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Arqueologia Urbana: desafios e perspetivas

Arqueologia Urbana: desafios e perspetivas

Artigo de opinião – Fernanda Magalhães , Professora Auxiliar do Instituto de Ciências Sociais, Universidade do Minho.

A arqueologia urbana tem sido um dos setores da atividade arqueológica que mais contribuiu para a afirmação profissional da arqueologia nas últimas décadas. No entanto, urge questionar o seu real impacto social, quando, em muitas situações, a utilidade cognitiva, social e económica da generalidade das escavações urbanas preventivas que são praticadas na maioria das cidades portuguesas é questionada e colocada em causa.

De facto, a cidade histórica deve ser perspetivada como um único sítio arqueológico, que se vai conhecendo a partir das intervenções arqueológicas que nele se realizam. Em Braga, são múltiplas as situações em que, por vezes, decorrem décadas até que se possa compreender e interpretar devidamente o significado das estruturas arquitetónicas, muitas vezes escavadas sectorialmente e como tal difíceis de compreender, sobretudo quando estamos perante grandes edifícios. Foi isso que aconteceu na intervenção arqueológica realizada, entre 2022 e 2023, pela Unidade de Arqueologia da Universidade do Minho, na rua Nossa Senhora do Leite, em Braga. A cooperação entre as instituições é por isso indispensável para que a informação seja tratada de forma integrada e possa contribuir para o conhecimento da cidade e das suas mudanças ao longo do tempo. A ineficácia das políticas liberalizantes no mercado de trabalho de arqueologia tem originado a intervenção descoordenada de várias equipas no meio urbano, a qual dificilmente se pode traduzir em conhecimento útil, ou no bem público, seja ele a conservação do património, ou o seu uso para benefício das comunidades e da economia.

Nesse sentido, é imperativo que nos posicionemos a favor do estudo continuado das cidades, que deve estar assente numa legislação abrangente e responsável cimentada nas boas práticas relacionadas com a gestão do património urbano. Dessa maneira, a atividade arqueológica poderá conduzir à criação de novos patrimónios, à resolução de problemas de investigação que são hipóteses de pesquisa, bem como contribuir para a socialização do património em conjunto com a cidadania.

Partilhamos, por isso, da convicção de que a arqueologia urbana não pode ser reduzida a um somatório de intervenções desgarradas, feitas por diversas equipas para possibilitar o desenvolvimento de processos imobiliários. Sendo certo que a arqueologia urbana constitui um dos domínios mais complexos e exigentes da intervenção arqueológica, os seus resultados são fundamentais ao planeamento e reabilitação urbana, uma vez que estes só podem ser corretamente viabilizados quando os agentes neles envolvidos estão devidamente informados sobre os impactos da sua atuação no subsolo.

Assim, a arqueologia urbana deve efetivamente contribuir para compreender o processo histórico da evolução das cidades, mas também para a criação de novos patrimónios, para consolidar a identidade das cidades e aumentar a autoestima dos seus residentes, com um impacto muito positivo na economia das cidades, contribuindo para aumentar a atração turística e o desenvolvimento das chamadas indústrias culturais e criativas.

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Estudante da UMinho foi contemplado com Bolsa Universitária de Mérito APIFARMA

Estudante da UMinho foi contemplado com Bolsa Universitária de Mérito APIFARMA

Eduardo Freitas Felgueiras é estudante do 1.º ano da Licenciatura em Direito da Universidade do Minho (UMinho) e foi um dos 10 primeiros premiados com a Bolsa Universitária de Mérito APIFARMA, cujo objetivo é promover a igualdade de oportunidades no acesso ao ensino superior a alunos com mérito académico e com insuficiência económica.

O estudante proveniente do Concelho de Amares concorreu ao ensino superior com média de ingresso de 19,1 valores, tendo recebido a bolsa na cerimónia realizada no passado dia 16 de novembro, no Salão Nobre da Reitoria da Universidade de Lisboa.

Esta bolsa, lançada em 2023, resulta de uma parceria entre a Associação Portuguesa da Indústria Farmacêutica (APIFARMA) e o Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas (CRUP) e conta com o Alto Patrocínio de Sua Excelência o Presidente da República. Esta tem como objetivos apoiar o conhecimento e a formação académica como verdadeiros motores do progresso e da promoção social.

Anualmente serão 10 os estudantes selecionados para receber a bolsa de estudos que terá o valor de 6 mil euros cada uma, em cada ano letivo. Para serem selecionados, os candidatos têm de cumprir algumas condições, tais como, ter nacionalidade portuguesa, estarem a inscrever-se pela primeira vez no ensino superior público e que nele permanecerem todo o ciclo de estudos, ou seja, licenciatura e/ou mestrado integrado, terem nota de candidatura superior a 17 valores e comprovarem ter recursos económicos reduzidos.

As candidaturas a esta bolsa deverão ser feitas entre 1 e 31 de agosto, sendo paga nos meses de outubro, janeiro, março e maio.

Todas as informações sobre esta bolsa em: https://apifarmabolsamerito.uingress.com/

Texto: Ana Marques

Foto: APIFARMA

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Nova presidência da EEG promete estar “à altura do legado deixado”

Nova presidência da EEG promete estar “à altura do legado deixado”

Luís Aguiar-Conraria é o novo presidente da Escola de Economia e Gestão da Universidade do Minho (EEG) para o triénio 2024/26. Na tomada de posse da nova direção, que decorreu no passado dia 5 de janeiro, o presidente empossado declarou querer dar continuidade ao trabalho feito pela direção anterior, prometendo estar “à altura do legado deixado”. Foram ainda empossados, como vice-presidentes, Carlos Menezes, Miguel Ângelo Rodrigues e Rita Sousa.

Na cerimónia, decorrida no auditório dst da EEG, no campus de Gualtar, em Braga, Luís Aguiar-Conraria afirmou que a investigação é “trave-mestra” da Escola, indicando que a EEG faz dela o seu “pilar” e uma “vantagem comparativa” relativamente a outras escolas da mesma área no país. Uma reputação alicerçada na qualidade da sua investigação científica que afirmou “possibilita manter e obter as acreditações internacionais”, e através destas, a EEG tem conseguido “reter e atrair, para todos os ciclos de ensino, os melhores alunos da região e alunos internacionais”, disse. Sublinhando ainda que é o reconhecimento da qualidade da investigação que permite à Escola “apostar na consultoria de qualidade” e “vai continuar a permitir desenvolver a UMinhoExec e a sua interação com a sociedade”, apontou.

Posto isto, o presidente empossado promete que o reforço da internacionalização será uma das apostas, nomeadamente, conquistar as “três joias da coroa” no que toca à acreditação de cursos a nível internacional.

Asseverando que a sua Escola é a “melhor em diversos domínios”, indicou que o que mais a distingue das outras escolas e faculdades de Economia e Gestão do país, é o facto de ter nos seus quadros especialistas em geopolítica e resolução de conflitos internacionais, “uma vantagem competitiva que devemos explorar”, patenteou. Destacando ainda a Administração Pública, área que se tem destacado ao nível da formação de quadros do Estado, a qual indicou “pretendemos aprofundar”.

Luís Aguiar-Conraria aproveitou a oportunidade, apesar de ter afirmado que não queria zangas, pelo menos para já, com o Reitor, para se queixar, referindo que “é penoso ver os nossos colegas ganhar concursos de outras universidades”, sublinhando que a UMinho tem perdido e continuará a perder professores para outras universidades por falta de oportunidades. “Se queremos um futuro risonho e se queremos cumprir o nosso potencial, temos de estancar esta hemorragia”, declarou.

O novo presidente deixou ainda um desafio às outras escolas da UMinho e entidades presentes, “mais colaboração”, afirmando a necessidade de se “encontrar mais formas de colaborar e trabalharmos juntos”.

Sobre a UMinhoExec, apesar do seu crescimento e afirmação no mercado, “falta dar um passo”, pedindo à reitoria e às entidades presentes um edifício próprio, “o nosso público-alvo não é compatível com as salas de aula dos nossos complexos pedagógicos, é um público diferenciado”, expôs.

Rui Vieira de Castro deixou algumas preocupações e objetivos que devem orientar a nova equipa da presidência, sublinhando que a EEG tem “um papel muito particular” no quadro das unidades orgânicas da UMinho, um papel que tem sido de crescimento, incentivando a nova direção a “prosseguir o esforço de acreditação internacional”.

Quanto à questão dos recursos humanos, e em particular dos docentes, o Reitor apontou que a UMinho “nunca esteve numa posição de grande debilidade”, apesar do esforço grande que tem feito para abrir concursos de promoção, sendo que pelo menos metade dos seus docentes são catedráticos e associados. Para fazer face ao problema da saída de professores, apontou a possibilidade de firmar um contrato-programa com a EEG, com foco nos recursos humanos, que explane os “compromissos da Escola relativamente ao seu desempenho”, disse.

O responsável máximo da UMinho disse ainda que a EEG tem espaço para crescimento, não estando a ser aproveitado “eficientemente aquilo que é o nosso potencial, nomeadamente na Administração Pública”. Apontado ainda que a EEG deve apostar na formação não conferente de grau, “o futuro das universidades vai passar obrigatoriamente por aí”, disse. Aconselhando também a EEG a clarificar a natureza do projeto da UMinhoExec.

Para terminar, assegurou que a Escola atingiu um nível muito bom, mas tem condições para ir mais longe. “Não podemos, no ensino superior, repousar sobre os louros”, rematou.

Texto: Ana Marques

Foto: Nuno Gonçalves

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Maurício Queiroz venceu o “Prémio de Melhor Estágio 2023”

Maurício Queiroz venceu o "Prémio de Melhor Estágio 2023"

Após ter vencido, em julho passado, o prémio de Melhor Estágio da Região Norte 2023, o trabalhador dos Serviços de Ação Social da Universidade do Minho (SASUM), foi galardoado, desta vez, com o “Prémio de Melhor Estágio 2023”, a nível nacional.

O prémio foi atribuído durante as comemorações do Dia Nacional do Engenheiro, que decorreram nos dias 25 e 26 de novembro, na cidade de Aveiro. A data assinalou a criação da Ordem dos Engenheiros (OE), que, em 2023, cumpriu 87 anos de existência enquanto Ordem Profissional e 154 anos enquanto Associação representativa dos Engenheiros. O galardão foi atribuído pela OE, em dez categorias, tendo sido entregue um cheque com um valor monetário de 1000 euros a cada premiado.

A Sessão Solene de homenagem e distinção dos Engenheiros portugueses realizou-se no Centro de Congressos de Aveiro, no dia 25, durante a qual foram premiados os Melhores Estágios de 2023 nos diversos colégios, além da atribuição de distinções, medalhas e diplomas.

Maurício Queiroz, licenciado em Engenharia de Sistemas Informáticos e Mestre em Engenharia Informática, recebeu o prémio de Melhor Estágio 2023, por ter sido selecionado como o melhor estágio de admissão à Ordem dos Engenheiros, no âmbito do Colégio de Engenharia Informática.

O especialista de Informática foi selecionado entre vários candidatos da região norte, centro, sul e arquipélagos (três por cada região), tendo sido o escolhido pelo trabalho realizado nos SASUM, o qual visou melhorar as capacidades analíticas dos Serviços relativamente às vendas efetuadas na sua atividade alimentar (cantinas, bares, grills, serviço de takeaway e restaurantes). O mecanismo resultante do estágio vai permitir à organização, investigar a origem das suas vendas num espaço de tempo mais alargado e refinado, possibilitando efetuar, por exemplo, simulações de alterações à sua estratégia de vendas. O estágio teve a supervisão do Professor António Luís Duarte Costa do Departamento de Informática da UMinho.

“Receber o “Prémio de Melhor Estágio 2023” a nível nacional foi uma experiência extraordinária e extremamente significativa para mim, tanto em termos pessoais, quanto profissionais. Este reconhecimento veio em um momento muito especial, no dia do meu aniversário, o que tornou essa conquista ainda mais memorável e marcante.

Em termos pessoais, o prémio representa uma realização que vai para além das minhas expectativas. Ser agraciado com um prémio de elevada responsabilidade como este, é, sem dúvida, uma fonte de grande satisfação e orgulho. A coincidência de receber essa distinção no meu aniversário adiciona um significado adicional, tornando este dia uma celebração duplamente especial. É um presente que não apenas valida o meu trabalho, mas também destaca a importância de perseverar nas minhas metas e compromissos profissionais.

Profissionalmente, este prémio é um testemunho do esforço contínuo que investi no meu trabalho. Muitas vezes, as contribuições individuais podem passar despercebidas, mas este prémio destaca que mesmo as realizações de uma “formiguinha” não passam despercebidas no cenário profissional. É um reconhecimento valioso do meu empenho, dedicação e das habilidades que desenvolvi ao longo de todo o percurso nos SASUM. Este prémio não só valida o meu percurso até agora, mas também me inspira a continuar a buscar a excelência e a inovação na minha carreira.

Em última análise, este prémio nacional é mais do que uma simples distinção, é um impulso motivacional que reforça a importância do trabalho árduo e da busca pela excelência. Estou profundamente grato pela oportunidade de ver o meu esforço reconhecido em um âmbito tão prestigiado como o Dia Nacional do Engenheiro. Este prémio não só representa uma conquista pessoal e profissional, mas também reforça o compromisso contínuo que tenho em contribuir para o avanço da Engenharia Informática.

Agradeço sinceramente pela honra de receber este prémio e estou ansioso para continuar a crescer e contribuir positivamente para a minha área de atuação.”

No passado dia 4 de novembro, na cerimónia de receção aos novos membros, o trabalhador dos SASUM também recebeu o “Diploma de Membro Efetivo” da Ordem dos Engenheiros da Região Norte.

Maurício da Costa Queiroz desempenha funções nos SASUM há 26 anos, atualmente é especialista de Informática, grau 1, nível 3, com a função de coordenador técnico, na Divisão de Sistemas de Informação.

O evento juntou mais de 450 pessoas entre autoridades, convidados e engenheiros, para um dia que foi, não só de celebração da Engenharia, mas também de homenagens e reconhecimentos. A sessão contou ainda com a presença do Bastonário da Ordem dos Engenheiros, Fernando de Almeida Santos, do Vice-Presidente da Câmara Municipal de Aveiro, Rogério Paulo dos Santos Carlos em representação do Presidente, do Presidente da World Federation of Engineering Organizations (WFEO), José Vieira, entre outros.

Texto: Ana Marques

Foto: Ordem dos Engenheiros 

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Luís Aguiar-Conraria preside à Escola de Economia e Gestão da UMinho

Luís Aguiar-Conraria preside à Escola de Economia e Gestão da UMinho

O professor catedrático Luís Aguiar-Conraria toma posse esta sexta-feira, dia 5 de janeiro, como presidente da Escola de Economia e Gestão da Universidade do Minho (EEG) para o triénio 2024/26.

A cerimónia tem início às 11h30, no auditório dst da EEG, no campus de Gualtar, em Braga. Na sessão vão ser também empossados, como vice-presidentes, os professores Carlos Menezes, Miguel Ângelo Rodrigues e Rita Sousa. O evento tem entrada livre e conta com a presença do reitor da UMinho, Rui Vieira de Castro.

Luís Aguiar-Conraria é doutorado em Economia pela Cornell University (EUA) e, na EEG, já foi presidente do Conselho de Escola, diretor do Departamento de Economia e vice-presidente para a Investigação e Internacionalização. Recebeu diversas bolsas da Fundação para a Ciência e a Tecnologia, o Prémio Gulbenkian para a Internacionalização das Ciências Sociais e dois Prémios de Mérito na Investigação da EEG.

É coautor de três livros e publicou quatro dezenas de artigos em revistas científicas internacionais, nomeadamente sobre aplicações de wavelets à economia, economia política, economia portuguesa e ciclos macroeconómicos. É também membro do Comité de Datação de Ciclos Económicos da Fundação Francisco Manuel dos Santos e colabora regularmente com os media, sendo colunista no semanário Expresso e membro do programa “Fora do Baralho” na Rádio Observador.

A EEG nasceu há 41 anos e é uma referência nacional no ensino, investigação e interação com a sociedade no âmbito da Economia, Gestão, Administração Pública, Ciência Política e Relações Internacionais. Possui três departamentos e dois centros de investigação reconhecidos (CICP, NIPE), que apoiam a oferta de oito licenciaturas, 15 mestrados e cinco doutoramentos. Dispõe também de cursos intensivos executivos através da UMinhoExec, vários deles no ranking internacional Eduniversal, a par de programas à medida para empresas ou instituições, olhando o futuro nas áreas de digitalização, gestão e negócios internacionais, entre outras. Tem o site oficial www.eeg.uminho.pt.

Texto: GCI

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Susana Silva foi distinguida pelo IPCA

Susana Silva foi distinguida pelo IPCA

Susana Silva, trabalhadora dos Serviços de Ação Social da Universidade do Minho (SASUM), foi reconhecida pelo Instituto Politécnico do Cávado e do Ave (IPCA), pela conclusão do seu doutoramento e pelos anos de dedicação à instituição de ensino superior como docente.

A distinção aconteceu no passado dia 19 de dezembro, na Sessão Solene de comemoração do Dia do IPCA, durante a qual foram reconhecidos todos os que nesse ano concluíram o doutoramento.

Susana Silva é docente convidada do IPCA desde 1999, apesar de ter estado, posteriormente, em outras instituições de ensino. Em 2009 regressou ao IPCA, data a partir da qual se manteve até aos dias de hoje. É docente há 24 anos, dos quais 18 anos foram no IPCA. A também trabalhadora dos SASUM desde 1995, em regime de prestação de serviços, com ingresso no quadro da Universidade do Minho (UMinho) em 1999, e, posteriormente, no quadro dos SASUM em 2000, concluiu este ano, a 17 de fevereiro, o seu doutoramento na UMinho, com o tema “Uma perspetiva institucional sobre a mudança da contabilidade pública em Portugal: do POCP ao SNC-AP”.

Com uma longa carreira académica e profissional, duas vertentes da sua vida que realiza em simultâneo, para Susana Silva concluir o seu doutoramento foi o “concretizar de mais um sonho”. “A conclusão de mais uma etapa na minha vida, que foi longa, pelo facto de não ter reduzido a minha atividade profissional. O doutoramento é um grau muito exigente, que exige muita dedicação e persistência. Apesar de todas as adversidades consegui”, assinalou com grande satisfação e alegria.

Embora goste muito da sua atividade profissional na UMinho, tem um carinho muito “especial” pela docência. “Ser docente implica uma atualização constante de conhecimentos e de novas aprendizagens, procurando novas metodologias e recursos. É o ato de ensinar e transmitir conhecimentos para gerações que são o nosso futuro. É um papel de grande responsabilidade e importância, pois envolve não apenas o transmitir informações, mas também o desenvolvimento de habilidades e competências. Ser docente vai além de ser um transmissor de conteúdos, é também ser um facilitador do processo de aprendizagem, um guia para os alunos explorarem o seu próprio conhecimento e desenvolverem o seu pensamento crítico. Envolve criar um ambiente de aprendizagem seguro e estimulante, onde os alunos se sintam motivados a procurar conhecimento e sejam encorajados a participar ativamente nas atividades propostas. Além disso, também é importante cultivar uma relação de respeito e empatia com os estudantes, compreendendo as suas necessidades individuais e adaptando as estratégias de ensino conforme cada contexto. Em resumo, a docência significa ter a oportunidade de influenciar positivamente a vida dos alunos, ajudando-os a adquirir conhecimentos, desenvolver habilidades e a tornarem-se cidadãos mais críticos. É uma profissão desafiadora, porém extremamente gratificante”, expôs.

No dia em que o IPCA assinalou o seu 29.º aniversário, a Instituição contou com a presença da Ministra da Presidência, Mariana Vieira da Silva, que descerrou a bandeira de inauguração do novo edifício da Escola Superior de Design, no centro da cidade de Barcelos, juntamente com a Presidente do IPCA, Maria José Fernandes, e com o Presidente da Câmara Municipal de Barcelos, Mário Constantino Lopes.

Após este ato solene seguiu-se a Sessão Solene de comemoração do Dia do IPCA.

Texto: Ana Marques

Foto: IPCA

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Reitor desejou boas festas aos trabalhadores dos SASUM

Reitor desejou boas festas aos trabalhadores dos SASUM

À semelhança do que tem sido tradição, o Reitor da UMinho, Rui Vieira de Castro, visitou os Serviços de Ação Social (SASUM) para desejar boas festas a todos os trabalhadores destes Serviços.

O momento decorreu ontem, dia 20 de dezembro, pelas 15h00, na cantina de Gualtar, ocasião que juntou dezenas de trabalhadores não só para ouvir a mensagem natalícia, mas também para um pequeno lanche-convívio de celebração desta época de união e de renovação de esperança.

Nas suas palavras, Rui Vieira de Castro referiu que a sua visita teve como objetivo principal prestar “reconhecimento” e “agradecimento” aos trabalhadores pelo esforço, dedicação e compromisso para com o serviço que prestam à comunidade académica e principalmente à comunidade estudantil, afirmando que “são um apoio fundamental”.

Lembrando o período difícil que temos vivido, a crise pandémica e guerra na Europa, e sublinhando que “os SASUM foram fortemente afetados”, deixou a esperança, afirmando acreditar que “vão sair mais fortes desta crise”, declarando que “o papel de todos é essencial”.

Sobre as expectativas dos trabalhadores de verem melhoradas as suas condições de trabalho e também a nível salarial, assegurou que “a Universidade faz aquilo que é possível. Os SASUM vão ver algo melhorada a sua situação em função das decisões que foram tomadas no quadro do Orçamento de Estado. Espero que venha daí uma ajuda adicional para podermos melhorar a qualidade dos nossos serviços”, disse.

Terminou dizendo esperar poder continuar a contar com a “vossa colaboração e com o vosso exercício crítico. Que esta quadra seja um momento de alegra, paz e tranquilidade. Que 2024 seja um ano que corresponda às vossas expectativas”.

Também a Administradora dos SASUM, Alexandra Seixas, desejou a todos uma quadra Feliz e um Bom Ano Novo, apelando a que momentos como este, de confraternização, “unam a Instituição e promovam um ambiente cada vez de maior proximidade e colaboração”.

Texto: Ana Marques

Foto: Redação

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UMinho “Solidária” ofereceu mais de 2400 brinquedos e mais de 1300 peças de vestuário infantil a crianças da região

UMinho "Solidária" ofereceu mais de 2400 brinquedos e mais de 1300 peças de vestuário infantil a crianças da região

A campanha solidária “Oferece e faz uma criança feliz”, que decorreu na Universidade do Minho (UMinho) entre 15 de novembro e 18 de dezembro, voltou a ser um sucesso, tendo sido possível angariar mais de 2400 brinquedos e mais de 1300 peças de vestuário para crianças e jovens entre os 0 e os 16 anos. Na cerimónia de entrega, decorrida ontem, dia 20 de dezembro, no Complexo Desportivo da UMinho em Braga, a Administradora dos SASUM evidenciou uma Academia “solidária”. 

A sessão de entrega formal de donativos da Campanha Solidária contou com a presença dos responsáveis das instituições promotoras e das instituições apoiadas, entre eles a Administradora dos Serviços de Ação Social da Universidade do Minho (SASUM), Alexandra Seixas e a Presidente da Associação Académica (AAUMinho), Margarida Isaías, a Vereadora para a Educação, Inovação e Coesão Social da CMB, Carla Sepúlveda, a Vereadora para Ação Social, Espaço Municipal para a Igualdade e Justiça da CMG, Paula Oliveira, bem como os representantes das seis entidades contempladas com a oferta: Adolescere – Associação de Apoio à Criança e ao Adolescente, Ascredno Nogueiró, Colégio de São Caetano, Centro Cultural e Social de Santo Adrião, ADCL – Associação para o Desenvolvimento das Comunidades Locais e Casa da Criança de Guimarães.

Esta foi a 15.ª edição da Campanha, que recebeu a contribuição e apoio, tanto da comunidade interna como externa e até de instituições e empresas da região. “O principal objetivo foi convocar a comunidade académica e a comunidade local a ser solidária”, afirmou a Administradora dos SASUM, mostrando a sua satisfação com os resultados da iniciativa e agradecendo a cada um que contribuiu com a causa. Assinalando o “momento complexo que a sociedade atravessa”, disse ser “reconfortante que o espírito humano se eleve para ajudar aqueles que mais precisam”, especificando o público desta campanha “as crianças e jovens”.

Coordenada pelos SASUM em parceria com a Associação Académica e os Municípios de Braga e Guimarães, esta campanha teve como objetivo ajudar a que mais crianças e jovens pudessem ser tocadas pela solidariedade e generosidade neste Natal.

Agradecendo a contribuição de todos, a presidente da AAUMinho salientou que esta, como outras iniciativas do género realizadas na UMinho, mostram “a solidariedade que existe no seio da comunidade académica”. Destacando os resultados conseguidos e o impacto que terão nas instituições beneficiarias, apelou a que “este espírito natalício esteja presente todo o ano”, afirmando que a AAUMinho e os SASUM “já têm outros projetos para durante o ano”.

A vereadora do Município de Braga referiu que estas parcerias “são o sucesso de todos”, evocando o sábio provérbio africano: “Sozinhos vamos mais rápido. Juntos vamos mais longe!”. Destacando que estas campanhas “fazem a diferença na vida das pessoas e na vida das famílias, neste caso concreto, na vida das crianças e jovens”, acrescentou que, na sua visão, ao tornar estas crianças mais felizes, “as entidades estão a construir cidadãos mais felizes e que irão no futuro, também eles, “tomar a dianteira de iniciativas como esta”.

Já a vereadora do Município de Guimarães, afirmou que “uma sociedade ou uma comunidade verdadeiramente desenvolvida é aquela que não deixa ninguém para trás e sabe tratar dos seus, sobretudo dos mais vulneráveis”. Realçando a importância destas parcerias com a UMinho, afirmou que “este é o caminho certo para trabalharmos em prol de uma comunidade solidária, amiga, e sobretudo, que olha pelos mais frágeis”. Alertando para “os anos exigentes” que vivemos, apelou à “resiliência” das instituições e de todos os que lidam com os mais desprotegidos. “Se continuarmos a trabalhar desta forma, em rede, teremos um mundo mais humano e melhor”, apontou.

Texto: Ana Marques

Foto: Nuno Gonçalves

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Bares dos SASUM receberam feirinha de Natal

Bares dos SASUM receberam feirinha de Natal

À semelhança dos anos anteriores, nesta época natalícia, os bares dos Serviços de Ação Social da Universidade do Minho (SASUM) voltaram a receber a tradicional exposição/feirinha de Natal, desta vez no Bar de Eng. I em Azurém, e no Bar do Grill em Gualtar.

Entre os dias 11 a 15 de dezembro, foram cinco as organizações/projetos presentes nos espaços: Delícias Gourmet, Magical Cauldron, Mizarte, APPACDM e Atelier Variações trouxeram aos dois campi da Universidade do Minho (UMinho) uma diversificada mostra de produtos de artesanato e gastronomia, acolhendo saberes e sabores, peças e produtos únicos de artesanato e iguarias de fazer crescer água na boca.

Laurentino Neto estava a representar a “Magical Cauldron”, uma empresa de fabricação de sabonetes e velas, um projeto de aromaterapia, assinalando que o objetivo da participação foi “essencialmente, fazer divulgação do nosso produto”, algo que, segundo este, foi atingido. “Passaram por cá muitas pessoas, distribuímos muitos cartões e fizemos algumas vendas. Penso que as pessoas gostaram muito e acabaram por levar, para elas próprias e para oferecer”, disse.

Quem também esteve representada foi a “Delícias Gourmet”, um ateliê de doces que já tinha marcado presença na feirinha da Páscoa, e que voltou, desta vez, para a feirinha de Natal. “Para nós é sempre muito bom participar nestas mostras aqui na UMinho, as pessoas gostam dos nossos produtos, que são produtos frescos, e as vendas correram muito bem”, afirmaram. Para levar para casa, para comer no local, para levar como oferta, os “mimos doces” eram muitos e fizeram muito sucesso.

Para além destas organizações, também as restantes foram muito solicitadas e o saldo da semana foi muito positivo, para os expositores e para a comunidade académica que aproveitou para tratar de algumas prendas e entrar no espírito natalício.

Texto: Ana Marques

Foto: DA

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ELACH diz não ser deficitária, mas sim subfinanciada

ELACH diz não ser deficitária, mas sim subfinanciada

A Escola de Letras, Artes e Ciências Humanas (ELACH) da Universidade do Minho assinalou no passado dia 13 de dezembro, o seu 48.º aniversário. Com críticas ao subfinanciamento da Escola, foram reclamadas mais e melhores condições infraestruturais, de equipamentos, de apoio e conforto para a sua comunidade.

“Dizem-nos a nós como a outras Escolas, a maioria delas, que somos deficitários”, afirmou o Presidente da ELASCH, João Rosas, criticando a Reitoria da UMinho pelo vocabulário empregue, uma vez que deixam a mensagem que a Unidade Orgânica (UO) e outros vivem acima das suas possibilidades, “mas não deixa de ser curioso que a Universidade use vocabulários diferentes para falar do seu problema orçamental quando se endereça à tutela, e quando se relaciona às suas unidades orgânicas”, afirmou, indicando que face à tutela, a Reitoria diz que a UMinho está subfinanciada, mas quando fala das suas Escolas/Institutos, a Universidade diz que são deficitárias e não subfinanciadas”, explicou. Propondo que a Reitoria passe a dizer às suas UO que “estão subfinanciadas”, uma vez que não gastam demasiado, mas pelo contrário, “não têm o necessário para funcionar devidamente”, patenteou.

Sendo a ELACH um desses casos, João Rosas refere que o seu défice “não decorre do desperdício e ainda menos do luxo, mas apenas do subfinanciamento face ao elevado número de alunos, formações que oferece, à investigação que desenvolve e à disseminação de conhecimento e cultura que realiza”.

Expondo as parcas condições em que a Escola e a sua comunidade vivem e desenvolvem a sua atividade, e comparando-se com escolas de fora, similares, como as Universidades do Porto ou Aveiro, “verificamos com alguma surpresa e mágoa, que outras aqui tão perto, pertencendo ao mesmo sistema de ensino superior, têm mais docentes por número de alunos, mais docentes de carreira, melhores infraestruturas físicas, melhores bibliotecas e acesso a bases de dados “.

Criticando também o Governo, afirmou, “dizem-nos, no discurso político corrente, que há muito dinheiro por aí”, referindo-se a fundos europeus, PRR, etc., financiamentos que depois não servem e não se enquadram no que a ELACH precisa, “o dinheiro que existe dá sempre para coisas que não queremos ou de que não precisamos, mas não para as nossas verdadeiras necessidades”, afirmou.

O vice-reitor da UMinho, Eugénio Campos Ferreira, destacou a grande relevância da Escola e os contributos expressivos para afirmação da UMinho, apontando a elevada procura social do seu projeto de ensino, a sua capacidade de se reinventar, a sua relevante atividade de investigação, interação com a sociedade e a sua intensa atividade cultural. 

“Retenho uma carteira recheada de mensagens para entregar ao Sr. Reitor”, disse, referindo-se às queixas do presidente da ELASCH sobre as dificuldades orçamentais e sobre o subfinanciamento, sobre as más condições das infraestruturas físicas e equipamentos, mas assegurando que “não existe um menor apreço pelas artes e humanidades”.

Texto: Ana Marques

Foto: Nuno Gonçalves