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Tiago Barquinha Gonçalves: de Famalicão à TSF e Sport TV, um percurso feito de jornalismo, oportunidade e ADN UMinho

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Tiago Barquinha Gonçalves: de Famalicão à TSF e Sport TV, um percurso feito de jornalismo, oportunidade e ADN UMinho

Ana Marques ⠿ 29-05-2026 13:00

Natural de Vila Nova de Famalicão, ex-bolseiro da Universidade do Minho e atualmente jornalista na TSF e na Sport TV, Tiago Barquinha Gonçalves revisita um percurso marcado pela comunicação, pela ação social e por uma forte ligação à academia minhota.

Vila Nova de Famalicão foi o ponto de partida de um percurso que hoje passa pela TSF e pela Sport TV, mas que começou muito antes da entrada na Universidade do Minho.

“Famalicão teve e tem um impacto muito forte porque sempre vivi numa cidade com uma boa oferta educativa, cultural e desportiva”, afirma Tiago Barquinha Gonçalves. “Sendo uma pessoa curiosa por tudo o que me rodeia, aquilo que absorvo desses contextos certamente que tem uma grande influência na forma como olho para o mundo e como acho que ele deve ser comunicado.”

As memórias dos anos de estudante continuam particularmente presentes. Frequentou a Escola Básica da Magida e, mais tarde, a Didáxis de Vale São Cosme, contexto onde construiu amizades que mantém até hoje e conheceu aquela que viria a tornar-se a sua esposa. “Guardo memórias muito boas e com alguma nostalgia porque foram tempos de felicidade pura”, recorda.

Foi também em Famalicão que surgiu o primeiro contacto com o jornalismo. Ainda no ensino secundário, durante a transição do 10.º para o 11.º ano, teve oportunidade de colaborar com o jornal e rádio “Cidade Hoje”, experiência que considera decisiva para o seu futuro. “Na altura ainda não tinha a certeza absoluta do que queria seguir”, admite. “A oportunidade que tive na “Cidade Hoje” para perceber como funcionava o meio foi essencial para ter a certeza de que Ciências da Comunicação era o curso que queria.”

A escolha da UMinho e o ambiente académico

A escolha da Universidade do Minho surgiu depois de um período de indecisão entre Braga e Porto. “Percebi que eram duas das melhores universidades na área e queria continuar a viver em Famalicão”, explica.

Depois de uma primeira fase do Concurso Nacional de Acesso sem conseguir entrar no curso pretendido, acabou por ingressar na UMinho na segunda fase — uma decisão de que nunca se arrependeu. “Optei por me inscrever na Universidade do Minho porque me parecia ter um curso com uma componente mais prática, a nível geral, e nunca me arrependi dessa escolha.”

Da experiência académica destaca sobretudo as pessoas e o ambiente vivido no curso de Ciências da Comunicação. “O que mais me marcou foram as amizades e as pessoas que conheci”, refere. “Senti que estava num grupo em que muitas pessoas tinham referências e interesses idênticos aos meus.”

Ao nível da formação, sublinha também a importância do espírito crítico desenvolvido ao longo do curso. “Já na altura alertavam-nos para o perigo da desinformação poder vir mascarada de diferentes formas. E isso é bem visível agora.”

O ComUM como escola de jornalismo

Enquanto estudante, Tiago Barquinha integrou o ComUM como redator, editor de Desporto, vice-diretor e diretor. E não hesita quando fala do impacto que o jornal académico teve na sua preparação para o mercado de trabalho.

“Tínhamos a vaidade de dizer que era o melhor jornal académico do país”, recorda. “Sendo um projeto feito exclusivamente por alunos, quase todos sem experiência na área, isso obrigou-nos a pensar em várias vertentes do jornalismo pela primeira vez.”

Na sua perspetiva, essa experiência faz diferença no contexto profissional. “A perceção que tenho é que quem passa pelo ComUM parte em vantagem para o mercado de trabalho”, afirma.

Ainda hoje guarda uma memória especial do projeto final de curso, desenvolvido com o jornalista Diogo Matos, centrado no desporto adaptado. “Percorremos vários concelhos do país à procura das melhores histórias de atletas que, infelizmente, continuam sem ter o devido reconhecimento.”

A bolsa que permitiu estudar sem contratempos

Durante os três anos de licenciatura, Tiago Barquinha foi bolseiro da Direção-Geral do Ensino Superior, apoio que considera decisivo no percurso académico. “Foi um suporte fundamental para que pudesse tirar o curso sem contratempos.”

Numa altura em que ainda não tinha rendimento próprio, a bolsa representou estabilidade financeira e tranquilidade emocional. “Acabou por ser um respaldo que me permitiu estudar sem amarras e sem preocupações adicionais.”

Ao mesmo tempo, faz questão de destacar o apoio constante da família, especialmente dos pais e da irmã, também antiga estudante da UMinho.

Questionado sobre a importância da ação social no ensino superior, não tem dúvidas: “Ninguém deve ficar fora do Ensino Superior só porque não tem condições financeiras para o frequentar.” E acrescenta: “Se pensarmos no dinheiro que os alunos e as famílias teriam de pagar se não houvesse ação social, muita gente desistiria do Ensino Superior ou nem sequer tentava entrar.”

Da RUM à TSF e Sport TV

O percurso profissional consolidou-se através da Rádio Universitária do Minho, onde realizou estágio profissional após concluir a licenciatura. “Aí, o meu trabalho foi mais abrangente porque cobria todas as áreas da sociedade, desde a academia ao desporto, passando pela política e pela cultura.”

Mais tarde, surgiria a concretização de um objetivo antigo: entrar na Sport TV. “Por muito que gostasse da RUM e da colaboração com a NEXT, o meu sonho sempre foi chegar à televisão, em particular à SPORT TV, e/ou a uma rádio de âmbito nacional.”

O caminho até lá, admite, foi feito de persistência. “Mandei muitas vezes o currículo, sobretudo para a SPORT TV”, conta. “Depois de muita insistência e de algumas negas, a SPORT TV deu-me a oportunidade de fazer testes.” Pouco tempo depois recebeu a confirmação de que tinha sido selecionado. Meses mais tarde surgiria também o convite para integrar a TSF.

Hoje sente-se realizado profissionalmente. “Tenho a felicidade de trabalhar com pessoas que sempre admirei e que via na televisão e ouvia na rádio quando era mais novo.”

“Uma experiência inesquecível”

Quando olha para trás, Tiago Barquinha reconhece que continua profundamente ligado à Universidade do Minho.

“Existe um sentimento de pertença à academia que une toda a gente que passou por lá”, afirma. “Adoro voltar à Universidade do Minho e reencontrar professores, funcionários e conhecer os atuais alunos.”

Aos estudantes que hoje dependem de bolsas de estudo deixa uma mensagem simples: “Aproveitem a oportunidade para começar a construir o vosso futuro profissional, enquanto ainda são estudantes.”

E, se tivesse de resumir a passagem pela Universidade do Minho numa única ideia, a resposta surge sem hesitação:

“Foi uma experiência inesquecível e decisiva para o meu futuro pessoal e profissional.”

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Atualizado a 29-05-2026 13:00