviços de Ação Social da Universidade do Minho (SASUM), a saber:

  • Departamento Alimentar (DA):

Tipo de atividade: apoio pontual nas Cantinas e Bares em Braga e Guimarães e apoio da atividade administrativa em Braga.

  • Departamento de Desporto e Cultura (DDC):

Tipo de atividade: apoio pontual à gestão e organização das atividades desportivas em Braga e Guimarães.

  • Departamento de Apoio Social (DAS) ? Divisão de Alojamento:

Tipo de atividade: apoio pontual às atividades de receção nas portarias das residências em Braga e Guimarães.

  • Departamento de Apoio ao Administrador (DAA) ? Gabinete de Comunicação:

Tipo de atividade: apoio pontual na produção de conteúdos, cobertura jornalística e fotojornalística, apoio à atividade de clipping.

  • Departamento Contabilístico e Financeiro (DCF) ? Divisão de Aprovisionamento e Gestão de Stocks:

Tipo de atividade: apoio pontual às atividades de receção no armazém em Guimarães.

3ª fase: entre 15 de janeiro a 15 de fevereiro de 2024

 

A candidatura far-se-á apenas por via eletrónica através de formulário acessível no site dos Serviços de Ação Social em https://www.sas.uminho.pt/bolsas-de-estudo/candidatura-colaboracao-de-estudantes e as condições da colaboração a prestar constam no regulamento de Colaboração de Estudantes da Universidade do Minho.

Texto: Redação

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UMinho assume natureza estruturante do pilar da investigação e da inovação para a sua missão

UMinho assume natureza estruturante do pilar da investigação e da inovação para a sua missão

Esta foi uma das premissas orientadoras da 1.ª edição do Research & Innovation Open Days que decorreu nos dias 30 e 31 de janeiro, na Universidade do Minho (UMinho), e juntou, nos sete painéis realizados, meia centena de oradores.

O evento procurou mostrar o melhor da investigação e da inovação desta academia, através de apresentações de projetos, de oradores e de posters, ?um momento muito importante para aprofundar o nosso conhecimento sobre a nossa realidade do sistema científico e inovação, reforçar esse conhecimento e criar condições para que novas articulações sejam criadas dentro da nossa própria comunidade?, começou por dizer o reitor da UMinho, Rui Vieira de Castro, na abertura oficial.

?Não há certamente nenhuma dúvida acerca da natureza estruturante do pilar da investigação e da inovação na concretização da missão da UMinho?, afirmou o responsável da academia Minhota, apontando que cabe à instituição, ?contribuir para o alargamento das fronteiras do conhecimento humano? e ?criar condições que permitam a transposição, transferência, a contextualização dos saberes que aqui são produzidos, para outros contextos, tornando o conhecimento efetivo fator de transformação social e económica?.

Para que isto aconteça, indicou que é preciso garantir determinadas condições, tais como: a existência de uma comunidade de investigadores forte. Neste sentido, realçou o momento ?estimulante? que se atravessa relativamente ao futuro e ao facto de a instituição querer ou não uma comunidade alargada de investigadores profissionais, chamando a atenção para as oportunidades que estão neste momento criadas, os instrumentos disponíveis, expondo que ?estão disponíveis durante um período relativamente curto de tempo, o nosso tempo de decisão não é muito longo?, assumindo que a posição da reitoria é a de que ?temos de aproveitar essa oportunidade?, declarando que ?pode ser uma oportunidade única para integrarmos, no quadro das nossas carreiras de investigação, um número significativo de investigadores, e por essa via, capacitarmos mais a nossa comunidade?.

Além desta, é preciso garantir as estruturas de recursos humanos que apoiam a atividade científica e tecnológica, a UMinho tem 30 centros de investigação, 13 laboratórios colaborativos, nove laboratórios associados, 12 unidades de interface e 48 spin-offs. ?Pensar estas estruturas, pensar a complexidade deste sistema a partir da nossa realidade, será muito oportuno?, disse.

Como terceira condição, Rui Vieira de Castro coloca a existência de infraestruturas relevantes, dando como exemplos, na UMinho, o recente inaugurado TERM Research Hub (engenharia de tecidos), o MIRRI (recursos microbianos), ?dois excelentes exemplos da capacidade de desenvolver infraestruturas de grande qualidade?, patenteou.

Outra das condições é, segundo este, a internacionalização da investigação, sublinhando que 50% da produção científica da UMinho é feita no quadro de colaborações internacionais, ?condição para estarmos no ponto em que estamos no panorama nacional e internacional?, apontando que a ideia é ?avançar com parcerias estratégicas com instituições de referência no contexto internacional?.

Como última condição, indicou a ?ciência aberta?, um caminho que tem sido feito pela UMinho e que diz ser ?irrecusável?.

Concluindo, o reitor da UMinho reconhece a existência, na academia minhota, de recursos humanos de enorme qualidade, a existência de unidades de investigação e inovação fortes, estruturadas e com uma atividade muito intensa, a existências de boas infraestruturas, a adoção de orientações e de práticas que são as adotadas pelas comunidades científicas de referência, afirmando que embora nem tudo esteja bem ?temos claramente um enorme potencial?, esclareceu.

Terminando, disse contar com a comunidade científica para o ?muito caminho que há ainda a percorrer e a fazer?.

Para o vice-reitor para a Investigação e Inovação, Eugénio Campos Ferreira, “esta é uma amostra da nossa investigação e da inovação que temos mantido. Uma oportunidade para os jovens investigadores e para os próprios alunos que estão inseridos desde muito cedo em laboratórios de investigação, tomarem contacto com investigadores mais seniores, ouvirem as suas experiências de vida, os seus percursos, a apresentação de resultados e a motivação para a preparação de projetos que são bem-sucedidos para a captura de financiamento”, disse.

Texto: Ana Marques

Foto: Nuno Gonçalves

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Best-of da investigação da UMinho vai ser apresentado

Best-of da investigação da UMinho vai ser apresentado

Sabia que a Universidade do Minho tem mais de 600 projetos científicos em curso, envolvendo quase 230 milhões de euros e 3000 investigadores e professores? E que é líder nacional em patentes, tem 65 cientistas no grupo dos 2% mais citados no mundo e acolhe o principal supercomputador português?

O melhor da investigação e inovação desta academia vai ser conhecido a 30 e 31 de janeiro, na 1ª edição dos ?UMinho Research & Innovation Open Days?. O edifício 2 do campus de Gualtar (Braga) está a ?vestir-se de gala? para as apresentações de projetos, de oradores e de posters. E há muito para descobrir entre 30 centros de investigação, 13 laboratórios colaborativos, nove laboratórios associados, 12 unidades de interface e 48 spin-offs.

A abertura oficial é na terça-feira às 9h15, no auditório B1, com o reitor, Rui Vieira de Castro e o vice-reitor para a Investigação e Inovação, Eugénio Campos Ferreira. O painel inicial junta três vencedores da bolsa do Conselho Europeu de Investigação, a mais prestigiada na UE: Ana João Rodrigues tem analisado o prazer e a aversão no cérebro, Paulo Lourenço estuda o património histórico perante sismos e Alexandra Marques cria modelos 3D de tecidos de pele doentes.

Após um intervalo para sessões de posters e networking, o segundo painel conta às 11h15 com representantes dos laboratórios associados AR-NET, ICVS/3B?s, Labbels, ARISE, LASI, INESC TEC, LaPMET, LIP e IN2PAST. Às 14h30, dá-se a voz a outras unidades deste ecossistema de inovação: DTx, CCG, ProChild, Colab4Food, Fibrenamics, PIEP, TecMinho e Karion Therapeutics. Em paralelo, no auditório B2, nove jovens cientistas vão divulgar em formato pitch os seus projetos, ligados aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU. Este formato repete-se na manhã seguinte, com mais nove investigações promissoras.

Afirmação internacional

A cooperação internacional vai ser avaliada às 15h30, com Rui Munhá, pivô para questões europeias na Fundação para a Ciência e a Tecnologia, e os investigadores José Manuel Méijome, do Centro de Física, e José Campos e Matos, do Instituto para a Sustentabilidade e Inovação em Engenharia de Estruturas. Já a mesa redonda sobre publicações científicas de acesso livre para todos traz duas referências na área ? Eloy Rodrigues e Pedro Príncipe, dos Serviços de Documentação e Bibliotecas da UMinho.

O programa de sexta-feira abre a debater os processos de publicação científica e a integridade, prevendo-se depoimentos do editor do ?EMBO Journal?, William Teale, e da delegada económica da Embaixada dos EUA em Lisboa, Sona Ramesh. É às 9h30, no auditório B2. Ao lado, no B1, valoriza-se a participação da UMinho na Rede Nacional de Infraestruturas Científicas, como o TERM Research Hub (engenharia de tecidos), o MIRRI (recursos microbianos), o Biodata.pt (dados biológicos), o OPENSCREEN (bioquímica) e o DataLab (populações). Às 11h00, é a vez de se conhecer quatro estudos sobre alimentos, genética, infeções e literatura, realizados em parceria com a Universidade de São Paulo (Brasil).

A sessão de encerramento é pelas 12h00, com as intervenções do vice-reitor Eugénio Campos Ferreira e da pró-reitora para os Projetos Científicos e Gestão da Investigação, Sandra Paiva.

Texto: GCI

Foto: Nuno Gonçalves

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UMinho receberá 1,73 milhões para contratação de investigadores

UMinho receberá 1,73 milhões para contratação de investigadores

A verba global de 20 milhões vem do Orçamento do Estado (OE) para 2024, e destina-se a contratar investigadores doutorados para as instituições de ensino superior público. A Universidade do Minho (UMinho) irá receber cerca de 1,73 milhões, verba que terá de ser executada em 2024.

A iniciativa ?Reitor conversa com? os Investigadores?, como seria de esperar, contou com um elevado número de participantes que, como lembrou o Reitor da UMinho, Rui Vieira de Castro ?é um indicador de uma realidade relativamente recente na UMinho, e que tem a ver com a expressão que nela tem o corpo de investigadores?. Submetida ao tema ?FCT Tenure ? A posição da Universidade do Minho?, a conversa foi introduzida pelo responsável máximo da Universidade que prestou algumas informações, ao que se seguiu a sessão de perguntas e respostas entre investigadores, reitor e vice-reitor com a pasta da Investigação e Inovação, Eugénio Campos Ferreira.

Estimulada por um quadro de indefinição acerca de aspetos fundamentais do sistema científico, designadamente os caminhos a prosseguir para a consolidação das carreiras de investigação, neste diálogo, Rui Vieira de Castro realçou que a UMinho tem um desempenho, na dimensão de investigação, que é ?reconhecido?, sendo reconhecida também a sua natureza de ?Universidade de investigação?. Para isto muito contribuiu ?a qualidade dos nossos investigadores?, a ?qualidade dos nossos docentes que têm também atividade de investigação?, e a ?qualidade das várias direções das unidades de investigação?, disse.

Reconhecendo o ?momento crítico? do sistema científico nacional e da UMinho, momento que segundo este ?vai jogar? o futuro do sistema científico, o Reitor da UMinho afiança que o momento foi antecipado e levou as Universidades a desenvolver iniciativas no sentido de se preparar um processo de transição que assegurasse que as centenas de investigadores com contratos celebrados no âmbito da norma transitória e que se aproximam do fim, não eram perdidos para o sistema, o que traria ?impactos brutais no desempenho desse mesmo sistema?, disse. 

Perante a situação, foram encontradas duas soluções, o Governo lançou o “Programa FCT-Tenure” para cofinanciamento da contratação de até 1000 investigadores doutorados, exclusivamente para posições permanentes, prevendo-se a abertura de 400 posições adicionais na edição de 2025. Após várias interações com o Governo, segundo o responsável da UMinho ?o resultado ficou aquém das expectativas?, sublinhando que resultou num ?programa de médio prazo, mas que não resolve aquilo que pode resultar de impacto financeiro para as instituições?, disse.

Além deste, o Governo anunciou 20 milhões para instituições de ensino superior públicas contratarem investigadores doutorados para a carreira de investigação científica. As verbas deste mecanismo de financiamento adicional visam reforçar ?as suas dotações orçamentais para 2024 e exclusivamente para a contratação por tempo indeterminado de investigadores?, sublinhou.

A UMinho deverá receber cerca de 1,73 milhões, o problema, segundo o responsável, ?é a sua execução?, terá para ser feita em 2024 e só deverá contemplar um terço dos encargos com essa contratação.

Os dois mecanismos são diferenciados, sendo este último, uma ?forma complementar ao programa FCT-Tenure?, referiu o Reitor, esperando que este ?se mantenha para sempre. O objetivo é que estes instrumentos permitam o reforço da UMinho?, declarou.

Na primeira quinzena de fevereiro aguardam-se ?decisões importantes? neste âmbito, anunciou o Reitor.

Texto: Ana Marques

Foto: Nuno Gonçalves

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Congresso da Sopcom teve palco na UMinho pela segunda vez

Congresso da Sopcom teve palco na UMinho pela segunda vez

A Universidade do Minho (UMinho) recebeu, pela segunda vez, o Congresso da Sopcom (Associação Portuguesa de Ciências da Comunicação). O evento, decorrido entre 24 e 26 de janeiro, juntou mais de 300 participantes que debateram o tema ?Comunicação, Culturas e Comunidades?, destacando-se o facto de muitas das vozes intervenientes sublinharem a falta de tempo para reflexão sobre o papel do jornalismo nas sociedades de hoje.

Coordenado pelo Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade (CECS) da UMinho, a abertura da 13.ª edição do Congresso da Sopcom coube a Madalena Oliveira, presidente da Sopcom, que assinalou o momento ?intranquilo? que o mundo atravessa no geral, bem como a ?dramática situação do jornalismo e dos jornalistas? em Portugal, apontando que não deve ser dispensada ?uma reflexão mais abrangente sobre o modo como reconhecemos e atribuímos ou não valor a informação de qualidade e à missão de escrutínio público que há muito delegamos em quem escreve a história conjugando o presente como tempo verbal?.

?Movidos por paixão, mais do que pelo prestígio ou por uma aspiração de riqueza, movidos por uma maldita paixão que suporta a precariedade (como também disse Pedro Coelho na abertura do V Congresso dos jornalistas portugueses), movidos por uma paixão mal agradecida, os jornalistas são uma espécie de ativistas de uma cultura de verdade e de liberdade?, afirmou Madalena Oliveira, transmitindo que ?colocá-los no centro dos nossos debates académicos não seria, neste Congresso Sopcom, apenas uma questão de oportunidade, mas um dever?, concluiu.

Na impossibilidade de estar presente no congresso, o ministro da Cultura, Pedro Adão, deixou uma mensagem onde relevou a ?pertinência? do Congresso, afirmando que ?é fundamental haver espaço e tempo para a reflexão?.

Sobre o presente e futuro da comunicação social, patenteou que por vezes se deixa para trás ?a responsabilidade e a forma como deve ser pensada e repensada a oferta de comunicação social e do jornalismo em particular?, indicando como causa ?a falta de um tempo lento de reflexão? e aconselhando a que ?vale a pena regressar ao tempo lento da leitura e da oferta da comunicação também ela própria, trabalhada, lenta e com um ritmo distinto daquela que temos hoje?.

O reitor da UMinho, Rui Vieira de Castro, sinalizou as ciências sociais como área ?seminal? da UMinho há praticamente 50 anos, garantindo que a aposta nas Ciências da Comunicação é ?claramente uma aposta ganha?. Apesar disso, frisou que ?as apostas não são ganhas para sempre e precisamos em contínuo de nos colocarmos novos desafios, de encontrarmos novas formas de organização, de explorarmos novas dimensões de atividade para que esse ganho seja contínuo?, disse.

O responsável da Universidade assegurou não ter qualquer dúvida sobre a ?centralidade?, a ?natureza fundamental das relações entre democracia e comunicação social?, afirmando que ?uma comunicação social livre é um pilar fundamental das democracias?.

Realçando que “a crise do jornalismo a que estamos a assistir em Portugal é muitíssimo preocupante”, pelo que está a implicar de debilitação da nossa própria democracia, Rui Vieira de Castro apelou a uma ?reflexão sobre o atual estado das coisas?.

A Sopcom completou, em 2023, cinco anos de existência e tem hoje cerca de 600 membros.

Texto: Ana Marques

Foto: CECS

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O Reitor conversa com? os Investigadores

O Reitor conversa com? os Investigadores

Em mais uma edição do ciclo de diálogos com as unidades orgânicas, os corpos e os membros da nossa Academia, o Reitor convida os Investigadores da Universidade do Minho a participarem numa sessão de informação e debate com o tema ?FCT Tenure ? A posição da Universidade do Minho. A sessão vai realizar-se esta quinta-feira, dia 25 de janeiro, pelas 15h00, no auditório A1 (edifício 1) do campus de Gualtar, em Braga.

Num quadro de indefinição acerca de aspetos fundamentais do sistema científico, designadamente os caminhos a prosseguir para a consolidação das carreiras de investigação, importa debater a política de emprego científico em Portugal e o necessário investimento nas pessoas que decidiram dedicar-se a fazer Ciência no nosso país.

A Universidade do Minho tem participado ativamente neste debate e desafiamos todos os investigadores a estarem presentes na sessão.

Texto: GCI

Foto: Nuno Gonçalves

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?Maior aproximação da Academia? será o mote da AAUMinho para 2024

?Maior aproximação da Academia? será o mote da AAUMinho para 2024

A nova direção da Associação Académica da Universidade do Minho (AAUMinho) tomou posse no passado dia 19 de janeiro, Margarida Isaías assume um segundo mandato à frente da estrutura estudantil, destacando uma ?equipa renovada e representativa?.

A cerimónia de tomada de posse dos Órgãos Sociais da AAUMinho realizou-se no Salão Medieval da Reitoria da Universidade do Minho. Além de Margarida Isaías e toda a sua equipa, tomaram posse Francisco Silva, estudante do Mestrado de Gestão de Projetos de Engenharia, como presidente do Conselho Fiscal e Jurisdicional, e Sónia Fernandes, estudante do Mestrado Integrado em Engenharia e Gestão Industrial, como presidente da Mesa da Reunião Geral de Alunos.

Num balanço do anterior mandato, a presidente empossada disse acreditar que a sua direção ajudou a tornar a AAUMinho e a Universidade ?espaços melhores?, apesar das ?enormes barreiras? e ?dificuldades? com que desenvolveram o seu trabalho nas mais diversas áreas.

Afirmando que, como representantes máximos dos estudantes da UMinho, preocupa-os ?a participação estudantil na Universidade e o desaparecimento do conceito dos estudantes no centro da Universidade Minho?. Inquietando-os ainda o contexto político nacional, ?preocupa-nos a instabilidade, as prioridades, a democracia?, disse.

Reafirmando o seu compromisso perante a academia, destacou a ?equipa renovada e representativa? que apresentou para este novo mandato, mostrando-se convicta de que têm todas as ferramentas necessárias para responder às necessidades dos estudantes da UMinho e compreendendo a ?importância vital de maior aproximação da academia para exponenciar o impacto da AAUMinho, dos estudantes na Universidade, na região e no país?. Este é o nosso mote para 2024, ?a aproximação da Academia?, afirmou. Uma aproximação que quer ?da Academia ao país, às cidades, à Universidade entre si, e claro, a aproximação ainda mais estreita da AAUMInho à Academia, aos estudantes?, sublinhou.

Apontando que muitas melhorias foram feitas em 2023, indicou que também muitos passos foram dados para trás. ?Se o financiamento ao ensino superior aumentou, foram também reduzidos os apoios às associações estudantis e juvenis pelo Instituto Português do Desporto e Juventude, não aumentaram os apoios às atividades destas associações que são o motor das universidades. Se a propina irá ser devolvida no final do curso como medida de fixação dos jovens, muitos são aqueles que são privados do acesso e frequência do ensino superior por dificuldades económicas e falhas na ação social?, disse. Acrescentando ainda que se o financiamento às instituições de ensino superior aumentou, ?não foi com obrigação do aumento do financiamento aos Serviços de Ação Social?.

Margarida Isaías disse ainda quererem ?aproximar a academia do país, mas não o podemos fazer sem aproximar as academias?, pelo que todas devem trabalhar em prol da mesma missão ?os estudantes?, ?o ensino superior em Portugal?. Apelando a que deixem ?a representatividade e democracia atuarem?. Patenteando também querer aproximar a academia às cidades, ?mas não o podemos fazer sem que as cidades se aproximem academia?, afirmando contar com as cidades que rodeiam a Universidade no trabalho por ?mais alojamento universitário, por um acesso universal e gratuito de transportes públicos municipais e intermunicipais?. Assinalando ainda quererem aproximar a academia da Universidade, ?mas não o podemos fazer sem que a Universidade se aproxime da academia, dos estudantes?, declarou. Realçando que a ?redução da representatividade nos órgãos de gestão, o desinvestimento e a falta de apoios aos Serviços de Ação Social e aos estudantes, afastam a Universidade da academia e afastam a academia da Universidade até não haver mais academia?, disse.

Terminando, e falando aos estudantes, declarou que ?a aproximação à academia é a nossa alavanca para um ano cheio de trabalho, desafios e, certamente, de concretizações?. ?O futuro passa pela Educação, passa por vocês e passa pelo ensino superior?.

A dirigente associativa revelou ainda que a Gata na Praia decorrerá de 23 a 28 de março, e o Enterro da Gata será de 3 a 10 de maio.

A Vice-reitora para a Educação e Mobilidade Académica, Filomena Soares, em representação do Reitor, evidenciou o ?papel crucial? da AAUMinho na vida académica da Universidade ?servindo como uma voz representativa e um agente de mudança positiva?. Afirmando que ?o vosso sucesso será também o sucesso da nossa Universidade?. Sublinhando que o papel do estudante é ?cada vez mais complexo e mais exigente?, assegurou à nova direção que ?encontrarão apoio total da reitoria, encorajamos a colaboração aberta e construtiva, pois acreditamos que juntos podemos superar os desafios, identificar oportunidades e criar um ambiente académico ainda mais vibrante e enriquecedor para todos?.

Texto: Ana Marques

Foto: AAUMinho

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?Os grupos culturais têm como missão inspirar a Universidade e os universitários ??

?Os grupos culturais têm como missão inspirar a Universidade e os universitários ??

Com o objetivo de cumprir a tradição dos fados nas Serenatas da Academia, o Sina nasceu a 1 de março de 2022, sendo o grupo mais recente da Universidade do Minho (UMinho).

?O Sina é um grupo de Fados com influência do Fado de Coimbra e de Lisboa, mas que se distingue pela intenção de desenvolver o Fado do Minho e de o dar a conhecer à sua população. O grupo nasceu após o repto lançado pela Associação Académica da Universidade do Minho. Dez alunos da UMinho, Beatriz Torres, Daniela Sousa, Francisca Alves, Inês Ferreira, João Monteiro, Margarida Pereira, Maurício Vale, Nuno Mendes, Pedro Belo e Ricardo Remelgado, juntaram-se para e criaram o grupo que agora faz sucesso.

O UMdicas esteve à conversa com a direção do grupo para saber mais sobre o Sina, sobre a sua origem, trajeto, sobre os seus projetos e sobre o seu futuro.

De que é feito este grupo e como se caracterizam?

Neste momento, o grupo é constituído por alunos e ex-alunos da UMinho, caracterizados pelo seu interesse e paixão pelo fado e todas as suas tradições.

Como descrevem o vosso trajeto e que balanço fazem?

O nosso trajeto tem sido de procura constante por evolução, por desafios e crescimento artístico.

Em que se destaca e diferencia o Sina dos outros grupos culturais?

O Sina destaca-se de outros grupos de fados pela abertura a qualquer aluno ou ex-aluno da UMinho, e não apenas masculino como acaba por ser mais usual. Destaca-se, também, pela procura constante pela inovação, por não se restringir a um estilo de fado específico, assim como pela procura por uma linguagem própria no fado enraizada na cultura minhota.

Participam em espetáculos e eventos muito diferenciados. Como caracterizam as vossas performances em palco? O que trouxeram e trazem ao panorama cultural da Universidade?

Participamos em espetáculos em vários tipos de recintos. Para além das atuações académicas, fazemos também atuações noutro tipo de eventos, tanto públicos como privados. Tendo também participado em eventos de solidariedade. Procuramos sempre abordar o fado no seu todo e em todas as suas facetas, assim como demonstrar que é possível criar novas culturas musicais e artísticas.

Por quantos elementos é constituído o grupo atualmente, e quem pode fazer parte dele?

Atualmente, o grupo é constituído por 12 membros, sendo que também se procede consistentemente ao ensino e integração de futuros membros. Qualquer atual ou antigo aluno da Universidade do Minho pode fazer parte do grupo.

No vosso percurso, quais os momentos e participações que destacam? Qual o vosso ponto alto do ano?

Há que destacar duas atuações recentes: a atuação nas Serenatas Velhas, neste último mês de outubro, e a atuação nas Estrelas ao Sábado, um programa na RTP, onde conseguimos passar à próxima etapa da competição. Estas terão sido, até agora, os pontos altos do nosso ano.

Quais os projetos do grupo mais importantes a curto/médio prazo?

A curto/médio prazo, para além das atuações ligadas ao calendário académico, procuramos estender o nosso leque de atuações (não só na nossa região como pelo país) e começar a criar uma cultura de fado na cidade de Braga.

A dinamização do grupo, torná-lo cada vez mais atrativo é, provavelmente, um dos vossos grandes objetivos. O que têm a dizer aos interessados em fazer parte do grupo?

Gostaríamos de dizer que têm toda a abertura não só para fazer parte do grupo, mas, também, para entrar em contacto com o grupo e partilhar o amor que temos por esta música.

Qual é maior sonho do Sina? O que ainda não fizeram e gostavam de concretizar?

O maior sonho do Sina é podermos passar a nossa mensagem e a nossa paixão a todos os que nos ouvem.

Como veem o panorama dos grupos culturais universitários em Portugal e a nível internacional?

A qualidade e a projeção dos grupos culturais tem crescido cada vez mais, em grande parte devido ao ótimo trabalho desenvolvido e ao apoio que têm recebido ao longo dos anos. São, hoje em dia, um estandarte do que a Universidade do Minho representa.

Como analisam o contexto dos grupos culturais na vida da Universidade e de um universitário?

Os grupos culturais têm como missão inspirar a Universidade e os universitários, criar e cristalizar a identidade da instituição que os acolhe, assim como representar os seus valores em todas as oportunidades que lhes forem providenciadas. Servem como um lembrete de que a experiência académica vai muito além do estudo, sendo também feita de amizade, acolhimento e da exploração das coisas que verdadeiramente nos fazem felizes e completos.

Uma mensagem à comunidade académica?

Gostaríamos de agradecer todo o apoio e presença que a comunidade académica nos tem prestado e continuaremos a trabalhar para que todas as nossas atuações sejam cada vez melhores, e sempre memoráveis. E a qualquer interessado em entrar no grupo, que entre em contacto com o grupo através das redes sociais.

Texto: Ana Marques

Foto: AAUMinho

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Arqueologia Urbana: desafios e perspetivas

Arqueologia Urbana: desafios e perspetivas

Artigo de opinião ? Fernanda Magalhães , Professora Auxiliar do Instituto de Ciências Sociais, Universidade do Minho.

A arqueologia urbana tem sido um dos setores da atividade arqueológica que mais contribuiu para a afirmação profissional da arqueologia nas últimas décadas. No entanto, urge questionar o seu real impacto social, quando, em muitas situações, a utilidade cognitiva, social e económica da generalidade das escavações urbanas preventivas que são praticadas na maioria das cidades portuguesas é questionada e colocada em causa.

De facto, a cidade histórica deve ser perspetivada como um único sítio arqueológico, que se vai conhecendo a partir das intervenções arqueológicas que nele se realizam. Em Braga, são múltiplas as situações em que, por vezes, decorrem décadas até que se possa compreender e interpretar devidamente o significado das estruturas arquitetónicas, muitas vezes escavadas sectorialmente e como tal difíceis de compreender, sobretudo quando estamos perante grandes edifícios. Foi isso que aconteceu na intervenção arqueológica realizada, entre 2022 e 2023, pela Unidade de Arqueologia da Universidade do Minho, na rua Nossa Senhora do Leite, em Braga. A cooperação entre as instituições é por isso indispensável para que a informação seja tratada de forma integrada e possa contribuir para o conhecimento da cidade e das suas mudanças ao longo do tempo. A ineficácia das políticas liberalizantes no mercado de trabalho de arqueologia tem originado a intervenção descoordenada de várias equipas no meio urbano, a qual dificilmente se pode traduzir em conhecimento útil, ou no bem público, seja ele a conservação do património, ou o seu uso para benefício das comunidades e da economia.

Nesse sentido, é imperativo que nos posicionemos a favor do estudo continuado das cidades, que deve estar assente numa legislação abrangente e responsável cimentada nas boas práticas relacionadas com a gestão do património urbano. Dessa maneira, a atividade arqueológica poderá conduzir à criação de novos patrimónios, à resolução de problemas de investigação que são hipóteses de pesquisa, bem como contribuir para a socialização do património em conjunto com a cidadania.

Partilhamos, por isso, da convicção de que a arqueologia urbana não pode ser reduzida a um somatório de intervenções desgarradas, feitas por diversas equipas para possibilitar o desenvolvimento de processos imobiliários. Sendo certo que a arqueologia urbana constitui um dos domínios mais complexos e exigentes da intervenção arqueológica, os seus resultados são fundamentais ao planeamento e reabilitação urbana, uma vez que estes só podem ser corretamente viabilizados quando os agentes neles envolvidos estão devidamente informados sobre os impactos da sua atuação no subsolo.

Assim, a arqueologia urbana deve efetivamente contribuir para compreender o processo histórico da evolução das cidades, mas também para a criação de novos patrimónios, para consolidar a identidade das cidades e aumentar a autoestima dos seus residentes, com um impacto muito positivo na economia das cidades, contribuindo para aumentar a atração turística e o desenvolvimento das chamadas indústrias culturais e criativas.