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Luís Aguiar-Conraria preside à Escola de Economia e Gestão da UMinho

Luís Aguiar-Conraria preside à Escola de Economia e Gestão da UMinho

O professor catedrático Luís Aguiar-Conraria toma posse esta sexta-feira, dia 5 de janeiro, como presidente da Escola de Economia e Gestão da Universidade do Minho (EEG) para o triénio 2024/26.

A cerimónia tem início às 11h30, no auditório dst da EEG, no campus de Gualtar, em Braga. Na sessão vão ser também empossados, como vice-presidentes, os professores Carlos Menezes, Miguel Ângelo Rodrigues e Rita Sousa. O evento tem entrada livre e conta com a presença do reitor da UMinho, Rui Vieira de Castro.

Luís Aguiar-Conraria é doutorado em Economia pela Cornell University (EUA) e, na EEG, já foi presidente do Conselho de Escola, diretor do Departamento de Economia e vice-presidente para a Investigação e Internacionalização. Recebeu diversas bolsas da Fundação para a Ciência e a Tecnologia, o Prémio Gulbenkian para a Internacionalização das Ciências Sociais e dois Prémios de Mérito na Investigação da EEG.

É coautor de três livros e publicou quatro dezenas de artigos em revistas científicas internacionais, nomeadamente sobre aplicações de wavelets à economia, economia política, economia portuguesa e ciclos macroeconómicos. É também membro do Comité de Datação de Ciclos Económicos da Fundação Francisco Manuel dos Santos e colabora regularmente com os media, sendo colunista no semanário Expresso e membro do programa “Fora do Baralho” na Rádio Observador.

A EEG nasceu há 41 anos e é uma referência nacional no ensino, investigação e interação com a sociedade no âmbito da Economia, Gestão, Administração Pública, Ciência Política e Relações Internacionais. Possui três departamentos e dois centros de investigação reconhecidos (CICP, NIPE), que apoiam a oferta de oito licenciaturas, 15 mestrados e cinco doutoramentos. Dispõe também de cursos intensivos executivos através da UMinhoExec, vários deles no ranking internacional Eduniversal, a par de programas à medida para empresas ou instituições, olhando o futuro nas áreas de digitalização, gestão e negócios internacionais, entre outras. Tem o site oficial www.eeg.uminho.pt.

Texto: GCI

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Susana Silva foi distinguida pelo IPCA

Susana Silva foi distinguida pelo IPCA

Susana Silva, trabalhadora dos Serviços de Ação Social da Universidade do Minho (SASUM), foi reconhecida pelo Instituto Politécnico do Cávado e do Ave (IPCA), pela conclusão do seu doutoramento e pelos anos de dedicação à instituição de ensino superior como docente.

A distinção aconteceu no passado dia 19 de dezembro, na Sessão Solene de comemoração do Dia do IPCA, durante a qual foram reconhecidos todos os que nesse ano concluíram o doutoramento.

Susana Silva é docente convidada do IPCA desde 1999, apesar de ter estado, posteriormente, em outras instituições de ensino. Em 2009 regressou ao IPCA, data a partir da qual se manteve até aos dias de hoje. É docente há 24 anos, dos quais 18 anos foram no IPCA. A também trabalhadora dos SASUM desde 1995, em regime de prestação de serviços, com ingresso no quadro da Universidade do Minho (UMinho) em 1999, e, posteriormente, no quadro dos SASUM em 2000, concluiu este ano, a 17 de fevereiro, o seu doutoramento na UMinho, com o tema “Uma perspetiva institucional sobre a mudança da contabilidade pública em Portugal: do POCP ao SNC-AP”.

Com uma longa carreira académica e profissional, duas vertentes da sua vida que realiza em simultâneo, para Susana Silva concluir o seu doutoramento foi o “concretizar de mais um sonho”. “A conclusão de mais uma etapa na minha vida, que foi longa, pelo facto de não ter reduzido a minha atividade profissional. O doutoramento é um grau muito exigente, que exige muita dedicação e persistência. Apesar de todas as adversidades consegui”, assinalou com grande satisfação e alegria.

Embora goste muito da sua atividade profissional na UMinho, tem um carinho muito “especial” pela docência. “Ser docente implica uma atualização constante de conhecimentos e de novas aprendizagens, procurando novas metodologias e recursos. É o ato de ensinar e transmitir conhecimentos para gerações que são o nosso futuro. É um papel de grande responsabilidade e importância, pois envolve não apenas o transmitir informações, mas também o desenvolvimento de habilidades e competências. Ser docente vai além de ser um transmissor de conteúdos, é também ser um facilitador do processo de aprendizagem, um guia para os alunos explorarem o seu próprio conhecimento e desenvolverem o seu pensamento crítico. Envolve criar um ambiente de aprendizagem seguro e estimulante, onde os alunos se sintam motivados a procurar conhecimento e sejam encorajados a participar ativamente nas atividades propostas. Além disso, também é importante cultivar uma relação de respeito e empatia com os estudantes, compreendendo as suas necessidades individuais e adaptando as estratégias de ensino conforme cada contexto. Em resumo, a docência significa ter a oportunidade de influenciar positivamente a vida dos alunos, ajudando-os a adquirir conhecimentos, desenvolver habilidades e a tornarem-se cidadãos mais críticos. É uma profissão desafiadora, porém extremamente gratificante”, expôs.

No dia em que o IPCA assinalou o seu 29.º aniversário, a Instituição contou com a presença da Ministra da Presidência, Mariana Vieira da Silva, que descerrou a bandeira de inauguração do novo edifício da Escola Superior de Design, no centro da cidade de Barcelos, juntamente com a Presidente do IPCA, Maria José Fernandes, e com o Presidente da Câmara Municipal de Barcelos, Mário Constantino Lopes.

Após este ato solene seguiu-se a Sessão Solene de comemoração do Dia do IPCA.

Texto: Ana Marques

Foto: IPCA

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Reitor desejou boas festas aos trabalhadores dos SASUM

Reitor desejou boas festas aos trabalhadores dos SASUM

À semelhança do que tem sido tradição, o Reitor da UMinho, Rui Vieira de Castro, visitou os Serviços de Ação Social (SASUM) para desejar boas festas a todos os trabalhadores destes Serviços.

O momento decorreu ontem, dia 20 de dezembro, pelas 15h00, na cantina de Gualtar, ocasião que juntou dezenas de trabalhadores não só para ouvir a mensagem natalícia, mas também para um pequeno lanche-convívio de celebração desta época de união e de renovação de esperança.

Nas suas palavras, Rui Vieira de Castro referiu que a sua visita teve como objetivo principal prestar “reconhecimento” e “agradecimento” aos trabalhadores pelo esforço, dedicação e compromisso para com o serviço que prestam à comunidade académica e principalmente à comunidade estudantil, afirmando que “são um apoio fundamental”.

Lembrando o período difícil que temos vivido, a crise pandémica e guerra na Europa, e sublinhando que “os SASUM foram fortemente afetados”, deixou a esperança, afirmando acreditar que “vão sair mais fortes desta crise”, declarando que “o papel de todos é essencial”.

Sobre as expectativas dos trabalhadores de verem melhoradas as suas condições de trabalho e também a nível salarial, assegurou que “a Universidade faz aquilo que é possível. Os SASUM vão ver algo melhorada a sua situação em função das decisões que foram tomadas no quadro do Orçamento de Estado. Espero que venha daí uma ajuda adicional para podermos melhorar a qualidade dos nossos serviços”, disse.

Terminou dizendo esperar poder continuar a contar com a “vossa colaboração e com o vosso exercício crítico. Que esta quadra seja um momento de alegra, paz e tranquilidade. Que 2024 seja um ano que corresponda às vossas expectativas”.

Também a Administradora dos SASUM, Alexandra Seixas, desejou a todos uma quadra Feliz e um Bom Ano Novo, apelando a que momentos como este, de confraternização, “unam a Instituição e promovam um ambiente cada vez de maior proximidade e colaboração”.

Texto: Ana Marques

Foto: Redação

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UMinho “Solidária” ofereceu mais de 2400 brinquedos e mais de 1300 peças de vestuário infantil a crianças da região

UMinho "Solidária" ofereceu mais de 2400 brinquedos e mais de 1300 peças de vestuário infantil a crianças da região

A campanha solidária “Oferece e faz uma criança feliz”, que decorreu na Universidade do Minho (UMinho) entre 15 de novembro e 18 de dezembro, voltou a ser um sucesso, tendo sido possível angariar mais de 2400 brinquedos e mais de 1300 peças de vestuário para crianças e jovens entre os 0 e os 16 anos. Na cerimónia de entrega, decorrida ontem, dia 20 de dezembro, no Complexo Desportivo da UMinho em Braga, a Administradora dos SASUM evidenciou uma Academia “solidária”. 

A sessão de entrega formal de donativos da Campanha Solidária contou com a presença dos responsáveis das instituições promotoras e das instituições apoiadas, entre eles a Administradora dos Serviços de Ação Social da Universidade do Minho (SASUM), Alexandra Seixas e a Presidente da Associação Académica (AAUMinho), Margarida Isaías, a Vereadora para a Educação, Inovação e Coesão Social da CMB, Carla Sepúlveda, a Vereadora para Ação Social, Espaço Municipal para a Igualdade e Justiça da CMG, Paula Oliveira, bem como os representantes das seis entidades contempladas com a oferta: Adolescere – Associação de Apoio à Criança e ao Adolescente, Ascredno Nogueiró, Colégio de São Caetano, Centro Cultural e Social de Santo Adrião, ADCL – Associação para o Desenvolvimento das Comunidades Locais e Casa da Criança de Guimarães.

Esta foi a 15.ª edição da Campanha, que recebeu a contribuição e apoio, tanto da comunidade interna como externa e até de instituições e empresas da região. “O principal objetivo foi convocar a comunidade académica e a comunidade local a ser solidária”, afirmou a Administradora dos SASUM, mostrando a sua satisfação com os resultados da iniciativa e agradecendo a cada um que contribuiu com a causa. Assinalando o “momento complexo que a sociedade atravessa”, disse ser “reconfortante que o espírito humano se eleve para ajudar aqueles que mais precisam”, especificando o público desta campanha “as crianças e jovens”.

Coordenada pelos SASUM em parceria com a Associação Académica e os Municípios de Braga e Guimarães, esta campanha teve como objetivo ajudar a que mais crianças e jovens pudessem ser tocadas pela solidariedade e generosidade neste Natal.

Agradecendo a contribuição de todos, a presidente da AAUMinho salientou que esta, como outras iniciativas do género realizadas na UMinho, mostram “a solidariedade que existe no seio da comunidade académica”. Destacando os resultados conseguidos e o impacto que terão nas instituições beneficiarias, apelou a que “este espírito natalício esteja presente todo o ano”, afirmando que a AAUMinho e os SASUM “já têm outros projetos para durante o ano”.

A vereadora do Município de Braga referiu que estas parcerias “são o sucesso de todos”, evocando o sábio provérbio africano: “Sozinhos vamos mais rápido. Juntos vamos mais longe!”. Destacando que estas campanhas “fazem a diferença na vida das pessoas e na vida das famílias, neste caso concreto, na vida das crianças e jovens”, acrescentou que, na sua visão, ao tornar estas crianças mais felizes, “as entidades estão a construir cidadãos mais felizes e que irão no futuro, também eles, “tomar a dianteira de iniciativas como esta”.

Já a vereadora do Município de Guimarães, afirmou que “uma sociedade ou uma comunidade verdadeiramente desenvolvida é aquela que não deixa ninguém para trás e sabe tratar dos seus, sobretudo dos mais vulneráveis”. Realçando a importância destas parcerias com a UMinho, afirmou que “este é o caminho certo para trabalharmos em prol de uma comunidade solidária, amiga, e sobretudo, que olha pelos mais frágeis”. Alertando para “os anos exigentes” que vivemos, apelou à “resiliência” das instituições e de todos os que lidam com os mais desprotegidos. “Se continuarmos a trabalhar desta forma, em rede, teremos um mundo mais humano e melhor”, apontou.

Texto: Ana Marques

Foto: Nuno Gonçalves

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Bares dos SASUM receberam feirinha de Natal

Bares dos SASUM receberam feirinha de Natal

À semelhança dos anos anteriores, nesta época natalícia, os bares dos Serviços de Ação Social da Universidade do Minho (SASUM) voltaram a receber a tradicional exposição/feirinha de Natal, desta vez no Bar de Eng. I em Azurém, e no Bar do Grill em Gualtar.

Entre os dias 11 a 15 de dezembro, foram cinco as organizações/projetos presentes nos espaços: Delícias Gourmet, Magical Cauldron, Mizarte, APPACDM e Atelier Variações trouxeram aos dois campi da Universidade do Minho (UMinho) uma diversificada mostra de produtos de artesanato e gastronomia, acolhendo saberes e sabores, peças e produtos únicos de artesanato e iguarias de fazer crescer água na boca.

Laurentino Neto estava a representar a “Magical Cauldron”, uma empresa de fabricação de sabonetes e velas, um projeto de aromaterapia, assinalando que o objetivo da participação foi “essencialmente, fazer divulgação do nosso produto”, algo que, segundo este, foi atingido. “Passaram por cá muitas pessoas, distribuímos muitos cartões e fizemos algumas vendas. Penso que as pessoas gostaram muito e acabaram por levar, para elas próprias e para oferecer”, disse.

Quem também esteve representada foi a “Delícias Gourmet”, um ateliê de doces que já tinha marcado presença na feirinha da Páscoa, e que voltou, desta vez, para a feirinha de Natal. “Para nós é sempre muito bom participar nestas mostras aqui na UMinho, as pessoas gostam dos nossos produtos, que são produtos frescos, e as vendas correram muito bem”, afirmaram. Para levar para casa, para comer no local, para levar como oferta, os “mimos doces” eram muitos e fizeram muito sucesso.

Para além destas organizações, também as restantes foram muito solicitadas e o saldo da semana foi muito positivo, para os expositores e para a comunidade académica que aproveitou para tratar de algumas prendas e entrar no espírito natalício.

Texto: Ana Marques

Foto: DA

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ELACH diz não ser deficitária, mas sim subfinanciada

ELACH diz não ser deficitária, mas sim subfinanciada

A Escola de Letras, Artes e Ciências Humanas (ELACH) da Universidade do Minho assinalou no passado dia 13 de dezembro, o seu 48.º aniversário. Com críticas ao subfinanciamento da Escola, foram reclamadas mais e melhores condições infraestruturais, de equipamentos, de apoio e conforto para a sua comunidade.

“Dizem-nos a nós como a outras Escolas, a maioria delas, que somos deficitários”, afirmou o Presidente da ELASCH, João Rosas, criticando a Reitoria da UMinho pelo vocabulário empregue, uma vez que deixam a mensagem que a Unidade Orgânica (UO) e outros vivem acima das suas possibilidades, “mas não deixa de ser curioso que a Universidade use vocabulários diferentes para falar do seu problema orçamental quando se endereça à tutela, e quando se relaciona às suas unidades orgânicas”, afirmou, indicando que face à tutela, a Reitoria diz que a UMinho está subfinanciada, mas quando fala das suas Escolas/Institutos, a Universidade diz que são deficitárias e não subfinanciadas”, explicou. Propondo que a Reitoria passe a dizer às suas UO que “estão subfinanciadas”, uma vez que não gastam demasiado, mas pelo contrário, “não têm o necessário para funcionar devidamente”, patenteou.

Sendo a ELACH um desses casos, João Rosas refere que o seu défice “não decorre do desperdício e ainda menos do luxo, mas apenas do subfinanciamento face ao elevado número de alunos, formações que oferece, à investigação que desenvolve e à disseminação de conhecimento e cultura que realiza”.

Expondo as parcas condições em que a Escola e a sua comunidade vivem e desenvolvem a sua atividade, e comparando-se com escolas de fora, similares, como as Universidades do Porto ou Aveiro, “verificamos com alguma surpresa e mágoa, que outras aqui tão perto, pertencendo ao mesmo sistema de ensino superior, têm mais docentes por número de alunos, mais docentes de carreira, melhores infraestruturas físicas, melhores bibliotecas e acesso a bases de dados “.

Criticando também o Governo, afirmou, “dizem-nos, no discurso político corrente, que há muito dinheiro por aí”, referindo-se a fundos europeus, PRR, etc., financiamentos que depois não servem e não se enquadram no que a ELACH precisa, “o dinheiro que existe dá sempre para coisas que não queremos ou de que não precisamos, mas não para as nossas verdadeiras necessidades”, afirmou.

O vice-reitor da UMinho, Eugénio Campos Ferreira, destacou a grande relevância da Escola e os contributos expressivos para afirmação da UMinho, apontando a elevada procura social do seu projeto de ensino, a sua capacidade de se reinventar, a sua relevante atividade de investigação, interação com a sociedade e a sua intensa atividade cultural. 

“Retenho uma carteira recheada de mensagens para entregar ao Sr. Reitor”, disse, referindo-se às queixas do presidente da ELASCH sobre as dificuldades orçamentais e sobre o subfinanciamento, sobre as más condições das infraestruturas físicas e equipamentos, mas assegurando que “não existe um menor apreço pelas artes e humanidades”.

Texto: Ana Marques

Foto: Nuno Gonçalves

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“Escola de Direito está atenta às novas necessidades do mundo jurídico”

“Escola de Direito está atenta às novas necessidades do mundo jurídico”

A afirmação foi feita pela presidente da Escola de Direito da Universidade do Minho (EDUM), Cristina Dias no âmbito das comemorações do 30.º aniversário da instituição decorrido no passado dia 15 de dezembro, dia que marcou também o encerramento das comemorações do centenário de Francisco Salgado Zenha.

Sobre a Escola e sobre os seus 30 anos, Cristina Dias lembrou o trajeto de sucesso que tem sido feito e as várias personalidades que para isso têm contribuído, expondo um presente jubiloso de uma unidade orgânica que tem 1645 alunos inscritos em duas licenciaturas, onze mestrados e um doutoramento, apoiados por 35 docentes de carreira e nove técnicos. Uma Escola que tem apostado na diversificação do ensino pós-graduado, na crescente internacionalização, no reforço da investigação e na interação com a sociedade, revelando que foi feita uma proposta de um novo doutoramento em Ciências Criminais.

“A Escola de Direito está atenta às novas necessidades do mundo jurídico”, afirmou a presidente da EDUM, apontando que por isso, e sem perder o objetivo de projetar novos cursos de mestrado e doutoramento, atendendo às novas áreas de investigação, “apostou e continuará a apostar na criação de cursos breves não conferentes de grau”, de forma a dar resposta a interesses essencialmente de atualização de conhecimentos ou legislação dos profissionais da área do Direito, ou outros profissionais.

No âmbito da investigação, esta é desenvolvida pelo seu Centro de Investigação em Justiça e Governação (JusGov) avaliado como “Muito Bom” pela tutela, no qual a EDUM tem tentado envolver os seus estudantes, de todos os ciclos de estudo.

Além dos constrangimentos financeiros pelos quais têm vindo a passar as instituições de ensino superior, Cristina Dias indica ainda como grandes problemas, “o envelhecimento do corpo docente e a necessidade da sua renovação geracional, bem como a necessidade de assegurar condições de estudo, habitação, alimentação e de acompanhamento adequado aos nossos estudantes, nacionais e internacionais”, afirmando ainda que é necessário “assegurar a valorização das carreiras e oportunidades de progressão, assim como o reforço de recursos humanos da EDUM, docentes e TAG”, disse.

Neste sentido, foi celebrado neste dia, entre a Escola e a Reitoria, um contrato-programa, comprometendo-se a EDUM “a manter ou a melhorar as suas áreas de ação e os seus atuais resultados, tendo como contrapartida esse reforço dos recursos humanos”, esclareceu. Um memorando que afirmou o reitor da UMinho, Rui Vieira de Castro, “é um conjunto de compromissos mútuos, tendentes a aprofundar a qualidade do projeto da Escola em condições de maior autonomia e maior responsabilidade”.

O responsável máximo da UMinho destacou a solidez do projeto da EDUM que, segundo este, dá hoje, “inestimáveis contributos para a formação de juristas no nosso país”, realçando a sua “muita intensa atividade de formação contínua através dos numerosos cursos de formação não conferentes de grau que oferece”, afirmando que a EDUM “encontra-se na linha da frente da concretização de uma orientação estratégica da Universidade, relacionada com a capacitação ou recapacitação de nível superior de pessoas que estão no mercado de trabalho ou concluíram a sua formação inicial”, disse. 

Para Rui Vieira de Castro, a Escola atingiu um patamar de qualidade e estabilidade “assinalável”, realçando o alargamento do seu número de docentes de carreira e a sua distribuição inscrita nos intervalos definidos pelo estatuto da carreira docente, a oferta educativa estabilizada, inovadora e que é objeto de uma procura muito qualificada, produz investigação científica que é reconhecidamente de alta qualidade, e presta relevantes serviços à sociedade portuguesa. Aconselhando a EDUM a procurar “um reforço das suas práticas de internacionalização”.

Presidente da República esteve no 30.º aniversário da EDUM

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, participou na cerimónia dos 30 anos da EDUM, assinalando que “a UMinho é um caso excecional porque o Minho é um caso excecional”, justificando a afirmação com o facto do Minho ser um caso de “juventude num país a envelhecer”, ser “um caso de dinamismo num país a braços com tropismos da sociedade envelhecida”, ser “uma exceção no tecido social e empresarial, e por isso, também no tecido cultural e educativo”.

Apontando que a UMinho vai tirando partido disso, “aqui sente-se a juventude, a inovação, sente-se o futuro mais do que o presente e o passado”, destacando que a UMinho, “mesmo no quadro das novas universidades, conseguiu ir mais longe”. Continuando, destacou a “excelência” da academia minhota no domínio do Direito, afirmando que, olhando para outras universidades novas, “não encontramos escolas de Direito como esta”, explanando que conseguiu ir “muito além das expectativas”.  

Texto: Ana Marques

Foto: Nuno Gonçalves

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Cecília Leão aponta o “processo desafiador” que é construir uma organização baseada na ética

Cecília Leão aponta o “processo desafiador” que é construir uma organização baseada na ética

O Fórum Ética UMinho 2023 foi submetido ao tema “Ética e Integridade na Universidade” e contou com diversos oradores de todo o país. Um espaço ético-reflexivo que pretendeu estimular uma discussão alargada que permita captar o pensamento e visão da academia, numa perspetiva de desenvolvimento e interiorização dos valores e princípios éticos conducentes a uma conduta ética de integridade.

O evento anual foi promovido pelo Conselho de Ética e as suas Comissões de Ética para a Investigação, e realizou-se no passado dia 15 de dezembro, no campus de Gualtar.

Tendo o Conselho de Ética como compromisso de missão os princípios do respeito pela dignidade da pessoa humana, da responsabilidade pessoal e profissional, da integridade académica e dos valores de uma cultura social e ético-humanística nas várias vertentes da atividade da Universidade, para a sua presidente, Cecília Leão “esta tarefa nunca estará acabada”, uma vez que precisa de reflexão permanente, obrigando a um esforço conjunto de persistência e continuidade, envolvendo individual e coletivamente todos os membros da Universidade e todos os órgãos de governo e aconselhamento.

Segundo esta, “o sucesso de uma instituição está, intimamente ligado, à cultura sentida e vivida pelos membros da sua comunidade”, pelo que afirma que construir uma organização baseada na ética “é um processo desafiador que requer liderança e planeamentos fortes, assentes numa cumplicidade institucional de compromisso ético-humanístico, individual e coletivo, para a construção de uma comunidade académica onde cada indivíduo encontra o seu espaço e constrói em liberdade a sua missão”.

O reitor Rui Vieira de Castro realçou a importância do evento como forma de assegurar uma “progressiva atenção de todos os membros da comunidade daquilo que é a atividade do Conselho de Ética”. Sublinhando que a UMinho passou por um grande “processo de transformação”, traduzido em complexificação da vida institucional. “A nossa vida institucional é hoje mais complexa, mais desafiante, mais interpelante em muitas dimensões”, disse, apontando como fatores, “a crescente heterogeneidade da comunidade”, em particular de investigadores e estudantes de diversas origens sociais. 

O professor Jorge Soares, da Universidade Nova de Lisboa, assinalou que o Código de Conduta Ética deve ter duas grandes utilidades, primeira, “ser um instrumento de reflexão coletiva quando se constrói”, a segunda, “ser um guia de orientação preventiva das distopias de comportamento”.

A presidente da Associação Académica, Margarida Isaías, na sua intervenção revelou que após uma auscultação aos estudantes, “a grande maioria não leu o código de conduta ética da UMinho”, pelo que sugeriu que é “importante passar do papel à prática”, indicando que a academia deve iniciar um trabalho no sentido de promover esse código junto dos estudantes, “não só saber, mas ser”, disse, apontando os docentes como detentores de um papel importante na promoção dessa discussão.

Texto: Ana Marques

Foto: Nuno Gonçalves

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UMinho quer melhorar qualidade dos serviços prestados

UMinho quer melhorar qualidade dos serviços prestados

O 5.º Evento Anual da Qualidade teve lugar no passado dia 13 de dezembro, no campus de Gualtar da Universidade do Minho (UMinho), e visou, por meio do debate e troca de ideias entre diferentes unidades da Universidade e instituições externas, fomentar estratégias para melhorar a qualidade dos serviços prestados.

Tendo como grandes objetivos, delinear estratégias de motivação e incentivo à participação da comunidade académica nas questões da qualidade, implementação de políticas e práticas que reconheçam as contribuições individuais e coletivas neste âmbito, bem como ações de divulgação e envolvimento para que todos compreendam como afirmar a qualidade nas instituições de ensino superior, o foco é, principalmente, que a comunidade académica se envolva nas questões da qualidade, uma vez que ficou evidente, durante o evento, o desinteresse da comunidade académica nestas questões.

“O tema da qualidade é um tema importante”, referiu a vice-reitora da UMinho para a Educação e Mobilidade, Filomena Soares, salientando que “ainda temos um grande caminho”, e que a avaliação institucional em interação com a A3ES – Agências de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior “é algo que temos de seguir”, apontou.

Para Luís Amaral, vice-reitor da UMinho para a Transformação Organizacional e Simplificação Administrativa, “a comunicação é a palavra-chave”, frisando que é necessária “a participação, o comprometimento e o engajamento das pessoas com o funcionamento do sistema de qualidade”, sendo que, como disse, “as campanhas de sensibilização são um instrumento que não é suficiente, mas estão a ser equacionados outros mecanismos”.

O evento contou com as intervenções de Maria João Manatos (coordenadora do Gabinete de Estudos e Análise da A3ES – Agências de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior), Carla Matias e Carla Farelo (coordenadora e Gestora da Unidade de Qualidade do ICTE – Instituto Universitário de Lisboa) e Inês Sousa (vice-presidente da Escola de Ciências da UMinho).

Texto: Ana Marques

Foto: Nuno Gonçalves

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Presidente da República no 30º aniversário da Escola de Direito da UMinho

Presidente da República no 30º aniversário da Escola de Direito da UMinho

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, participa esta sexta-feira na cerimónia dos 30 anos da Escola de Direito da Universidade do Minho (EDUM), em Braga. O evento encerra também as comemorações do centenário do advogado e político bracarense Francisco Salgado Zenha. A sessão tem a entrada livre e pode também ser acompanhada no canal YouTube da EDUM.

As intervenções iniciais cabem ao reitor da UMinho, Rui Vieira de Castro, e à presidente da EDUM, Cristina Dias. Segue-se uma palestra de Artur Santos Silva, presidente honorário do BPI e curador da Fundação “la Caixa”, com o tema “Salgado Zenha como Homem de Estado: a sua inspiração para os desafios que enfrenta a nossa academia”. O Presidente da República intervém no final.

Após uma curta pausa, o programa transita do auditório para a biblioteca da EDUM, designada Salgado Zenha. Vai então decorrer a entrega de prémios de mérito escolar e do Prémio Almedina, bem como o fecho da exposição “As Páginas Necessárias”, que aí esteve patente com uma seleção do acervo de Salgado Zenha, à guarda da EDUM. Esse acervo foi doado há 25 anos e engloba 20.000 documentos, desde livros de várias áreas, peças judiciais, discursos e também cartas, como de François Mitterrand, Mário Soares e José Cardoso Pires.

Lançamento de livro

O momento prevê ainda a apresentação da obra coletiva “As Palavras Necessárias” sobre os 30 anos da Escola de Direito e do centenário de Salgado Zenha. Trata-se de dois volumes e cerca de mil páginas com testemunhos de figuras nacionais e internacionais, como o presidente da Assembleia da República, Augusto Santos Silva, e a Provedora da Justiça, Maria Lúcia Amaral, a par de diversos estudos científicos. É publicada pela UMinho Editora e tem a coordenação dos professores Mário Monte, Cristina Dias, Patrícia Jerónimo, Sónia Moreira, Carlos Abreu Amorim, Flávia Loureiro e Joana Covelo de Abreu.

À margem da sessão, às 15h00, vai ser apresentado publicamente na EDUM o Observatório Prático de Direito das Crianças, Família e Sucessões, havendo intervenções do juiz desembargador Paulo Guerra, da psicóloga Rute Agulhas, da notária Débora Torres e do professor Marco Gonçalves.

Figura da democracia

O programa do centenário de Salgado Zenha (1923-1993) tem os Altos Patrocínios da Presidência da República e da Assembleia da República e foi coorganizado com a EDUM, o Município e a Assembleia Municipal de Braga (AMB) e a Comissão Promotora da Homenagem aos Democratas de Braga. Salgado Zenha presidiu à Associação Académica de Coimbra (onde se licenciou em Direito) e notabilizou-se como advogado na defesa de presos políticos no Estado Novo. Foi cofundador do PS, ministro da Justiça e das Finanças no pós-25 de Abril (criou a Provedoria de Justiça e renegociou a Concordata com a Santa Sé), candidato à Presidência da República, vice-presidente da Assembleia do Conselho da Europa e primeiro presidente da AMB.

A Escola de Direito da UMinho foi a terceira academia pública de Direito a nascer em Portugal, após Coimbra (1290) e Lisboa (1911). Tem 1645 alunos inscritos em duas licenciaturas, onze mestrados e um doutoramento, apoiados por 35 docentes de carreira e nove técnicos. Tem apostado na diversificação do ensino pós-graduado, na crescente internacionalização, no reforço da investigação e na interação com a sociedade.

O seu Centro de Investigação em Justiça e Governação (JusGov) é avaliado como “Muito Bom” pela tutela e tem grupos científicos nas áreas de Direito da UE, Direitos Humanos, Estado, Empresa, Tecnologia, Globalização, Democracia e Poder, Justiça Criminal e Criminologia e Laboratório de Justiça, além de uma Escola de Investigadores. A EDUM sedia ainda entidades como o Centro de Estudos Jurídicos do Minho (edita algumas das principais revistas jurídicas do país) e desenvolve projetos com parceiros de todo o mundo. Os sites oficiais são www.direito.uminho.pt e www.jusgov.uminho.pt.

Texto: GCI