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Subfinanciamento e falta de reconhecimento assinalados como os grandes entraves à excelência da EPsi

Os problemas foram expostos pelo Presidente da Escola de Psicologia da UMinho (EPsi), Miguel Gonçalves, na sessão comemorativa dos 14 anos da unidade orgânica, decorrida ontem, dia 12 de abril.
 
O subfinanciamento crónico, a falta de reconhecimento, a falta de docentes, a escassez de receitas, a exigência anual, pelo Estado, de um equilíbrio orçamental, são alguns dos problemas elencados pelo Presidente da EPsi e que vêm lesando a Escola no seu presente e colocando em causa o seu futuro, apesar disso, o responsável aponta o desejo de ?fazer da EPsi uma Escola de excelência e tudo o isto implica?. 

Segundo Miguel Gonçalves, o subfinanciamento tem afetado a aposta da instituição nos seus projetos de investigação, ?principalmente na falta de liquidez para executar projetos de investigação?, disse. Questionando sobre ?qual o impacto do financiamento nacional do Orçamento do Estado (OE) aumentar à medida que se perdem estudantes e diminuir à medida que se tem mais estudantes??, lembrando que ?bastava que a lei do OE fosse atualizada para isto se resolver?, indicou. 

Além deste obstáculo, o presidente afirmou que ?a psicologia tem um problema, uma relativa invisibilidade social?, assinalado que tanto a psicologia como e EPsi tem ?dificuldade em mostrar a evidência científica que vai emergindo da nossa investigação?, realçando que a ordem dos psicólogos portugueses tem feito um trabalho ?meritório na divulgação da informação científica?, mas existe dificuldade na apresentação da informação científica, ?existindo falta de transparência e publicitação dos dados dos tratamentos psicológicos?. ?Comunicar melhor a ciência que fazemos, bem como a prática que decorre desta, é um imperativo social?, afirmou. 

Em representação do Reitor da UMinho, o vice-reitor para a Inovação e Investigação, Eugénio Ferreira, realçou a ?qualidade? do trabalho feito pela EPsi nas suas diversas áreas, educação, investigação e interação com a sociedade, afirmando que está neste momento em consulta pública ?a criação da carreira de gestor de ciência e tecnologia?, que na UMinho irá enquadrar muitos dos investigadores que estão em contratos prestes a terminar, e dessa forma poderão prosseguir a sua atividade.

Explanando algumas das agendas que estão em curso na UMinho, desde a transformação na educação, reforço da qualidade da investigação e da inovação, promoção da cultura, interação e desenvolvimento do território, reforço da internacionalização, aposta na qualidade institucional e simplificação administrativa e reforma institucional, afirmou ?tudo isto num quadro em que procuramos melhorar e garantir a estabilidade e autonomia financeira?. 

Sobre o contexto político nacional, expôs que estão em curso novos processos que ?vão afetar a vida das Instituições de Ensino Superior?, tais como, a alteração da forma de acesso ao ensino superior, um novo modelo de financiamento das universidades, a revisão do Regime Jurídico das Instituições de Ensino Superior (RJIES), do estatuto da carreira docente universitária, do estatuto da carreira de investigação, da lei de graus e diplomas, ?todo este contexto político vai certamente impactar, nos próximos tempos, a vivência da UMinho e das Instituições de Ensino Superior em Portugal? declarou. 

O programa de comemorações estendeu-se pelo dia todo, com duas palestras, a ?Diversidade, incerteza e risco ? os uns e os outros?, por Laborinho Lúcio e ?Contributos da Psicologia para um ponto final à pobreza?, por Tiago Pereira, da direção da Ordem dos Psicólogos Portugueses. Houve ainda lugar para entrega de prémios e reconhecimentos e uma breve atuação musical de alunos do mestrado em Psicologia Clínica e Psicoterapia de Adultos. 

Nascida em 2009, a EPsi tem 674 alunos inscritos em 13 cursos, 29 docentes, 26 investigadores e sete trabalhadores técnicos, administrativos e de gestão.

Texto: Ana Marques

Fotos: Nuno Gonçalves

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