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UMinho assume natureza estruturante do pilar da investigação e da inovação para a sua missão

Esta foi uma das premissas orientadoras da 1.ª edição do Research & Innovation Open Days que decorreu nos dias 30 e 31 de janeiro, na Universidade do Minho (UMinho), e juntou, nos sete painéis realizados, meia centena de oradores.

O evento procurou mostrar o melhor da investigação e da inovação desta academia, através de apresentações de projetos, de oradores e de posters, “um momento muito importante para aprofundar o nosso conhecimento sobre a nossa realidade do sistema científico e inovação, reforçar esse conhecimento e criar condições para que novas articulações sejam criadas dentro da nossa própria comunidade”, começou por dizer o reitor da UMinho, Rui Vieira de Castro, na abertura oficial.

“Não há certamente nenhuma dúvida acerca da natureza estruturante do pilar da investigação e da inovação na concretização da missão da UMinho”, afirmou o responsável da academia Minhota, apontando que cabe à instituição, “contribuir para o alargamento das fronteiras do conhecimento humano” e “criar condições que permitam a transposição, transferência, a contextualização dos saberes que aqui são produzidos, para outros contextos, tornando o conhecimento efetivo fator de transformação social e económica”.

Para que isto aconteça, indicou que é preciso garantir determinadas condições, tais como: a existência de uma comunidade de investigadores forte. Neste sentido, realçou o momento “estimulante” que se atravessa relativamente ao futuro e ao facto de a instituição querer ou não uma comunidade alargada de investigadores profissionais, chamando a atenção para as oportunidades que estão neste momento criadas, os instrumentos disponíveis, expondo que “estão disponíveis durante um período relativamente curto de tempo, o nosso tempo de decisão não é muito longo”, assumindo que a posição da reitoria é a de que “temos de aproveitar essa oportunidade”, declarando que “pode ser uma oportunidade única para integrarmos, no quadro das nossas carreiras de investigação, um número significativo de investigadores, e por essa via, capacitarmos mais a nossa comunidade”.

Além desta, é preciso garantir as estruturas de recursos humanos que apoiam a atividade científica e tecnológica, a UMinho tem 30 centros de investigação, 13 laboratórios colaborativos, nove laboratórios associados, 12 unidades de interface e 48 spin-offs. “Pensar estas estruturas, pensar a complexidade deste sistema a partir da nossa realidade, será muito oportuno”, disse.

Como terceira condição, Rui Vieira de Castro coloca a existência de infraestruturas relevantes, dando como exemplos, na UMinho, o recente inaugurado TERM Research Hub (engenharia de tecidos), o MIRRI (recursos microbianos), “dois excelentes exemplos da capacidade de desenvolver infraestruturas de grande qualidade”, patenteou.

Outra das condições é, segundo este, a internacionalização da investigação, sublinhando que 50% da produção científica da UMinho é feita no quadro de colaborações internacionais, “condição para estarmos no ponto em que estamos no panorama nacional e internacional”, apontando que a ideia é “avançar com parcerias estratégicas com instituições de referência no contexto internacional”.

Como última condição, indicou a “ciência aberta”, um caminho que tem sido feito pela UMinho e que diz ser “irrecusável”.

Concluindo, o reitor da UMinho reconhece a existência, na academia minhota, de recursos humanos de enorme qualidade, a existência de unidades de investigação e inovação fortes, estruturadas e com uma atividade muito intensa, a existências de boas infraestruturas, a adoção de orientações e de práticas que são as adotadas pelas comunidades científicas de referência, afirmando que embora nem tudo esteja bem “temos claramente um enorme potencial”, esclareceu.

Terminando, disse contar com a comunidade científica para o “muito caminho que há ainda a percorrer e a fazer”.

Para o vice-reitor para a Investigação e Inovação, Eugénio Campos Ferreira, “esta é uma amostra da nossa investigação e da inovação que temos mantido. Uma oportunidade para os jovens investigadores e para os próprios alunos que estão inseridos desde muito cedo em laboratórios de investigação, tomarem contacto com investigadores mais seniores, ouvirem as suas experiências de vida, os seus percursos, a apresentação de resultados e a motivação para a preparação de projetos que são bem-sucedidos para a captura de financiamento”, disse.

Texto: Ana Marques

Foto: Nuno Gonçalves

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