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PERCURSOS…

Filipa Oliveira nasceu e vive em Braga há 44 anos. Casada, mãe de 3 filhos, desempenha funções nos Serviços de Acção Social da Universidade do Minho (SASUM) há 20 anos. Atualmente, faz parte do Departamento Contabilístico e Financeiro, uma equipa com cerca de 20 trabalhadores.
 
Nesta entrevista, a trabalhadora, adstrita ao Departamento Contabilístico e Financeiro (DFC), que se caracteriza como otimista, fala-nos do seu percurso de vida e experiência profissional, conta como é vivido o dia a dia, afirmando esperar novos desafios que a façam crescer.   
 

Como chegou aos SASUM e qual o seu percurso académico e profissional?

Licenciei-me em Administração Pública aqui na Universidade do Minho (UMinho), tenho uma Pós-Graduação em Contabilidade Pública pela Universidade Lusíada e terminei no início de 2014 o CADAP – Curso de Alta Direção da Administração Pública, também aqui na UMinho. Ingressei no mestrado em Administração Pública, que não conclui.

Tive a oportunidade de fazer o meu estágio curricular no DAF – Departamento Administrativo e Financeiro e por aqui fiquei, entretanto, em 2019, o departamento passou a designar-se Departamento Contabilístico e Financeiro.

Iniciei o meu percurso nos SASUM no ano 2002, a classificar documentos de receita e despesa, o que me permitiu trabalhar em contabilidade pública e ter uma noção mais geral da instituição. Depois, com o aumento das unidades do Departamento Alimentar e com a necessidade de informação que era requerida, fui ficando nesta área. O aumento das unidades alimentares trouxe a necessidade de controlo, que, por sua vez, trouxe a aquisição de sistemas de informação, com o qual aprendi a trabalhar e que foram as minhas ferramentas de trabalho enquanto estive no Setor de Contabilidade e Gestão de Stocks.

Em 2008 é publicado o Código de Contratos Públicos, que introduziu uma normalização da tramitação de procedimentos de aquisição de bens, serviços e empreitadas, desenvolvido em plataformas eletrónicas. Surge aqui a oportunidade de mudar de setor e desenvolver novas tarefas e competências. 

Há quantos anos está nos Serviços e quais são, atualmente, as suas funções?

Há 20 anos. Atualmente exerço funções no Setor da Contratação, em tudo o que diga respeito à tramitação de um procedimento de contratação.

Assim, resumidamente, este setor dá apoio na preparação das peças de todos os procedimentos de contratação pública dos SASUM, incluindo a verificação dos requisitos legais, lançamento na plataforma eletrónica de contratação pública os procedimentos acima referidos; publicitá-los no portal base.gov, Diário da República Eletrónico e outros suportes exigidos por Lei; acompanhamento dos procedimentos apoiando o júri e os responsáveis dos departamentos/divisões/setores/gabinetes e gestores de contrato, com vista à correta constituição do processo.

Faz parte das minhas competências elaborar o Relatório de Contratação Administrativa e mantê-lo atualizado, elaborar e manter atualizado o Manual de Contratação Pública. Ainda auxílio na prestação de contas a enviar para o Tribunal de Contas. Auxilio a Diretora do Departamento em outras tarefas diversas que entenda que sou uma mais-valia. 

Gosta do que faz?

Gosto muito! Aparentemente parece um trabalho repetitivo, mas cada procedimento é isolado dos restantes e tem as suas particularidades. Há sempre aspetos diferentes, aliados à evolução do próprio Código de Contratos Públicos, que nos obriga a estudar, aprender, evoluir e crescer. Depois aparece sempre uma tarefa “fora da caixa”, um estudo, uma análise, que ajuda a quebrar a rotina do que parece idêntico. 

O que mais a motiva e quais as maiores dificuldades, no dia a dia, no desenvolvimento do seu trabalho?

A minha motivação é gostar do que faço, com as pessoas com quem o faço. As grandes dificuldades são os prazos, a dependência das plataformas que necessitamos. Por vezes a interoperabilidade entre elas é fraca e/ou inexistente, tornando o trabalho mais moroso e burocrático. 

Como caracteriza o trabalho feito no Departamento Contabilístico e Financeiro, em particular na sua área?

É um trabalho de extrema importância, não só de cumprimento da legalidade, mas sobretudo de apoio à gestão, permitindo que a informação contabilística seja sempre o mais transparente e fidedigna possível. A decisão superior tem por base informações prestadas por este departamento, transversal a toda a instituição. Ela deve estar sempre o mais atualizada possível, o que nem sempre é fácil. A documentação que chega ao departamento, segue um fluxo documental, onde há vários intervenientes, e este fluxo nem sempre é fluído, pois cada um deles tem múltiplas tarefas em simultâneo.

Mas esta informação não é apenas para os stakeholders internos. Há reportes mensais, trimestrais, semestrais e anuais para os externos, com deadlines reduzidos.

Relativamente à contratação, passa por disponibilizar aos vários responsáveis quais as ferramentas possíveis de aquisição em cada caso concreto, verificado sempre os requisitos legais, permitindo-lhes que a tomada de decisão seja a mais correta tendo em conta a todas as informações de que dispõem e não apenas as da contratação. 

Quais são as melhores e as piores memórias que tem do seu trajeto nos SASUM?

Tenho muito boas memórias dos sítios por onde passei, principalmente das pessoas com quem fui trabalhando mais de perto. Há períodos de mais trabalho, pressão, stress que se aguentam melhor com bom ambiente, onde reina o espírito de equipa, com boa disposição, onde se partilham experiências, vivências e sobretudo onde há entre ajuda.

Não me ocorre nada que possa classificar como pior memória. 

Como foi passar pela pandemia, a nível pessoal e profissional?

Prestei apoio aos miúdos, por isso a nível profissional estive ausente, pois o mais novo era ainda bebé e as minhas duas filhas gémeas tinham 8 anos na altura.

Elas não tinham grande destreza na informática, por isso as aulas online foram um grande desafio, para elas e para mim. Não foi um período fácil para ninguém. 

Como olha para o futuro?

Com otimismo, sempre! Tento ver o copo sempre “meio cheio”.

A nível profissional, espero que haja mais desafios que me façam crescer, desenvolver novas competências e capacidades.

Curiosidades

O que a marcou? A maternidade

 que ainda não fez? Acabar o mestrado

Ainda tem um grande sonho? …acho que não

Livro? Gostaria de ler mais, mas neste momento estou a ler Pecados Santos de Nuno Nepomuceno. Um thriller com bastante suspense e reviravoltas que me cativou logo nos primeiros capítulos.

Filme? Adoro cinema, apesar de não ser especialista, há alguns filmes que me marcaram, como: ET; Braveheart; A paixão de Cristo; Indiana Jones.

Uma música e/ou um músico? Sou muito eclética no que toca a gostos musicais, dependendo sempre do estado de espírito…

O que gosta de fazer nos tempos livres? Passar tempo de qualidade com os meus

Vício? Acho que não tenho :)… talvez comer 🙂

Um lugar? A minha casa.

A Universidade do Minho? Um orgulho trabalhar aqui.

Texto: Ana Marques 

Fotos: Nuno Gonçalves 

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