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Andebol masculino cada vez mais perto do título




No torneio encontravam-se seis equipas: no primeiro grupo, a equipa anfitriã, o IPLeiria (Instituto Politécnico de Leiria), a equipa AAUAv (Associação Académica da Universidade de Aveiro) e uma das equipas estreantes este ano, AAUAlg (Associação Académica da Universidade do Algarve). No segundo grupo encontrava-se a vencedora do torneio, a AAUMinho, de Vila Real veio a AAUTAD (Associação Académica da Universidade de Trás-os-montes e Alto Douro) e a AAUBI (Associação Académica da Universidade da Beira Interior), que não tinha estado presente no torneio anterior.  

 

O treinador da AAUMinho, Gabriel Oliveira faz um pequeno balanço em relação a esta segunda fase de apuramento. ”De uma forma geral e no que estava estipulado para este torneio, correu da melhor maneira. Ganhámos o torneio, sem derrotas e amealhamos mais 25 pontos que nos dão desde já a garantia do apuramento para as fases finais. (…) Relativamente aos jogos, nem tudo correu como estava à espera. Na fase de grupos sentimos algumas dificuldades perante equipas, teoricamente mais fracas que nós. Mas este tipo de dificuldades acabam por ser positivas, nesta fase. Dão-nos algum conhecimento do que vamos encontrar na fase final e dá para eu avaliar os novos atletas que entraram e que são o futuro desta equipa”, referiu o treinador.

 

Na fase de grupos, de uma maneira geral, os jogos foram equilibrados. No grupo A, o IPLeiria ganhou por 13-12 à equipa AAUAv. Depois a AAUAv desforrou-se na formação da AAUAlg por 13-12, novamente. No terceiro jogo o IPLeiria confirmou a passagem à fase seguinte ganhando por 20-12 à AAUAlg.

 

No grupo B, a AAUMinho conseguiu, apesar das dificuldades sentidas, vencer por 10-9 à AAUBI. Ganhou mais calmamente à AAUTAD por 17-9 e o último jogo foi disputado pela AAUBI que venceu a AAUTAD por 18-15.

Em relação a esta fase, o treinador da AAUM confessou que ” o primeiro jogo contra a UBI foi o pior de todos. A equipa entrou demasiado perdulária e a menosprezar o adversário. Pelo contrário, eles entraram com toda a força e acreditaram sempre até ao fim. Não foi com espanto que vi a nossa equipa a perder por três golos a cinco minutos do fim. No entanto e aproveitando um desconto de tempo do adversário, reorganizei a equipa e chegamos à vitória final por um golo.”

 

No que concerne ao segundo jogo, ”no segundo jogo e após uma conversa com a equipa antes do jogo, a equipa já entrou mais séria e sem dificuldades ganhamos o jogo contra a UTAD. Todos os jogadores da equipa entraram concentrados e deu mesmo para todos jogarem, algo que não aconteceu no primeiro jogo”.

 

Passaram às meias-finais as quatro equipas teoricamente mais fortes. Foram elas o IPLeiria que disputou o jogo contra a AAUBI e saiu perdedor, por 10-15, e a AAUM que ganhou por 18-12 contra a formação da AAUAv.

 

O jogo da equipa minhota nesta eliminatória foi no mínimo bizarro, na medida em que jogaram contra uma equipa desfalcada de jogadores. Tanto o treinador do Minho como os jogadores concordam que a equipa de Aveiro foi a desilusão do torneio. Diz-nos Gabriel Oliveira que ”após a classificação para a meia-final, a equipa adversária apresenta-se contra nós com cinco jogadores. Um guarda-redes e quatro jogadores de campo. Acabou por ser um jogo tranquilo, muito devido a este factor, e serviu para descansar alguns jogadores mais influentes da equipa, para a final. Como a outra meia-final foi antes da nossa, já sabia que iríamos defrontar a UBI e que o jogo seria de 30 mais 30 minutos (tempo formal de jogo). Esta situação de Aveiro é de lamentar e em nada dignifica e ajuda o desporto universitário”, conclui o técnico da UMinho.

 

O jogo para decidir o terceiro e quarto lugar foi entre a equipa da casa, o IPLeiria e a AAUAv, jogo que como já foi explicado, nada teve de competitivo, devido à falta de jogadores da equipa aveirense. O IPLeiria conseguiu o terceiro lugar ganhando por 14-10.

 

O jogo da final pôs frente a frente a AAUMinho e a equipa que mais os fez tremer no primeiro dia do torneio, a AAUBI. O Minho saiu vencedor, num jogo sem grandes dificuldades, como explica o treinador. ”No jogo da final, contra a UBI, e já alertados pelo jogo da fase de grupos, chamei atenção aos jogadores sobre a principal arma da equipa adversária, o contra-ataque. Foi assim que entramos desde o início, velozes e eficazes, ao contrário do que tinha acontecido no jogo da fase de grupos. Desta forma anulamos a equipa da UBI e estes rapidamente quebraram fisicamente e animicamente. A partir daí foi controlar o jogo, sem nunca descuidar e menosprezar o adversário e esperar que eles próprios desistissem do jogo. Foi um excelente jogo dos meus jogadores que me demonstraram que o que antes tinha acontecido, não foi mais que um acidente de percurso. O resultado final de 32- 15 é a prova disso”.

 

No ranking geral o Minho segue à frente com 50 pontos, seguido do IPLeiria com 35 pontos. Empatadas a 20 pontos estão três equipas, a AAUTAD, a AAUAv e a AAUBI, e no final da classificação está a AAUAlg com 5 pontos.

 

Neste torneio a classificação a nível de golos não foi tão brilhante por parte dos jogadores minhotos, que marcaram muito menos que no torneio anterior, 27 golos foram os marcados e 18 os sofridos.

 

Com alguns elementos novos, e outros da ”velha guarda”, a equipa do Minho alinhou com Diogo Matos, Fernando Rocha, Filipe Magalhães, João Ferreira, José Teixeira, Jorge Pinto, Jorge Rodrigues, Luís Cardoso, Manuel Machado, Nuno Pires, Pedro Silva, Rui Ferraz e Tiago Abade.

 

Como nota final, o treinador minhoto afirma que ”no âmbito geral foi um óptimo torneio. Ganhamos sem derrotas, apuramo-nos para a fase final e deu para avaliar tanto a equipa em situações que geralmente não acontecem bem como os novos jogadores”.

 

O próximo torneio de apuramento ainda não tem data marcada mas o local já está escolhido, será acolhido pela AAUBI na Covilhã.

 

Texto: Marina Mota
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