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“Os grupos culturais têm como missão inspirar a Universidade e os universitários …”

Com o objetivo de cumprir a tradição dos fados nas Serenatas da Academia, o Sina nasceu a 1 de março de 2022, sendo o grupo mais recente da Universidade do Minho (UMinho).

​O Sina é um grupo de Fados com influência do Fado de Coimbra e de Lisboa, mas que se distingue pela intenção de desenvolver o Fado do Minho e de o dar a conhecer à sua população. O grupo nasceu após o repto lançado pela Associação Académica da Universidade do Minho. Dez alunos da UMinho, Beatriz Torres, Daniela Sousa, Francisca Alves, Inês Ferreira, João Monteiro, Margarida Pereira, Maurício Vale, Nuno Mendes, Pedro Belo e Ricardo Remelgado, juntaram-se para e criaram o grupo que agora faz sucesso.

O UMdicas esteve à conversa com a direção do grupo para saber mais sobre o Sina, sobre a sua origem, trajeto, sobre os seus projetos e sobre o seu futuro.

De que é feito este grupo e como se caracterizam?

Neste momento, o grupo é constituído por alunos e ex-alunos da UMinho, caracterizados pelo seu interesse e paixão pelo fado e todas as suas tradições.

Como descrevem o vosso trajeto e que balanço fazem?

O nosso trajeto tem sido de procura constante por evolução, por desafios e crescimento artístico.

Em que se destaca e diferencia o Sina dos outros grupos culturais?

O Sina destaca-se de outros grupos de fados pela abertura a qualquer aluno ou ex-aluno da UMinho, e não apenas masculino como acaba por ser mais usual. Destaca-se, também, pela procura constante pela inovação, por não se restringir a um estilo de fado específico, assim como pela procura por uma linguagem própria no fado enraizada na cultura minhota.

Participam em espetáculos e eventos muito diferenciados. Como caracterizam as vossas performances em palco? O que trouxeram e trazem ao panorama cultural da Universidade?

Participamos em espetáculos em vários tipos de recintos. Para além das atuações académicas, fazemos também atuações noutro tipo de eventos, tanto públicos como privados. Tendo também participado em eventos de solidariedade. Procuramos sempre abordar o fado no seu todo e em todas as suas facetas, assim como demonstrar que é possível criar novas culturas musicais e artísticas.

Por quantos elementos é constituído o grupo atualmente, e quem pode fazer parte dele?

Atualmente, o grupo é constituído por 12 membros, sendo que também se procede consistentemente ao ensino e integração de futuros membros. Qualquer atual ou antigo aluno da Universidade do Minho pode fazer parte do grupo.

No vosso percurso, quais os momentos e participações que destacam? Qual o vosso ponto alto do ano?

Há que destacar duas atuações recentes: a atuação nas Serenatas Velhas, neste último mês de outubro, e a atuação nas Estrelas ao Sábado, um programa na RTP, onde conseguimos passar à próxima etapa da competição. Estas terão sido, até agora, os pontos altos do nosso ano.

Quais os projetos do grupo mais importantes a curto/médio prazo?

A curto/médio prazo, para além das atuações ligadas ao calendário académico, procuramos estender o nosso leque de atuações (não só na nossa região como pelo país) e começar a criar uma cultura de fado na cidade de Braga.

A dinamização do grupo, torná-lo cada vez mais atrativo é, provavelmente, um dos vossos grandes objetivos. O que têm a dizer aos interessados em fazer parte do grupo?

Gostaríamos de dizer que têm toda a abertura não só para fazer parte do grupo, mas, também, para entrar em contacto com o grupo e partilhar o amor que temos por esta música.

Qual é maior sonho do Sina? O que ainda não fizeram e gostavam de concretizar?

O maior sonho do Sina é podermos passar a nossa mensagem e a nossa paixão a todos os que nos ouvem.

Como veem o panorama dos grupos culturais universitários em Portugal e a nível internacional?

A qualidade e a projeção dos grupos culturais tem crescido cada vez mais, em grande parte devido ao ótimo trabalho desenvolvido e ao apoio que têm recebido ao longo dos anos. São, hoje em dia, um estandarte do que a Universidade do Minho representa.

Como analisam o contexto dos grupos culturais na vida da Universidade e de um universitário?

Os grupos culturais têm como missão inspirar a Universidade e os universitários, criar e cristalizar a identidade da instituição que os acolhe, assim como representar os seus valores em todas as oportunidades que lhes forem providenciadas. Servem como um lembrete de que a experiência académica vai muito além do estudo, sendo também feita de amizade, acolhimento e da exploração das coisas que verdadeiramente nos fazem felizes e completos.

Uma mensagem à comunidade académica?

Gostaríamos de agradecer todo o apoio e presença que a comunidade académica nos tem prestado e continuaremos a trabalhar para que todas as nossas atuações sejam cada vez melhores, e sempre memoráveis. E a qualquer interessado em entrar no grupo, que entre em contacto com o grupo através das redes sociais.

Texto: Ana Marques

Foto: AAUMinho

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