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UMinho promove implantação de núcleos arbóreos e mobiliário urbano nos campi visando o bem-estar da comunidade académica

UMinho promove implantação de núcleos arbóreos e mobiliário urbano nos campi visando o bem-estar da comunidade académica

A Universidade do Minho (UMinho) está a promover um plano de ordenamento dos campi no intuito da fixação dos estudantes em particular, e de toda a população que o habita. O plano inclui a criação de núcleos arbóreos que relacionam o bem-estar associado aos espaços verdes ornados com mobiliário urbano, com vista à promoção do convívio entre as pessoas. 

Quem o revelou foi o pró-reitor para a Sustentabilidade e Gestão dos Campi da UMinho, Miguel Bandeira, durante a plantação de árvores no campus de Gualtar, decorrida no passado dia 21 de novembro, no âmbito da iniciativa “Reflorestar Braga” do Município de Braga, à qual a UMinho se associou simbolicamente, com a plantação de meia-dúzia de árvores autóctones, no espaço junto às hortas comunitárias e aos reservatórios de compostagem.

Esta ação simbólica serviu, segundo o pró-reitor, para “chamar a atenção para a necessidade de se implementar nos campi da UMinho, um ordenamento florestal que possa contribuir, não só para a qualificação do ambiente dos campi, mas simultaneamente, criar condições de retenção de todos os que usam estes espaços, não só para se fixarem, mas para presencialmente valorizarem a importância de uma Universidade que quer ser, fundamentalmente, presencial, e não por via dos efeitos da pandemia, apenas um lugar de encontro virtual”, disse.

Nas próximas semanas, dezenas de árvores serão plantadas em diversos locais do campus de Gualtar, “fundamentalmente queremos valorizar a vida nos campi, criar motivos de retenção para os que usam os espaços, particularmente os estudantes. Para que possam fixar-se, para que os campi não sejam apenas espaços de atravessamento”, apontou Miguel Bandeira.

Além disso, é também um objetivo, fazer destes núcleos arbóreos, “espaços com dimensão laboratorial e didática na vertente ambiental, de trabalho, de valorização e reconstituição dos ecossistemas”, afirmou o pró-reitor para a Sustentabilidade e Gestão dos Campi, aproveitando o conhecimento e recursos de unidades como a Escola de Ciências.

A iniciativa contou com o apoio da Câmara Municipal de Braga, através do pelouro do Ambiente e Alterações Climáticas, e foi acompanhada pelo vereador Altino Bessa, que patenteou a disponibilidade da autarquia para cooperar e estreitar sinergias com a Universidade, nesta área e a outros níveis. “Porque aqui há conhecimento, precisamos dele para que possa estar ao serviço da população. Temos alguns meios que também podemos disponibilizar, e por isso, eventualmente fazer evoluir para outros conceitos de arborização”, disse.

Texto: Ana Marques

Foto: Nuno Gonçalves

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Investigador da UMinho vence bolsa da Fundação “la Caixa”

Investigador da UMinho vence bolsa da Fundação “la Caixa”

Nuno Silva, investigador do Instituto de Investigação em​ Ciências da Vida e Saúde (ICVS) da Escola de Medicina (EMed) foi um dos investigadores portugueses a vencer o prémio CaixaResearch de Investigação em Saúde 2023, iniciativa promovida pela Fundação “la Caixa” que teve lugar ontem em Barcelona, na Espanha. O investigador minhoto garantiu o prémio de cerca de um milhão de euros com um projeto sobre lesões da espinal medula que baseia na criação de um novo dispositivo e tratamento de forma a regenerar o tecido nervoso levando a ganhos funcionais.

Este projeto tem a colaboração do Laboratório Ibérico Internacional de Nanotecnologia (INL) o que possibilita a interação entre especialistas em biologia e tecnologia numa área onde será possível impulsionar a inovação e o desenvolvimento de soluções avançadas para a regeneração de lesões da espinal medula.

“Uma lesão na espinal medula pode, por exemplo, acontecer devido a um acidente de carro ou até num mergulho para uma zona com pouca profundidade, onde o osso da coluna vertebral se parte e vai esmagar a espinal medula. Uma das consequências deste tipo de lesões é que a informação gerada no nosso cérebro não será trasmitida eficazmente pela espinal medula, logo, a informação ficará retida na zona da lesão e, como tal, torna-se impossível que os músculos do nosso corpo receberem “as ordens” para andar”, começou por explicar o investigador. “Todos os nossos orgãos situados abaixo do nível da lesão são também afetados podendo, por exemplo, levar à incapacidade de controlar orgãos como a bexiga ou o intestino”, sublinhou Nuno Silva que frisou que todo o trabalho da sua equipa “se focou nesta problemática irá desde perceber porque é que não há uma regeneração da medula após estas lesões, até ao desenvolvimento de novos tratamentos, como é o exemplo deste projecto que visa desenvolver um dispositivo que vai combinar várias terapias”.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que, anualmente, se registem entre 40 e 80 casos de lesões da espinal medula por um milhão de habitantes. Embora a taxa de sobrevivência destas pessoas tenha aumentado de forma significativa nas últimas décadas, este tipo de lesão continua a provocar perturbações neurológicas com enormes repercussões na vida dos individuos afetados. Embora existam alguns tratamentos que permitem a recuperação parcial das funções neuronais, tirando partido de uma propriedade intrínseca do sistema nervoso central denominada neuroplasticidade, nenhum deles consegue atualmente reparar totalmente as áreas danificadas.

Sobre o prémio, Nuno Silva expressou a sua gratidão à Fundação La Caixa pelo apoio financeiro concedido e ao ICVS/Escola de Medicina pela infraestrutura e suporte que lhe permitiram alcançar esse reconhecimento. O investigador deixou ainda o agradecimento à sua equipa e colaboradores pelo “trabalho árduo e dedicação contínua à investigação científica”, explicando que o “a conquista deste prémio reforça o compromisso contínuo da universidade com a excelência em investigação científica e contribui para a reputação crescente da UMinho como uma instituição de referência na área da saúde e ciências da vida”.

A Fundação ”la Caixa” vai já na 7ª edição do Concurso CaixaResearch para projetos de investigação em biomedicina e saúde. O objetivo do concurso consiste em identificar e promover as iniciativas de excelência científica com potencial e impacto na sociedade, seja em investigação de base, clínica ou translacional, sendo que estes devem enquadrar-se nas áreas temáticas das neurociências, oncologia, doenças cardiovasculares e doenças metabólicas associadas, doenças infeciosas, assim como de tecnologias facilitadoras nas quatro áreas temáticas anteriores. Neste ano de 2023 o Concurso CaixaResearch de Investigação em Saúde 2023 atribuiu um total de 25,33 milhões de euros a 33 projetos de investigação biomédica. Dos projetos finalistas, um foi selecionado em colaboração com a Fundação Luzón e cinco em colaboração com a Fundação para a Ciência e a Tecnologia do Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior.

Texto: GCI

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Charmie está a ser testado no Bar dos SASUM

Charmie está a ser testado no Bar dos SASUM

Atualmente, o Charmie está a ser testado em ambiente real no bar dos Serviços de Ação Social da Universidade do Minho (SASUM), no edifício de Engenharia I, no polo de Azurém, em Guimarães, onde, em meio não controlado, interage com pessoas por meio de microfone e colunas, ouve os pedidos e fala com o cliente, manipula os produtos e transporta os pedidos, coloca na mesa do cliente, apanha objetos do chão, reconhece objetos e sabe qual a fiabilidade de estar certo ou errado.

O Charmie é um robô antropomórfico colaborativo, assistente doméstico e de cuidados de saúde, capaz de realizar tarefas de serviço genéricas em ambientes de cuidados de saúde e domésticos não normalizados. O projeto foi criado em 2017, por um grupo de estudantes do Laboratório de Automação e Robótica da Universidade do Minho (UMinho).

“O Charmie tem um objetivo social e, ao mesmo tempo, competitivo”, referiu o coordenador do projeto, o Professor Fernando Ribeiro. A equipa criadora do Robô está a testá-lo para poder funcionar em ambiente social (ambiente doméstico, hospitalar, lar de idosos, museus, etc.), tendo como propósito também, levá-lo, em julho do próximo ano, à RoboCup@Home, o maior evento de robótica a nível mundial que desafia os robôs a realizarem tarefas complexas em ambientes do quotidiano, para a qual estão a trabalhar para se qualificarem. “Aproveitamos a competição porque nos põe prazos, obriga-nos a trabalhar em ambientes reais, pois, em laboratório, ele faz aquilo que queremos, é um ambiente controlado”, disse.

Na sua primeira participação no RoboCup, competição mundial de robôs que tem como objetivo principal promover a investigação e desenvolvimento em Robótica e em Inteligência Artificial, que decorreu em Bordéus, em julho de 2023, o Charmie alcançou um incrível 7.º lugar e a equipa da UMinho foi a melhor equipa estreante. “O objetivo para este ano, primeiro, é tratar da qualificação, há muitas equipas a concorrer para poucos lugares. Depois dessa qualificação, almejamos algo acima do 7.º lugar, conseguir ficar no top 3 era excelente”, afirmou o team leader do projeto e aluno de doutoramento, Tiago Ribeiro.

O projeto iniciado há seis anos teve, desde logo, como objetivo, “criar um robô que fosse capaz de ajudar em ambientes domésticos, médicos, ajuda a pessoas com mobilidade reduzida que precisam de ajuda em tarefas do dia a dia”, começou por referir o team leader. “Éramos 5 ou 6 alunos, fomos falar com dois professores que se mostraram interessados em começar com o projeto, de lá até então, foram 6 anos de muito trabalho. Começamos com uma base com rodas que se movimentava pela casa, agora já temos um dorso que permite que possa pegar em objetos do chão, já temos um braço robótico que permite fazer uma variedade de tarefas, temos um sistema de visão e desvio de obstáculos. O Robô faz um mapeamento dos ambientes e depois movimenta-se, sabe onde estão as coisas”, explica Tiago Ribeiro.

Neste momento, os testes que têm sido feitos no bar dos SASUM, demonstram que o Charmie sabe servir às mesas de um restaurante. Começa por dialogar com o barman (pessoa responsável por ele) que lhe explica como deve atuar. Depois, vai à mesa, recolhe o pedido, confirma o pedido com a pessoa, vai ao barman que lhe entrega o pedido, coloca as coisas no tabuleiro e vai à mesa entregar.

“É um Robô móvel autónomo e antropomórfico, reconhece voz, fala e vê. Todo o projeto foi desenvolvido cá. Rodas, hardware, software, visão, exceto o braço que foi comprado, tudo o resto foi feito pelos nossos alunos”, frisou Fernando Ribeiro.

A evolução do projeto e as novas habilidades que possa vir a ter vão depender da imaginação da equipa e dos feedbacks que lhe vão chegando. “Há pessoas que vêm aqui ver e dão-nos sugestões para outras capacidades que possamos explorar, umas possíveis, outras não! Neste momento estamos mais baseados nas provas da RoboCup, essas ele tem de as fazer bem. Ainda temos de melhorar muitas coisas, mas temos até julho para o pôr nos trinques”, concluiu o Professor.

Texto: Ana Marques

Foto: Ana Marques

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Universidade do Minho lidera nas patentes em Portugal

Universidade do Minho lidera nas patentes em Portugal

A Universidade do Minho é a instituição nacional com mais pedidos de “famílias de patentes”, segundo o “Barómetro Inventa 2023 – Patentes Made in Portugal”.

Os 69 registos desta academia incluem inovações médicas, biotecnológicas, de condução autónoma, de fabrico, de produção e de construção, entre outras. Os resultados reforçam o papel da UMinho como um dos motores de inovação do país e na sua ligação ao tecido económico-social.

Neste ranking anual elaborado pela consultora Inventa International segue-se a Bosch Portugal (55 patentes), que na última década tem tido intensa atividade conjunta de I&D com a UMinho. O top 5 da lista inclui ainda as universidades do Porto (25), de Aveiro (25) e de Lisboa (23).

O Barómetro Inventa agrega os registos que deram entrada no Instituto Nacional da Propriedade Industrial, no Instituto Europeu de Patentes, na Organização Mundial da Propriedade Intelectual, no Instituto Norte-Americano de Marcas e Patentes, no Instituto Chinês de Patentes, no Instituto de Propriedade Intelectual do Canadá e no INPI do Brasil. O ranking adota nesta quarta edição uma metodologia assente nos pedidos depositados (e já não em pedidos publicados), pois um pedido de patente fica em sigilo durante 18 meses, logo o ano 2021 é o mais recente para consulta pública nesse âmbito.

Este documento revela também que a maioria dos pedidos de patentes nacionais foi realizada por instituições de ensino superior e nas regiões Norte, Centro e Lisboa. Quanto a Portugal, apesar do notável desenvolvimento recente, apresenta um desempenho baixo em termos absolutos (18.353 patentes de 2010 a 2021) quando comparado por exemplo com França, Países Baixos ou Espanha, que tiveram respetivamente 45, 23 e 7 vezes mais pedidos de patentes nesse período.

Texto: GCI

Foto: Nuno Gonçalves

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UMinho vai plantar árvores no campus de Gualtar

UMinho vai plantar árvores no campus de Gualtar

É com uma iniciativa simbólica que a Universidade do Minho, no âmbito da iniciativa “Reflorestar Braga” do Município de Braga, irá plantar árvores no campus de Gualtar. A ação acontece esta terça-feira, 21 de novembro, pelas 12h00, será levada a cabo pelo pró-reitor para a Sustentabilidade e Gestão dos Campi da UMinho, Miguel Bandeira, e terá lugar junto às hortas comunitárias.

A iniciativa é organizada pela UMinho, conta com o apoio da Câmara Municipal de Braga, através do pelouro do Ambiente e Alterações Climáticas, e será acompanhada pelo vereador municipal com o mesmo pelouro, Altino Bessa.

Este momento está integrado numa ação mais global – Reflorestar Braga – em que o Município tem vindo a oferecer dezenas de árvores que serão plantadas nas próximas semanas em diversos locais do campus de Gualtar.

Texto: GCI

Foto: Nuno Gonçalves

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SASUM lançam Campanha de Recolha de Brinquedos e Roupa para crianças carenciadas

SASUM lançam Campanha de Recolha de Brinquedos e Roupa para crianças carenciadas

Os Serviços de Ação Social da Universidade do Minho (SASUM) lançam hoje, dia 15 de novembro, a Campanha de Recolha de Brinquedos e Roupa “OFERECE e faz uma criança feliz!”.

Os artigos recolhidos serão entregues a instituições de solidariedade social da região. A Campanha prolonga-se até ao dia 15 de dezembro, decorrendo nos campi da Universidade do Minho (UMinho) e em instituições da região que se associaram à iniciativa.

Esta é já a 15.ª edição desta Campanha na UMinho, que teve início em 2008. Organizada pelo Departamento de Desporto e Cultura e pelo Gabinete da Sustentabilidade dos SASUM, com o apoio da Universidade do Minho e dos Municípios de Braga e Guimarães, esta iniciativa procura fomentar a inclusão social e incentivar as comunidades a doarem brinquedos/roupas usadas (0-16 anos) que se encontrem em bom estado, ou até mesmo novos.

O objetivo primordial consiste em levar um pouco da magia do Natal às crianças mais carenciadas, prestando-lhes um pequeno, mas sentido apoio, nesta época tão especial.

Os Pontos de Recolha estarão localizados no Complexo Desportivo Universitário e no átrio do CPII em Gualtar, no Complexo Desportivo Universitário e no átrio da Nave de Engenharia I em Azurém e nos locais definidos para o efeito nas instalações das entidades parceiras.

Texto: Redação

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Representantes de mais de 20 empresas partilham experiências com estudantes da UMinho

Representantes de mais de 20 empresas partilham experiências com estudantes da UMinho

A Escola de Economia e Gestão da Universidade do Minho promove esta quarta-feira, dia 15 de novembro, no campus de Gualtar, em Braga, a 13ª edição do “EEG Business Day”.

Esta é uma iniciativa que tem como fundamento aproximar os estudantes ao mercado de trabalho, através de sessões de debate e workshops com empresários. A iniciativa enquadra-se nas comemorações dos 50 anos da UMinho e o tema da mesa redonda da edição deste ano será “Desafios e Oportunidades da Inteligência Artificial: mercados, territórios e sociedade”.

Ao longo da manhã, a partir das 10h00 até às 12h30, haverá sessões paralelas para conhecer o dia a dia dos profissionais de 22 organizações e os desafios colocados aos recém-graduados nas áreas da Economia, Gestão e Ciência Política. Vão intervir responsáveis da Continental, Toogas, Banco Carregosa, Câmara Municipal de Braga, Cachapuz, PwC, Decisões & Soluções, FinTru, Ikea, grupo dst, Efficio, Bloomberg, BDO, Salvador Caetano, Grupo Trofa Saúde, NOS Comunicações, Sonae, EY, Natixis, Instituto Diplomático, Nestlé e Deloitte.

O destaque do evento vai para a mesa redonda onde serão debatidos os “Desafios e Oportunidades da Inteligência Artificial: mercados, territórios e sociedade”. A sessão está agendada para as 14h30, no auditório A1 (edifício 1) do campus e irá contar com as intervenções do diretor executivo da Porto Digital, Paulo Calçada, o ex-CMO da Amazon em Singapura, Miguel Martins e o diretor executivo da Human Power Hub, Carlos Sousa Santos. O debate será moderado pelo professor do Departamento de Economia da EEG, Paulo Reis Mourão.

A partir das 16h30 terá lugar no mesmo auditório uma intervenção do ilusionista Mário Daniel, subordinada ao tema “A ilusão do sucesso: trabalho e superação”, que terá a moderação do alumnus da EEG e diretor do Centro de Juventude de Braga, Pedro Couto Soares. O encerramento está previsto para as 17h15 com a intervenção do diretor geral da Associação Empresarial de Braga, Rui Marques.

A iniciativa está inserida no âmbito do Programa de Competências Transversais da EEG, EEGenerating Skills que traz à escola organizações empresariais e não governamentais para discutir temas relevantes sobre a empregabilidade, perspetiva de carreira e novos modelos de negócio.

Texto: Gabinete de Comunicação e Imagem

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O 25 de abril foi mote para as comemorações do 47.º aniversário do ICS

O 25 de abril foi mote para as comemorações do 47.º aniversário do ICS

O Instituto de Ciências Sociais (ICS) da Universidade do Minho assinalou no passado dia 8 de novembro, o seu 47.º aniversário. A comemoração foi submetida ao tema do 25 de abril de 1974, deixando no ar a questão: “Qual é a tua revolução?”

Neste âmbito teve lugar uma “Conversa com Estudantes” sobre o significado da efeméride para cada um e quais são as “revoluções” de cada um, foram ainda plantadas árvores no “Bosque” cedido ao ICS e inaugurado o “Mural da Revolução”.

A sessão de comemoração, decorrida na sala de atos do Instituto, contou com as intervenções da presidente do ICS, Paula Remoaldo, que deixou patente a importância e foco do seu trabalho em prol da comunidade da unidade orgânica, “ambicionamos continuar a cuidar”, disse, referindo-se aos docentes, investigadores e técnicos administrativos e de gestão, admitindo estarem “particularmente focados nos estudantes”. Desta forma, a Escola está a direcionar, neste segundo ano de mandato, a sua atenção para “a reforma da oferta educativa, para o abandono escolar, para a inserção no mercado de trabalho e também para um refresh da imagem do ICS”.

A responsável assinalou que a “sua pequena revolução” como presidente do ICS, é “continuar a caminhar usando a verdade e a transparência como alicerces”, afirmou.

Em representação do Reitor da UMinho, a vice-reitora para a Cultura e Território, Joana Aguiar e Silva, disse que o ICS é uma unidade “seminal” da Academia, não só pela data da sua criação, mas porque “nela se assume o projeto mais significativo da nossa Universidade”, no sentido de universidade completa.

Destacando o trabalho e contributo do Instituto em prol do projeto da UMinho, nos seus múltiplos projetos de investigação, numa atividade científica reconhecida interna e externamente (neste momento tem 19 projetos financiados), nos cursos que promove nos três ciclos de ensino e também nos cursos não conferentes de grau, bem como na interação com a sociedade.

A vice-reitora mostrou-se preocupada com a situação atual, resultado da demissão de António Costa. Lembrando os vários anos de subfinanciamento a que a UMinho esteve sujeita, realçando que quando se avistava uma luz ao fundo do túnel, com novos mecanismos que iriam beneficiar o financiamento da instituição, o que permitia à Academia minhota “encarar os anos vindouros com algum otimismo, a incerteza do presente impõe-nos agora muitas reservas”, disse.

Apesar das incertezas, Joana Aguiar e Silva afirmou que “os recursos humanos merecerão uma particular atenção e um especial cuidado”, aos quais se procurará dar resposta através dos mecanismos disponíveis. 

Outras das preocupações apontadas é o envelhecimento geral da população, apontando-o como “um perigo real para as nossas instituições”, no sentido da redução da procura da formação oferecida, “há que encontrar novas formas de atrair novos públicos, diferentes mercados, renovando e diversificando a oferta formativa para que a mesma vá ao encontro de novos contextos económicos, culturais e societários”, expôs.

Para fazer face aos múltiplos obstáculos, aponta como recursos os programas impulsos do PRR, os programas de combate ao abandono escolar, o reforço da ligação aos alumni e a adoção de novas metodologias de ensino e formação dos docentes.

A vice-reitora terminou, evidenciando que o ICS tem respondido a todos os desafios com “presteza, empenho e com sentido de responsabilidade, mostrando-se comprometido com os interesses e missão da Universidade”.

A cerimónia incluiu ainda uma homenagem aos professores catedráticos Manuela Martins e Moisés de Lemos Martins, bem como ao colaborador já aposentado Fernando Antunes.

Texto: Ana Marques

Foto: ICS

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Helena Sousa é a nova presidente da ERC

Helena Sousa é a nova presidente da ERC

Helena Sousa, professora catedrática do Instituto de Ciências Sociais (ICS) da Universidade do Minho (UMinho) tomou hoje posse como presidente do Conselho Regulador da Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC). A docente da UMinho foi eleita após reunir o consenso do Conselho Regulador e torna-se a primeira mulher a liderar a ERC.

A cerimónia de tomada de posse foi presidida por Augusto Santos Silva, Presidente da Assembleia da República. Foram ainda designados para o Conselho Regulador da ERC, como vice-presidente, Pedro Correia Gonçalves, e como vogais Telmo Gonçalves, Carla Martins e Rita Rola.

Maria Helena Costa de Carvalho e Sousa

Professora Catedrática do Departamento de Ciências da Comunicação, Universidade do Minho, desde 2011. Doutorada, em 1996, em Política da Comunicação (City University, Londres), tem coordenado e participado em projetos de investigação, nacionais e internacionais, sobre a regulação dos média, políticas de comunicação e jornalismo. É editora do European Journal of Communication (Sage), full member do Euromedia Research Group e tem colaborado, nesta área, com o Conselho da Europa e com o Observatório Europeu do Audiovisual.

Helena Sousa foi diretora do doutoramento em Ciências da Comunicação, vice-presidente e presidente do ICS-UMinho, co-coordenadora do POLObs, Observatório de Políticas de Ciência, Comunicação e Cultura e presidente do Conselho Cultural da UMinho. Como jornalista, a nova presidente da ERC trabalhou no Jornal de Notícias, no Porto, entre 1988 e 1991.

Sobre a ERC

A Entidade Reguladora para a Comunicação Social foi criada pela Lei 53/2005, de 8 de novembro e entrou em funções, no dia 17 de fevereiro de 2006. Tem como objetivo primordial a regulação e a supervisão de todas as entidades que, sob jurisdição do Estado português, prosseguem atividades de comunicação social. Entre as atribuições que lhe estão atribuídas, consta: assegurar o respeito pelos direitos, liberdades e garantias dos cidadãos no espaço mediático; zelar pela não concentração da titularidade das entidades que prosseguem atividades de comunicação social; pela sua independência perante o poder político e o poder económico; e garantir a possibilidade de expressão e confronto das diversas correntes de opinião.

GCI

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Instituto de Ciências Sociais comemora 47 anos

Instituto de Ciências Sociais comemora 47 anos

O Instituto de Ciências Sociais (ICS) da Universidade do Minho assinala o seu 47º aniversário esta quarta-feira, dia 8, com uma sessão solene a partir das 10h00, na sala de atos do seu edifício, no campus de Gualtar, em Braga.

 

O programa abre com as intervenções da presidente do ICS, Paula Remoaldo, e da vice-reitora para a Cultura e Território da UMinho, Joana Aguiar e Silva. Segue-se a Roda de Conversa com Estudantes, com a participação da Margarida Isaías (presidente da AAUMinho) e estudantes do ICS. A moderação cabe a Luís Miguel Loureiro, docente do ICS. 

 

A cerimónia inclui uma homenagem aos professores catedráticos Manuela Martins e Moisés de Lemos Martins, bem como ao colaborador já aposentado Fernando Antunes. Preveem-se ainda atividades paralelas de comemoração, como a plantação de árvores e a inauguração do Mural da Revolução, numa proposta instigadora que acompanhará o ICS ao longo do ano letivo, havendo no final da sessão o corte do bolo de aniversário e um Porto de honra.

 

GCI