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Instituto de Educação celebrou 48 anos com os olhos postos no futuro

O Instituto de Educação (IE) da Universidade do Minho assinalou no passado dia 11 de dezembro, o seu 48.º aniversário. A cerimónia comemorativa ficou marcada por algumas críticas e pelos desafios futuros colocados à unidade orgânica.

A sessão contou com as intervenções do reitor Rui Vieira de Castro, da presidente do IE, Beatriz Pereira, e da representante dos estudantes do IE. Assistiu-se ainda a uma mensagem em vídeo enviada pelo professor António Sampaio da Nóvoa, onde abordou o futuro da Educação.

Num balanço do que tem sido a atividade do IE, dos problemas com que se tem deparado e das oportunidades que se vislumbram, Beatriz Pereira começou por evocar a necessidade de se “tomar decisões estratégicas capazes de otimizar a relação custo-benefício e ir buscar novos públicos para a nossa oferta formativa e para a prestação de serviços à comunidade e à sociedade”.

Criticando os procedimentos de desbloqueio de verbas para projetos de investigação e de projetos institucionais, referiu que “enfrentam dificuldades de funcionamento”, apelando a que “é necessário que esses pagamentos sejam efetuados com a maior brevidade possível”.

A presidente do IE assumiu ser “necessária uma reflexão séria sobre a abertura de novos cursos e, eventualmente, a não abertura de outros”, afirmando que tem de “responder de forma equilibrada a um público maioritariamente nacional, mas não descurar a importância da internacionalização”. Internacionalização essa que potencia, “outras iniciativas suscetíveis de valorizar o nosso corpo discente, docente e de trabalhadores técnicos, administrativos e de gestão”, indicou.

Respondendo aos desafios da UMinho, o IE ofereceu um curso de especialização e diversos cursos de curta duração que tiveram, segundo a responsável do Instituto, “boa procura”. Relativamente aos dois centros de investigação da unidade orgânica, esclareceu que, “tem havido um diálogo efetivo e produtivo entre os dois, de forma a identificar os benefícios, oportunidades e limitações de uma possível fusão”, disse.

Para Rui Vieira de Castro, e passados quase 50 anos da criação do IE, o Instituto deve “olhar para as circunstâncias, para os desafios e para as oportunidades, como condição para responder às expectativas que nele são depositadas pela UMinho”. Apontando como os grandes desafios de hoje para a unidade orgânica, “o envelhecimento do corpo docente e a dificuldade da sua renovação”, desafios estes que são consequência da quebra da procura da oferta educativa do IE, por efeito do superavit de professores no nosso país; indicando ainda a dificuldade do IE em dar expressão ao seu potencial de investigação, o que segundo o Reitor da UMinho, levou a um “desequilíbrio estrutural em resultado de desajustamentos entre aquilo que é a capacidade instalada e a procura dos seus projetos de formação”, disse.

Como forças do IE para ultrapassar as dificuldades, o responsável máximo da UMinho destacou, a sua “experiência”, o “capital de conhecimento acumulado”, “um corpo de conhecimento científico riquíssimo”, “uma rede de relações com entidades do setor socioeducativo particularmente forte”, “alguma retoma na procura da formação de professores”, “a existência de agendas socioeducativas ao nível dos municípios”, “a existência de oportunidades de recuperação ao nível da formação por efeito da nossa interação com entidades dos países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP)”. Olhando para este conjunto de oportunidades, afirmou “impõe-se a necessidade de uma estratégia refletiva que perspetive o futuro”.

Indicando a necessidade do IE procurar novos objetos e novos projetos, através da reorganização dos seus projetos de ensino, tais como, a formação não conferente de grau, que disse, “estará no centro da atividade formativa da própria Universidade”.

O IE disponibiliza licenciaturas, mestrados e (pós-)doutoramentos nas áreas de Estudos da Criança, Formação de Educadores e Professores, Ciências da Educação e Interfaces de Educação e Desenvolvimento Humano. Possui duas unidades de I&D reconhecidas. O ensino, a pesquisa e a interação com a sociedade têm sido pretexto para uma cooperação nacional e internacional intensa, com projetos e serviços que se estendem em particular à lusofonia.

Texto: Ana Marques

Foto: Nuno Gonçalves

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