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UMinho recebe primeira reunião do Consórcio Europeu de Recursos Microbiológicos

 Fazem parte do consórcio sete países, que incluem dez organizações responsáveis pela manutenção e fornecimento de mais de 200.000 estirpes bacterianas e fúngicas. O evento ocorre em pleno Ano Internacional da Diversidade Biológica. A sessão de abertura é amanhã, pelas 9h30, na sala do conselho científico na Escola de Ciências da Saúde (ECS) da UMinho. Vão estar o reitor da UMinho, António Cunha, a presidente da ECS, Cecília Leão, e o director do Centro de Engenharia Biológica da UMinho, Manuel Mota. A reunião contará com cerca de 40 especialistas, incluindo membros da Comissão Europeia, observadores do Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças (ECDC) e um painel de sábios.

 

O EMbaRC é apoiado pela Comissão Europeia e tem um orçamento de 5,2 milhões de euros para três anos. A coordenação é da responsabilidade da França, através do Instituto Nacional da Investigação Agronómica (INRA), coadjuvado pelo Instituto Pasteur. Os outros parceiros, para além da Micoteca da UMinho, são a colecção alemã de microrganismos e culturas de células (DSMZ), o CAB Internacional (CABI) do Reino Unido, a colecção espanhola de culturas tipo (CECT) da Universidade de Valência, a colecção de fungos holandesa CBS) e ainda o consórcio belga BCCM, que inclui o Serviço Público Federal de Programação-Política Científica (SPP-PS), as colecções BCCM/LMBP e BCCM/LMG da Universidade de Ghent e a colecção da Universidade Católica de Lovaina BCCM/UCL.

 

Este projecto europeu visa consolidar a manutenção e valorização de recursos microbiológicos e tem como meta final usar esses recursos de forma decisiva no fortalecimento da Bioeconomia. A economia baseada na indústria petroquímica será, naturalmente e devido aos esgotamentos previsíveis dos combustíveis fósseis, substituída pelas indústrias baseadas em bioprocessos, recursos naturais renováveis e energias renováveis. O maior conhecimento do potencial do papel dos microrganismos e a sua capacidade para fornecerem novos produtos e participarem em novos processos industriais é portanto uma prioridade europeia e as colecções de culturas de microrganismos têm assim um papel fulcral pelos materiais que coleccionam e pela informação e conhecimentos acumulados ao longo dos anos.

 

Papel decisivo na Bioeconomia

 

De acordo com as recentes recomendações da OCDE, os centros de recursos biológicos são uma infraestrutura fundamental para o fortalecimento da investigação nas ciências da vida e da biotecnologia, devem participar activamente no desenvolvimento económico através do novo paradigma da bioeconomia e devem operar em rede e a nível global. Para que este ambicioso objectivo seja atingido as colecções europeias procuram operar com os mesmos critérios de qualidade, garantindo assim que os seus microrganismos sejam autênticos e que o material partilhado e a sua informação a eles associada tenha elevada qualidade, e possam trabalhar em rede.

 

Com este projecto as colecções desejam partilhar actividades de investigação sobre como preservar a diversidade microbiana, evoluir na capacidade de manter bancos de DNA (património genético dos microrganismos que preserva), partilhar todo o conhecimento para uma gestão com procedimentos transparentes e certificados (essencialmente na ISSO 9001:2008). Finalmente, este projecto procura actuar na área da formação avançada de novos investigadores e requalificação de recursos humanos ligados à actividade da prospecção, identificação e preservação da diversidade microbiana, atribuindo bolsas de estudo e estimulando as relações trans-nacionais.

 

Contactos

 

Micoteca da Universidade do Minho (MUM)

Prof. Nelson Lima – Tel. 253604403

 

(Pub. Abr/2010)


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