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IB-S deseja ser uma Unidade Orgânica Transdisciplinar

O IB-S – Instituto de Ciência e Inovação para a Bio-Sustentabilidade da Universidade do Minho celebrou no passado dia 5 de dezembro, o seu sexto aniversário. A cerimónia comemorativa destacou a ousadia e o grande potencial do projeto que quer ser uma Unidade Orgânica Transdisciplinar da Universidade do Minho (UMinho).

A sessão contou com as intervenções do pró-reitor para a Sustentabilidade e Gestão dos Campi da UMinho, Miguel Bandeira, e da coordenadora do IB-S, Cláudia Pascoal, realizaram-se ainda duas mesas-redondas.

O pró-reitor da UMinho qualificou o IB-S como um projeto “ousado, de grande alcance, que reflete o dinamismo e a inquietude no futuro”, um projeto de grande “potencial” e “importância”, “dinâmico e promissor” pelos temas que agrega, salientou.

Apontando como desafios do Instituto, o problema do “emprego científico em Portugal, do financiamento da investigação e a integração dos doutorados no tecido empresarial”, desafios que disse, “passam pelo relacionamento com a sociedade que se tem de tornar mais explícito, mais claro e presente”.

Sobre a possibilidade do IB-S se tornar uma Unidade Orgânica da UMinho, Miguel Bandeira refere que é uma “expectativa legítima”, indicando que o caminho deverá ser feito, devendo-se “explorar a possibilidade de uma possível Unidade Orgânica Interdisciplinar no contexto dos nossos Estatutos”, apontou.

Cláudia Pascoal assinalou como grande desafio do IB-S, tentar casar o interesse do ambiente natural com o ambiente construído e o desenvolvimento económico, “tem de casar, tem de haver aqui um propósito comum”, disse, afirmando que “é o que fazemos no IB-S”. O Instituto nasceu de dois centros de investigação – Centro de Biologia Molecular e Ambiental (CBMA) e o Instituto para a Sustentabilidade e Inovação em Estruturas de Engenharia (ISISE), “interesses diferentes, mas que se complementam, é o que temos tentado fazer durante estes anos”, frisou.

Ao longo do seu trajeto foram mais de 70 projetos e mais de 13 milhões de euros captados, sendo que o IB-S incorpora cerca de 250 investigadores. “Parte destes investigadores não são staff permanente, é uma preocupação para nós manter este staff connosco, precisamos deles para continuar a produzir ciência e inovação”, referiu a coordenadora do IB-S, mostrando a sua preocupação com a “instabilidade na carreira de investigação” e esperando que “melhores e boas oportunidades surjam”. O IB-S tem ainda parceria com cerca de vinte empresas em projetos na área do mar e da economia azul, da biodiversidade, do capital natural, da economia circular e da resiliência do ambiente natural e construído.

Terminando, Cláudia Pascoal deixou um repto para o próximo ano, “que consigamos estabilizar a equipa, consigamos mais emprego científico e consigamos realizar o desejo de criar uma Unidade Orgânica Transdisciplinar construída por várias Escolas”. “Esperemos que estes desejos se materializem”, concluiu.

Texto: Ana Marques

Foto: Nuno Gonçalves

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