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Está lançado o Projeto “UMinho em Campo: Juntos na Transformação”

Está lançado o Projeto "UMinho em Campo: Juntos na Transformação"

Unidade curricular opcional dedicada ao voluntariado e integração da componente de voluntariado nas UC?s serão realidades no próximo ano letivo.

A Universidade do Minho (UMinho) lançou ontem, dia 5 de dezembro, o seu projeto de voluntariado, uma iniciativa que visa promover o bem-estar social e a solidariedade em toda a comunidade académica. Designado de “UMinho em Campo: Juntos na Transformação”, o projeto envolverá, já a partir do próximo ano letivo, a criação de uma nova ?opção UMinho?, uma unidade curricular opcional dedicada ao voluntariado e a integração de uma componente de voluntariado nas Unidades Curriculares (UC?s).

Este projeto, que reconhece a importância de ligar a dimensão pedagógica a causas sociais e solidárias, foi apresentado pela Vice-Reitora para a Educação e Mobilidade Académica, Filomena Soares e pela coordenada do projeto, Sílvia Araújo, perante uma plateia de muitos estudantes, docentes e trabalhadores da Universidade.

Antecedendo esta apresentação, a Comissão de Implementação do Voluntariado UMinho fez uma análise sobre as atividades de voluntariado existentes na Academia, seja nas unidades orgânicas, nos grupos de estudantes, na Associação Académica ou iniciativas individuais, atividades que segundo Filomena Soares, ?continuarão a acontecer?, acrescentando que, ?o projeto que estamos hoje a lançar tem como objetivo, reconhecer e promover todas estas atividades, e também outras enquadradas em projetos educativos?, disse.

O projeto visa, também, unir estudantes, docentes e funcionários da Universidade em ações voluntárias significativas, ao mesmo tempo que procura fortalecer parcerias com empresas que partilham a visão de responsabilidade social e estão dispostas a apoiar a UMinho nas causas sociais e solidárias. ?É através desta interação entre educação e a interação com a comunidade que vamos conseguir desenvolver as tão importantes competências transversais de que tanto se fala e que nem sempre há espaço nas salas de aula para as desenvolver?, apontou a coordenada do projeto. Afirmando que ?é um dever da UMinho desenvolver a sensibilidade dos nossos jovens para esta agenda?.

A conexão às empresas é também um dos grandes objetivos, através dos projetos de voluntariado, mas para além das fronteiras da caridade, a UMinho quer que os seus alunos possam levar conhecimento para fora dos seus muros, e nessa interação, crescerem e contribuírem ?para encontrar soluções para intervir de forma efetiva no futuro do planeta?, sublinhou Sílvia Araújo.

A proposta ?arrojada? desta Comissão, é, segundo a sua coordenadora, primeiro, ?oferecer, já no próximo ano letivo 2024/2025, uma opção UMinho que se chamará “UMinho em Campo: Juntos na Transformação”, uma opção oferecida a todos os estudantes da Universidade, para que os alunos de licenciatura possam ter, logo desde o primeiro contacto com a Universidade, um contacto também com a sociedade?, referiu.

Em segundo, a Comissão achou que seria interessante ?desafiar todos os docentes da UMinho a integrar uma componente de voluntariado nas suas UC?s, para que os alunos possam aplicar em contexto o que aprenderam na componente teórica da disciplina?, indicou.

Para que isto seja possível, já em janeiro, dia 9, vai ser facultada a primeira formação aos docentes, em Aprendizagem-Serviço, no intuito de facilitar o redesenho curricular da sua disciplina, de forma a conseguir integrar a vertente do voluntariado na UC.

Este é já um movimento europeu, a que a UMinho se está agora a juntar.

A Comissão de Implementação do Voluntariado UMinho, designada pela Vice-Reitora para a Educação e Mobilidade Académica, Professora Filomena Soares, é coordenada por Sílvia Lima Gonçalves Araújo e tem como membros Anabela Alves, António Vicente, Celina Pinto Leão, Pedro Albuquerque e um representante da Associação Académica da UMinho.

No Dia Internacional do Voluntário, foram ainda apresentados os resultados de um inquérito sobre o envolvimento dos estudantes da UMinho em projetos de voluntariado, revelando-se que cerca de 3% dos estudantes da Academia estão ligados a projetos de voluntariado, cerca de 600 alunos. Mais de metade diz ser voluntário por acreditar ?ser um dever ajudar a comunidade, para apoiar as causas em que acredita ou para aplicar em contexto real os princípios de vida?.

Texto: Ana Marques

Foto: Nuno Gonçalves

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IB-S da UMinho celebra hoje o sexto aniversário

IB-S da UMinho celebra hoje o sexto aniversário

O IB-S ? Instituto de Ciência e Inovação para a Bio-Sustentabilidade da Universidade do Minho assinala esta terça-feira o seu sexto aniversário, com uma cerimónia às 14h30 no auditório B1 do campus de Gualtar, em Braga. A sessão abre com o pró-reitor para a Sustentabilidade e Gestão dos Campi da UMinho, Miguel Bandeira, e a coordenadora do IB-S, Cláudia Pascoal, que vai apresentar as atividades do Instituto.

Fundado numa parceria entre o Centro de Biologia Molecular e Ambiental (CBMA) e o Instituto para a Sustentabilidade e Inovação em Estruturas de Engenharia (ISISE), o IB-S incorpora cerca de 250 investigadores e vinte empresas parceiras em projetos na área do mar e da economia azul, da biodiversidade, do capital natural, da economia circular e da resiliência do ambiente natural e construído, que no global superam os 10 milhões de euros. ?O balanço é muito positivo, sempre com os olhos postos na sociedade, num caminho desafiante e de diálogo permanente entre investigadores e empresários, que queremos cada vez mais próximos como investidores em ciência e inovação?, refere Cláudia Pascoal.

A sessão solene inclui o painel ?IB-S holds talent?, com os investigadores Cláudia Carvalho-Santos, Pedro Martins (ambos do CBMA), Elisabete Teixeira e Hélder Sousa (ambos do ISISE). De seguida, a mesa redonda ?Desafios e oportunidades para uma sociedade (mais) sustentável? vai contar com as intervenções de Pedro Norton de Matos (Greenfest), Ricardo Machado (Município de Guimarães), Anabela Carvalho (Instituto de Ciências Sociais da UMinho) e Fernanda Cássio (CBMA/IB-S). O encerramento cabe ao presidente do conselho estratégico empresarial do IB-S e CEO do dstgroup, José Teixeira.

Planear o futuro

No evento vai também discutir-se os desafios, prioridades e oportunidades de financiamento ao nível da inovação e especialização inteligente no Norte de Portugal, por Rui Monteiro, coordenador do Órgão de Acompanhamento das Dinâmicas Regionais da CCDR-N. A Comissão Europeia tem lançado programas para enfrentar os desafios globais nas áreas do clima e ambiente, nomeadamente sobre alterações climáticas, solos, cidades inteligentes e oceanos, mares e águas costeiras e interiores. ?Cada programa procura soluções no contexto da Agenda 2030 da ONU e no IB-S queremos fazer parte desse ecossistema com atividades inovadoras?, enfatiza Cláudia Pascoal. ?Colocamos a ciência ao serviço de um modelo de vida sustentável, privilegiando a harmonia entre os ambientes construído e natural?, acrescenta.

Com edifícios em Braga e Guimarães, o IB-S pretende igualmente aumentar o financiamento através do modelo de cátedras (tem duas cátedras sobre construção sustentável e digitalização, financiadas nos últimos anos pelo dstgroup e pela Proef) e apostar na captação e retenção dos melhores investigadores. ?A questão do emprego científico é absolutamente crítica para um instituto de ciência e inovação, tal como o é a abertura de programas de reequipamento para mantermos a excelência da investigação?, assinala a coordenadora do IB-S.

Texto: GCI

Foto: Nuno Gonçalves

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Dezembro Solidário – Sessões gratuitas de Tai Chi Chuan

UMinho Sports | Dezembro Solidário - Sessões gratuitas de Tai Chi Chuan

O Departamento de Desporto e Cultura dos Serviços de Ação Social da Universidade do Minho (SASUM) vai disponibilizar, em dezembro, sessões gratuitas e abertas a todos de Tai Chi Chuan.

Numa lógica solidária, a iniciativa ?Dezembro Solidário? vai oferecer sessões de Tai Chi Chuan, condicionadas à entrega de um bem alimentar, que, posteriormente, serão entregues aos alunos da UMinho mais carenciados, em articulação com o Departamento Apoio Social.

As sessões acontecem:

– no Complexo Desportivo de Gualtar às 2ª feiras das 20.00h às 21.00h nos dias 4, 11 e 18 de dezembro;

– no Complexo Desportivo de Azurém às 4ª feiras das 20.00h às 21.00h nos dias 6, 13 e 20 de dezembro.

Apesar das sessões serem gratuitas, a inscrição é obrigatória nos balcões de atendimento dos Complexos Desportivos.

Mais informações: ddc@sas.uminho.pt

Texto: Redação

 

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Projeto de Voluntariado UMinho apresentado na próxima semana no campus de Gualtar

Projeto de Voluntariado UMinho apresentado na próxima semana no campus de Gualtar

A Universidade do Minho lança na próxima terça-feira, dia 5 de dezembro, o seu projeto de voluntariado, uma iniciativa que visa promover o bem-estar social e a solidariedade em toda a comunidade académica. Este projeto reconhece a importância de ligar a dimensão pedagógica a causas sociais e solidárias e será apresentado a partir das 9h30 no auditório B1 do CP II, no campus da Gualtar.

O projeto “Voluntariado na UMinho – UMinho em Campo: Juntos na Transformação” é uma iniciativa orientada pelo compromisso de unir estudantes, docentes e funcionários da Universidade em ações voluntárias significativas, ao mesmo tempo que procura fortalecer parcerias com empresas que partilham a visão de responsabilidade social e estão dispostas a apoiar a UMinho nas causas sociais e solidárias.

A Comissão de Implementação do Voluntariado na UMinho já assumiu três eixos de ação para o projeto. O primeiro, ?Educação para a solidariedade?, pretende promover a conexão entre a educação e as causas sociais e solidárias, incentivando os estudantes a aplicarem os seus conhecimentos e competências académicas para melhorar a sociedade. O segundo eixo irá procurar promover o ?Bem-estar social? e terá como ponto de partida a priorização do mesmo como um valor central, garantindo que as atividades de voluntariado tenham um impacto positivo nas vidas das pessoas e nas comunidades que a UMinho serve. Por último, o Voluntariado UMinho terá como missão promover a ?Solidariedade? como um princípio orientador, incentivando a empatia e o apoio mútuo entre os membros da comunidade académica.

A Comissão de Implementação do Voluntariado UMinho, designada pela Vice-Reitora para a Educação e Mobilidade Académica, Professora Filomena Soares, é coordenada por Sílvia Lima Gonçalves Araújo e tem como membros Anabela Alves, António Vicente, Celina Pinto Leão, Pedro Albuquerque e um representante da Associação Académica da UMinho.

Esta Comissão terá como primeiro desígnio organizar a primeira ação de formação de docentes em 2023, em Aprendizagem-Serviço, divulgar a atividade do Voluntariado, criar uma nova Unidade Curricular na Opção UMinho a ser implementada no ano letivo 2024/2025, angariar entidades parceiras através de ações de comunicação e promover as ações tidas como necessárias para a creditação das ações de voluntariado. É expectável que a ação deste projeto se consolide ao longo do atual ano letivo, sendo que durante este período a Comissão deverá elaborar e apresentar um plano de ação para ser aplicado a partir do próximo ano letivo.

Texto: GCI

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Global Mobility Forum partilha valor das experiências internacionais

Global Mobility Forum partilha valor das experiências internacionais

A Universidade do Minho organiza a 7 de dezembro a primeira edição do Global Mobility Forum, sob o tema ?International Experiences from the UMinho Community” e com participantes desta academia e de instituições de relevo na área.

A sessão de abertura é pelas 9h30, no auditório B1 do campus de Gualtar, em Braga, com a presença do Reitor, Rui Vieira de Castro, da Vice-reitora para a Educação e Mobilidade Académica, Filomena Soares, e da Pró-reitora para os Projetos Científicos e Gestão da Investigação, Sandra Paiva.

O programa prevê depois uma sessão de flash talks, com a partilha de experiências pessoais de mobilidade na América do Norte, na América Central e do Sul, em África, na Ásia e Oceânia e na Europa. Os oradores são docentes, investigadores, estudantes e trabalhadores técnicos e administrativos da UMinho, que vão abordar as suas vivências ao abrigo de programas de intercâmbio nas áreas da investigação, ensino ou gestão.

Após uma curta pausa, realiza-se às 11h30 uma mesa redonda sobre perspetivas de liderança na mobilidade global. O momento junta à conversa o Reitor, Rui Vieira de Castro, a coordenadora para o Ensino Superior da Agência Nacional Erasmus+, Carla Ruivo, o CEO do Grupo Casais, António Carlos Rodrigues, a diretora executiva da Comissão Fulbright, Otília Macedo Reis, e o gestor de Ciência e Inovação da Embaixada do Reino Unido em Portugal, Frederico Lyra. A moderação cabe à professora e eurodeputada Isabel Estrada Carvalhais.

A sessão de encerramento é pelas 12h30. A iniciativa tem o envolvimento da Associação Académica da UMinho e vai ilustrar a forte dinâmica de internacionalização desta Universidade ao nível das mobilidades.

Toda a comunidade académica está convidada a participar na sessão!

Texto: GCI

Foto: Nuno Gonçalves

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Bernardo Cruz e João Moreira vencem Prémio Victor de Sá de História Contemporânea

Bernardo Cruz e João Moreira vencem Prémio Victor de Sá de História Contemporânea

O Conselho Cultural da Universidade do Minho acaba de atribuir, ex-aequo, o Prémio Victor de Sá de História Contemporânea 2023 aos investigadores Bernardo Cruz e João Moreira, da Universidade Nova de Lisboa, sendo a menção honrosa para José Miguel Ferreira, da mesma academia. A cerimónia de entrega do galardão, o mais prestigiado para jovens investigadores da área em Portugal, realiza-se a 14 de dezembro, às 15h00, na Reitoria da UMinho, em Braga.

 

Esta 32ª edição voltou a ter muitos participantes, na maioria com teses doutorais, o que revela o prestígio da iniciativa e a vitalidade da historiografia portuguesa contemporânea. O júri do Prémio foi presidido pela professora Fátima Moura Ferreira (UMinho), tendo como vogais os professores Irene Vaquinhas (Universidade de Coimbra) e Sérgio Campos Matos (Universidade de Lisboa).

 

Bernardo Cruz foi distinguido pela obra ?As origens institucionais da moderação da violência: regedorias e políticas de concentração em Angola (1914-1974)?. O trabalho permite compreender melhor a política colonial portuguesa no século XX, sobretudo em Angola. Por exemplo, houve uma intensa política de transferência de populações africanas, identificada como ?aldeamentos? ou, na luta anticolonial, como ?campos de concentração?.

 

João Moreira foi também laureado pela sua tese doutoral, ?Intelectuais portugueses e a ideia de esquerda num tempo de transição (1968-1986) – Os casos de António José Saraiva, Eduardo Prado Coelho e João Martins Pereira?. A sua pesquisa enquadrou os três intelectuais nas transformações daquele período e comparou a reflexão que fizeram em aspetos como marxismo, socialismo e esquerda, com base em debates internacionais, publicações e documentos inéditos daqueles autores.

 

A menção honrosa coube a José Miguel Ferreira e à sua tese ?As novas conquistas: agricultura, florestas e colonialismo em Goa (c. 1763-1912)?. O estudo analisou a diversidade de projetos de governo e colonização do espaço designado por ?novas conquistas? em Goa, ao longo de 150 anos.

 

Este Prémio foi instituído há 32 anos, com base numa doação do professor e historiador Victor de Sá (1921-2004), sendo reconhecido como de manifesto interesse cultural pela Secretaria de Estado da Cultura e apoiado também por mecenas públicos e privados. Em edições anteriores foram laureados com o prémio vários investigadores que se tornaram uma referência, como Fernanda Rollo, José Neves, Miguel Cardina e Cláudia Ninhos.

 

Texto: GCI

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UMinho promove implantação de núcleos arbóreos e mobiliário urbano nos campi visando o bem-estar da comunidade académica

UMinho promove implantação de núcleos arbóreos e mobiliário urbano nos campi visando o bem-estar da comunidade académica

A Universidade do Minho (UMinho) está a promover um plano de ordenamento dos campi no intuito da fixação dos estudantes em particular, e de toda a população que o habita. O plano inclui a criação de núcleos arbóreos que relacionam o bem-estar associado aos espaços verdes ornados com mobiliário urbano, com vista à promoção do convívio entre as pessoas. 

Quem o revelou foi o pró-reitor para a Sustentabilidade e Gestão dos Campi da UMinho, Miguel Bandeira, durante a plantação de árvores no campus de Gualtar, decorrida no passado dia 21 de novembro, no âmbito da iniciativa ?Reflorestar Braga? do Município de Braga, à qual a UMinho se associou simbolicamente, com a plantação de meia-dúzia de árvores autóctones, no espaço junto às hortas comunitárias e aos reservatórios de compostagem.

Esta ação simbólica serviu, segundo o pró-reitor, para ?chamar a atenção para a necessidade de se implementar nos campi da UMinho, um ordenamento florestal que possa contribuir, não só para a qualificação do ambiente dos campi, mas simultaneamente, criar condições de retenção de todos os que usam estes espaços, não só para se fixarem, mas para presencialmente valorizarem a importância de uma Universidade que quer ser, fundamentalmente, presencial, e não por via dos efeitos da pandemia, apenas um lugar de encontro virtual?, disse.

Nas próximas semanas, dezenas de árvores serão plantadas em diversos locais do campus de Gualtar, ?fundamentalmente queremos valorizar a vida nos campi, criar motivos de retenção para os que usam os espaços, particularmente os estudantes. Para que possam fixar-se, para que os campi não sejam apenas espaços de atravessamento?, apontou Miguel Bandeira.

Além disso, é também um objetivo, fazer destes núcleos arbóreos, ?espaços com dimensão laboratorial e didática na vertente ambiental, de trabalho, de valorização e reconstituição dos ecossistemas?, afirmou o pró-reitor para a Sustentabilidade e Gestão dos Campi, aproveitando o conhecimento e recursos de unidades como a Escola de Ciências.

A iniciativa contou com o apoio da Câmara Municipal de Braga, através do pelouro do Ambiente e Alterações Climáticas, e foi acompanhada pelo vereador Altino Bessa, que patenteou a disponibilidade da autarquia para cooperar e estreitar sinergias com a Universidade, nesta área e a outros níveis. ?Porque aqui há conhecimento, precisamos dele para que possa estar ao serviço da população. Temos alguns meios que também podemos disponibilizar, e por isso, eventualmente fazer evoluir para outros conceitos de arborização?, disse.

Texto: Ana Marques

Foto: Nuno Gonçalves

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Investigador da UMinho vence bolsa da Fundação ?la Caixa?

Investigador da UMinho vence bolsa da Fundação ?la Caixa?

Nuno Silva, investigador do Instituto de Investigação em? Ciências da Vida e Saúde (ICVS) da Escola de Medicina (EMed) foi um dos investigadores portugueses a vencer o prémio CaixaResearch de Investigação em Saúde 2023, iniciativa promovida pela Fundação ?la Caixa? que teve lugar ontem em Barcelona, na Espanha. O investigador minhoto garantiu o prémio de cerca de um milhão de euros com um projeto sobre lesões da espinal medula que baseia na criação de um novo dispositivo e tratamento de forma a regenerar o tecido nervoso levando a ganhos funcionais.

Este projeto tem a colaboração do Laboratório Ibérico Internacional de Nanotecnologia (INL) o que possibilita a interação entre especialistas em biologia e tecnologia numa área onde será possível impulsionar a inovação e o desenvolvimento de soluções avançadas para a regeneração de lesões da espinal medula.

?Uma lesão na espinal medula pode, por exemplo, acontecer devido a um acidente de carro ou até num mergulho para uma zona com pouca profundidade, onde o osso da coluna vertebral se parte e vai esmagar a espinal medula. Uma das consequências deste tipo de lesões é que a informação gerada no nosso cérebro não será trasmitida eficazmente pela espinal medula, logo, a informação ficará retida na zona da lesão e, como tal, torna-se impossível que os músculos do nosso corpo receberem ?as ordens? para andar?, começou por explicar o investigador. ?Todos os nossos orgãos situados abaixo do nível da lesão são também afetados podendo, por exemplo, levar à incapacidade de controlar orgãos como a bexiga ou o intestino?, sublinhou Nuno Silva que frisou que todo o trabalho da sua equipa ?se focou nesta problemática irá desde perceber porque é que não há uma regeneração da medula após estas lesões, até ao desenvolvimento de novos tratamentos, como é o exemplo deste projecto que visa desenvolver um dispositivo que vai combinar várias terapias?.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que, anualmente, se registem entre 40 e 80 casos de lesões da espinal medula por um milhão de habitantes. Embora a taxa de sobrevivência destas pessoas tenha aumentado de forma significativa nas últimas décadas, este tipo de lesão continua a provocar perturbações neurológicas com enormes repercussões na vida dos individuos afetados. Embora existam alguns tratamentos que permitem a recuperação parcial das funções neuronais, tirando partido de uma propriedade intrínseca do sistema nervoso central denominada neuroplasticidade, nenhum deles consegue atualmente reparar totalmente as áreas danificadas.

Sobre o prémio, Nuno Silva expressou a sua gratidão à Fundação La Caixa pelo apoio financeiro concedido e ao ICVS/Escola de Medicina pela infraestrutura e suporte que lhe permitiram alcançar esse reconhecimento. O investigador deixou ainda o agradecimento à sua equipa e colaboradores pelo ?trabalho árduo e dedicação contínua à investigação científica?, explicando que o ?a conquista deste prémio reforça o compromisso contínuo da universidade com a excelência em investigação científica e contribui para a reputação crescente da UMinho como uma instituição de referência na área da saúde e ciências da vida?.

A Fundação ?la Caixa? vai já na 7ª edição do Concurso CaixaResearch para projetos de investigação em biomedicina e saúde. O objetivo do concurso consiste em identificar e promover as iniciativas de excelência científica com potencial e impacto na sociedade, seja em investigação de base, clínica ou translacional, sendo que estes devem enquadrar-se nas áreas temáticas das neurociências, oncologia, doenças cardiovasculares e doenças metabólicas associadas, doenças infeciosas, assim como de tecnologias facilitadoras nas quatro áreas temáticas anteriores. Neste ano de 2023 o Concurso CaixaResearch de Investigação em Saúde 2023 atribuiu um total de 25,33 milhões de euros a 33 projetos de investigação biomédica. Dos projetos finalistas, um foi selecionado em colaboração com a Fundação Luzón e cinco em colaboração com a Fundação para a Ciência e a Tecnologia do Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior.

Texto: GCI

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Charmie está a ser testado no Bar dos SASUM

Charmie está a ser testado no Bar dos SASUM

Atualmente, o Charmie está a ser testado em ambiente real no bar dos Serviços de Ação Social da Universidade do Minho (SASUM), no edifício de Engenharia I, no polo de Azurém, em Guimarães, onde, em meio não controlado, interage com pessoas por meio de microfone e colunas, ouve os pedidos e fala com o cliente, manipula os produtos e transporta os pedidos, coloca na mesa do cliente, apanha objetos do chão, reconhece objetos e sabe qual a fiabilidade de estar certo ou errado.

O Charmie é um robô antropomórfico colaborativo, assistente doméstico e de cuidados de saúde, capaz de realizar tarefas de serviço genéricas em ambientes de cuidados de saúde e domésticos não normalizados. O projeto foi criado em 2017, por um grupo de estudantes do Laboratório de Automação e Robótica da Universidade do Minho (UMinho).

?O Charmie tem um objetivo social e, ao mesmo tempo, competitivo?, referiu o coordenador do projeto, o Professor Fernando Ribeiro. A equipa criadora do Robô está a testá-lo para poder funcionar em ambiente social (ambiente doméstico, hospitalar, lar de idosos, museus, etc.), tendo como propósito também, levá-lo, em julho do próximo ano, à RoboCup@Home, o maior evento de robótica a nível mundial que desafia os robôs a realizarem tarefas complexas em ambientes do quotidiano, para a qual estão a trabalhar para se qualificarem. ?Aproveitamos a competição porque nos põe prazos, obriga-nos a trabalhar em ambientes reais, pois, em laboratório, ele faz aquilo que queremos, é um ambiente controlado?, disse.

Na sua primeira participação no RoboCup, competição mundial de robôs que tem como objetivo principal promover a investigação e desenvolvimento em Robótica e em Inteligência Artificial, que decorreu em Bordéus, em julho de 2023, o Charmie alcançou um incrível 7.º lugar e a equipa da UMinho foi a melhor equipa estreante. ?O objetivo para este ano, primeiro, é tratar da qualificação, há muitas equipas a concorrer para poucos lugares. Depois dessa qualificação, almejamos algo acima do 7.º lugar, conseguir ficar no top 3 era excelente?, afirmou o team leader do projeto e aluno de doutoramento, Tiago Ribeiro.

O projeto iniciado há seis anos teve, desde logo, como objetivo, ?criar um robô que fosse capaz de ajudar em ambientes domésticos, médicos, ajuda a pessoas com mobilidade reduzida que precisam de ajuda em tarefas do dia a dia?, começou por referir o team leader. ?Éramos 5 ou 6 alunos, fomos falar com dois professores que se mostraram interessados em começar com o projeto, de lá até então, foram 6 anos de muito trabalho. Começamos com uma base com rodas que se movimentava pela casa, agora já temos um dorso que permite que possa pegar em objetos do chão, já temos um braço robótico que permite fazer uma variedade de tarefas, temos um sistema de visão e desvio de obstáculos. O Robô faz um mapeamento dos ambientes e depois movimenta-se, sabe onde estão as coisas?, explica Tiago Ribeiro.

Neste momento, os testes que têm sido feitos no bar dos SASUM, demonstram que o Charmie sabe servir às mesas de um restaurante. Começa por dialogar com o barman (pessoa responsável por ele) que lhe explica como deve atuar. Depois, vai à mesa, recolhe o pedido, confirma o pedido com a pessoa, vai ao barman que lhe entrega o pedido, coloca as coisas no tabuleiro e vai à mesa entregar.

?É um Robô móvel autónomo e antropomórfico, reconhece voz, fala e vê. Todo o projeto foi desenvolvido cá. Rodas, hardware, software, visão, exceto o braço que foi comprado, tudo o resto foi feito pelos nossos alunos?, frisou Fernando Ribeiro.

A evolução do projeto e as novas habilidades que possa vir a ter vão depender da imaginação da equipa e dos feedbacks que lhe vão chegando. ?Há pessoas que vêm aqui ver e dão-nos sugestões para outras capacidades que possamos explorar, umas possíveis, outras não! Neste momento estamos mais baseados nas provas da RoboCup, essas ele tem de as fazer bem. Ainda temos de melhorar muitas coisas, mas temos até julho para o pôr nos trinques?, concluiu o Professor.

Texto: Ana Marques

Foto: Ana Marques

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Universidade do Minho lidera nas patentes em Portugal

Universidade do Minho lidera nas patentes em Portugal

A Universidade do Minho é a instituição nacional com mais pedidos de ?famílias de patentes?, segundo o ?Barómetro Inventa 2023 – Patentes Made in Portugal?.

Os 69 registos desta academia incluem inovações médicas, biotecnológicas, de condução autónoma, de fabrico, de produção e de construção, entre outras. Os resultados reforçam o papel da UMinho como um dos motores de inovação do país e na sua ligação ao tecido económico-social.

Neste ranking anual elaborado pela consultora Inventa International segue-se a Bosch Portugal (55 patentes), que na última década tem tido intensa atividade conjunta de I&D com a UMinho. O top 5 da lista inclui ainda as universidades do Porto (25), de Aveiro (25) e de Lisboa (23).

O Barómetro Inventa agrega os registos que deram entrada no Instituto Nacional da Propriedade Industrial, no Instituto Europeu de Patentes, na Organização Mundial da Propriedade Intelectual, no Instituto Norte-Americano de Marcas e Patentes, no Instituto Chinês de Patentes, no Instituto de Propriedade Intelectual do Canadá e no INPI do Brasil. O ranking adota nesta quarta edição uma metodologia assente nos pedidos depositados (e já não em pedidos publicados), pois um pedido de patente fica em sigilo durante 18 meses, logo o ano 2021 é o mais recente para consulta pública nesse âmbito.

Este documento revela também que a maioria dos pedidos de patentes nacionais foi realizada por instituições de ensino superior e nas regiões Norte, Centro e Lisboa. Quanto a Portugal, apesar do notável desenvolvimento recente, apresenta um desempenho baixo em termos absolutos (18.353 patentes de 2010 a 2021) quando comparado por exemplo com França, Países Baixos ou Espanha, que tiveram respetivamente 45, 23 e 7 vezes mais pedidos de patentes nesse período.

Texto: GCI

Foto: Nuno Gonçalves