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Apresentação do livro: ”O cheiro da sombra das flores”

    






«Não é comum esta poesia hoje. Não é vulgar, no panorama de nova poesia portuguesa ou, se se quiser, na poesia portuguesa dos mais novos, esta coragem de enfrentar o leitor. Negreiros rasga, fere, incomoda, impacienta. O seu discurso não é doce, o seu lirismo está frequentemente carregado de angústia, de ansiedade, de premência, mas também é ele que sai mais magoado, mais ferido desta luta, mas não vencido, mas não convencido, caindo e levantando-se nos seus versos sem a preocupação de sacudir-se, porque não há tempo, porque no meio de tanta dor, não posso chorar. Os outros são, afinal, o alimento da sua poesia, ao contrário do culto narcisista da maior parte da poesia que hoje se faz e se divulga, quase toda já escrita e já lida, onde cada livro tem dificuldade em inovar, em criar diferenças.»


 

Do prefácio de Joaquim Pessoa

Nota Biográfica do Autor

 

Poeta e dramaturgo, João Negreiros nasceu em Matosinhos a 23 de Novembro de 1976.

Muito novo, escrevia já teatro, poesia e prosa poética.

 

A primeira peça de teatro, surgiu aos dezasseis anos e o seu primeiro livro de poesia, ”Horas Extraordinárias”, foi escrito entre os quinze e os dezassete anos.

 

Na área do teatro, a sua obra foi crescendo, sendo hoje bastante extensa. Nela se incluem as peças ”O Outro Lado da Bola de Berlim”, 1997; ”Santã”, 1997; ”Cinderela e os Três Porquinhos”, 1998; ”A Saga do Super Agente”, 1998; ”Mónica e o Terceiro Desejo”, 1999; ”O Clube”, 1999; ”A Princesa e o Eremita”, 2000; ”Os Inúteis”, 2002; ”Bendita”, 2004; ”Silêncio” e ”Os Vendilhões do Templo”, ambos de 2006 editados pelas EDIÇÕES TUM.
         

Os textos de prosa poética, as crónicas e os contos, entre outros, continuaram também a ser criados, tendo, em Outubro de 2002, sido publicado na Revista QUO o Conto de Ficção Científica ”Capitão Spalding ? A Origem”.

 

Desde 2004 têm vindo a ser escritos, numa frequência quase diária, textos de humor integrados no projecto sentidodeamor.com.

 

No âmbito da poesia, a sua obra não tem, de igual modo, parado de crescer, havendo já, neste momento, quatro livros concluídos: ”Horas Extraordinárias”, ”Agulha num Poleiro”, ”A Vaca que de tão Contente Múrria” e ”O Cheiro da Sombra das Flores”.

 

Os seus primeiros textos apresentam já muitos dos traços que caracterizam a sua escrita actual: uma grande maturidade literária patenteada numa escrita tecnicamente perfeita, uma estética cómico-dramática muito acentuada, um sentido crítico mordaz e certeiro, uma consciência avassaladora do mundo que o rodeia, uma busca incessante da justiça, uma sintonia assustadora de tão perfeita com as vivências dos outros, uma capacidade invulgar de compreender a perspectiva de todos, um conhecimento profundo da fragilidade humana, um arrojo, um despojamento e uma despretensão inigualáveis e uma liberdade de pensamento surpreendente de tão ilimitada.

 

Os seus textos apaixonam quem os lê. São arrebatadores das mais variadas formas: ora fazem rir muito pelo sentido de humor desconcertante e, por vezes, agressivo; ora fazem enternecer e até chorar pelas fragilidades que expõem; ora fazem arrepiar pela pertinência das questões que levantam e que estremecem as nossas vidas, por vezes demasiado seguras, por vezes demasiado certas, por vezes demasiado cómodas, por vezes demasiado surdas, demasiado cegas, demasiado dormentes e caladas.

 

Sítio oficial: www.joaonegreiros.pt.vu

 

Para mais informações contactar:

 

Cristiane Nascimento

Dep. Marketing/Papiro Editora

Rua das Oliveirinhas, 62

4000-367 Porto

Tlf.: 220 109 120

Fax: 220 160 193

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