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UMinho assume natureza estruturante do pilar da investigação e da inovação para a sua missão

UMinho assume natureza estruturante do pilar da investigação e da inovação para a sua missão

Esta foi uma das premissas orientadoras da 1.ª edição do Research & Innovation Open Days que decorreu nos dias 30 e 31 de janeiro, na Universidade do Minho (UMinho), e juntou, nos sete painéis realizados, meia centena de oradores.

O evento procurou mostrar o melhor da investigação e da inovação desta academia, através de apresentações de projetos, de oradores e de posters, ?um momento muito importante para aprofundar o nosso conhecimento sobre a nossa realidade do sistema científico e inovação, reforçar esse conhecimento e criar condições para que novas articulações sejam criadas dentro da nossa própria comunidade?, começou por dizer o reitor da UMinho, Rui Vieira de Castro, na abertura oficial.

?Não há certamente nenhuma dúvida acerca da natureza estruturante do pilar da investigação e da inovação na concretização da missão da UMinho?, afirmou o responsável da academia Minhota, apontando que cabe à instituição, ?contribuir para o alargamento das fronteiras do conhecimento humano? e ?criar condições que permitam a transposição, transferência, a contextualização dos saberes que aqui são produzidos, para outros contextos, tornando o conhecimento efetivo fator de transformação social e económica?.

Para que isto aconteça, indicou que é preciso garantir determinadas condições, tais como: a existência de uma comunidade de investigadores forte. Neste sentido, realçou o momento ?estimulante? que se atravessa relativamente ao futuro e ao facto de a instituição querer ou não uma comunidade alargada de investigadores profissionais, chamando a atenção para as oportunidades que estão neste momento criadas, os instrumentos disponíveis, expondo que ?estão disponíveis durante um período relativamente curto de tempo, o nosso tempo de decisão não é muito longo?, assumindo que a posição da reitoria é a de que ?temos de aproveitar essa oportunidade?, declarando que ?pode ser uma oportunidade única para integrarmos, no quadro das nossas carreiras de investigação, um número significativo de investigadores, e por essa via, capacitarmos mais a nossa comunidade?.

Além desta, é preciso garantir as estruturas de recursos humanos que apoiam a atividade científica e tecnológica, a UMinho tem 30 centros de investigação, 13 laboratórios colaborativos, nove laboratórios associados, 12 unidades de interface e 48 spin-offs. ?Pensar estas estruturas, pensar a complexidade deste sistema a partir da nossa realidade, será muito oportuno?, disse.

Como terceira condição, Rui Vieira de Castro coloca a existência de infraestruturas relevantes, dando como exemplos, na UMinho, o recente inaugurado TERM Research Hub (engenharia de tecidos), o MIRRI (recursos microbianos), ?dois excelentes exemplos da capacidade de desenvolver infraestruturas de grande qualidade?, patenteou.

Outra das condições é, segundo este, a internacionalização da investigação, sublinhando que 50% da produção científica da UMinho é feita no quadro de colaborações internacionais, ?condição para estarmos no ponto em que estamos no panorama nacional e internacional?, apontando que a ideia é ?avançar com parcerias estratégicas com instituições de referência no contexto internacional?.

Como última condição, indicou a ?ciência aberta?, um caminho que tem sido feito pela UMinho e que diz ser ?irrecusável?.

Concluindo, o reitor da UMinho reconhece a existência, na academia minhota, de recursos humanos de enorme qualidade, a existência de unidades de investigação e inovação fortes, estruturadas e com uma atividade muito intensa, a existências de boas infraestruturas, a adoção de orientações e de práticas que são as adotadas pelas comunidades científicas de referência, afirmando que embora nem tudo esteja bem ?temos claramente um enorme potencial?, esclareceu.

Terminando, disse contar com a comunidade científica para o ?muito caminho que há ainda a percorrer e a fazer?.

Para o vice-reitor para a Investigação e Inovação, Eugénio Campos Ferreira, “esta é uma amostra da nossa investigação e da inovação que temos mantido. Uma oportunidade para os jovens investigadores e para os próprios alunos que estão inseridos desde muito cedo em laboratórios de investigação, tomarem contacto com investigadores mais seniores, ouvirem as suas experiências de vida, os seus percursos, a apresentação de resultados e a motivação para a preparação de projetos que são bem-sucedidos para a captura de financiamento”, disse.

Texto: Ana Marques

Foto: Nuno Gonçalves

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Best-of da investigação da UMinho vai ser apresentado

Best-of da investigação da UMinho vai ser apresentado

Sabia que a Universidade do Minho tem mais de 600 projetos científicos em curso, envolvendo quase 230 milhões de euros e 3000 investigadores e professores? E que é líder nacional em patentes, tem 65 cientistas no grupo dos 2% mais citados no mundo e acolhe o principal supercomputador português?

O melhor da investigação e inovação desta academia vai ser conhecido a 30 e 31 de janeiro, na 1ª edição dos ?UMinho Research & Innovation Open Days?. O edifício 2 do campus de Gualtar (Braga) está a ?vestir-se de gala? para as apresentações de projetos, de oradores e de posters. E há muito para descobrir entre 30 centros de investigação, 13 laboratórios colaborativos, nove laboratórios associados, 12 unidades de interface e 48 spin-offs.

A abertura oficial é na terça-feira às 9h15, no auditório B1, com o reitor, Rui Vieira de Castro e o vice-reitor para a Investigação e Inovação, Eugénio Campos Ferreira. O painel inicial junta três vencedores da bolsa do Conselho Europeu de Investigação, a mais prestigiada na UE: Ana João Rodrigues tem analisado o prazer e a aversão no cérebro, Paulo Lourenço estuda o património histórico perante sismos e Alexandra Marques cria modelos 3D de tecidos de pele doentes.

Após um intervalo para sessões de posters e networking, o segundo painel conta às 11h15 com representantes dos laboratórios associados AR-NET, ICVS/3B?s, Labbels, ARISE, LASI, INESC TEC, LaPMET, LIP e IN2PAST. Às 14h30, dá-se a voz a outras unidades deste ecossistema de inovação: DTx, CCG, ProChild, Colab4Food, Fibrenamics, PIEP, TecMinho e Karion Therapeutics. Em paralelo, no auditório B2, nove jovens cientistas vão divulgar em formato pitch os seus projetos, ligados aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU. Este formato repete-se na manhã seguinte, com mais nove investigações promissoras.

Afirmação internacional

A cooperação internacional vai ser avaliada às 15h30, com Rui Munhá, pivô para questões europeias na Fundação para a Ciência e a Tecnologia, e os investigadores José Manuel Méijome, do Centro de Física, e José Campos e Matos, do Instituto para a Sustentabilidade e Inovação em Engenharia de Estruturas. Já a mesa redonda sobre publicações científicas de acesso livre para todos traz duas referências na área ? Eloy Rodrigues e Pedro Príncipe, dos Serviços de Documentação e Bibliotecas da UMinho.

O programa de sexta-feira abre a debater os processos de publicação científica e a integridade, prevendo-se depoimentos do editor do ?EMBO Journal?, William Teale, e da delegada económica da Embaixada dos EUA em Lisboa, Sona Ramesh. É às 9h30, no auditório B2. Ao lado, no B1, valoriza-se a participação da UMinho na Rede Nacional de Infraestruturas Científicas, como o TERM Research Hub (engenharia de tecidos), o MIRRI (recursos microbianos), o Biodata.pt (dados biológicos), o OPENSCREEN (bioquímica) e o DataLab (populações). Às 11h00, é a vez de se conhecer quatro estudos sobre alimentos, genética, infeções e literatura, realizados em parceria com a Universidade de São Paulo (Brasil).

A sessão de encerramento é pelas 12h00, com as intervenções do vice-reitor Eugénio Campos Ferreira e da pró-reitora para os Projetos Científicos e Gestão da Investigação, Sandra Paiva.

Texto: GCI

Foto: Nuno Gonçalves

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UMinho receberá 1,73 milhões para contratação de investigadores

UMinho receberá 1,73 milhões para contratação de investigadores

A verba global de 20 milhões vem do Orçamento do Estado (OE) para 2024, e destina-se a contratar investigadores doutorados para as instituições de ensino superior público. A Universidade do Minho (UMinho) irá receber cerca de 1,73 milhões, verba que terá de ser executada em 2024.

A iniciativa ?Reitor conversa com? os Investigadores?, como seria de esperar, contou com um elevado número de participantes que, como lembrou o Reitor da UMinho, Rui Vieira de Castro ?é um indicador de uma realidade relativamente recente na UMinho, e que tem a ver com a expressão que nela tem o corpo de investigadores?. Submetida ao tema ?FCT Tenure ? A posição da Universidade do Minho?, a conversa foi introduzida pelo responsável máximo da Universidade que prestou algumas informações, ao que se seguiu a sessão de perguntas e respostas entre investigadores, reitor e vice-reitor com a pasta da Investigação e Inovação, Eugénio Campos Ferreira.

Estimulada por um quadro de indefinição acerca de aspetos fundamentais do sistema científico, designadamente os caminhos a prosseguir para a consolidação das carreiras de investigação, neste diálogo, Rui Vieira de Castro realçou que a UMinho tem um desempenho, na dimensão de investigação, que é ?reconhecido?, sendo reconhecida também a sua natureza de ?Universidade de investigação?. Para isto muito contribuiu ?a qualidade dos nossos investigadores?, a ?qualidade dos nossos docentes que têm também atividade de investigação?, e a ?qualidade das várias direções das unidades de investigação?, disse.

Reconhecendo o ?momento crítico? do sistema científico nacional e da UMinho, momento que segundo este ?vai jogar? o futuro do sistema científico, o Reitor da UMinho afiança que o momento foi antecipado e levou as Universidades a desenvolver iniciativas no sentido de se preparar um processo de transição que assegurasse que as centenas de investigadores com contratos celebrados no âmbito da norma transitória e que se aproximam do fim, não eram perdidos para o sistema, o que traria ?impactos brutais no desempenho desse mesmo sistema?, disse. 

Perante a situação, foram encontradas duas soluções, o Governo lançou o “Programa FCT-Tenure” para cofinanciamento da contratação de até 1000 investigadores doutorados, exclusivamente para posições permanentes, prevendo-se a abertura de 400 posições adicionais na edição de 2025. Após várias interações com o Governo, segundo o responsável da UMinho ?o resultado ficou aquém das expectativas?, sublinhando que resultou num ?programa de médio prazo, mas que não resolve aquilo que pode resultar de impacto financeiro para as instituições?, disse.

Além deste, o Governo anunciou 20 milhões para instituições de ensino superior públicas contratarem investigadores doutorados para a carreira de investigação científica. As verbas deste mecanismo de financiamento adicional visam reforçar ?as suas dotações orçamentais para 2024 e exclusivamente para a contratação por tempo indeterminado de investigadores?, sublinhou.

A UMinho deverá receber cerca de 1,73 milhões, o problema, segundo o responsável, ?é a sua execução?, terá para ser feita em 2024 e só deverá contemplar um terço dos encargos com essa contratação.

Os dois mecanismos são diferenciados, sendo este último, uma ?forma complementar ao programa FCT-Tenure?, referiu o Reitor, esperando que este ?se mantenha para sempre. O objetivo é que estes instrumentos permitam o reforço da UMinho?, declarou.

Na primeira quinzena de fevereiro aguardam-se ?decisões importantes? neste âmbito, anunciou o Reitor.

Texto: Ana Marques

Foto: Nuno Gonçalves

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Congresso da Sopcom teve palco na UMinho pela segunda vez

Congresso da Sopcom teve palco na UMinho pela segunda vez

A Universidade do Minho (UMinho) recebeu, pela segunda vez, o Congresso da Sopcom (Associação Portuguesa de Ciências da Comunicação). O evento, decorrido entre 24 e 26 de janeiro, juntou mais de 300 participantes que debateram o tema ?Comunicação, Culturas e Comunidades?, destacando-se o facto de muitas das vozes intervenientes sublinharem a falta de tempo para reflexão sobre o papel do jornalismo nas sociedades de hoje.

Coordenado pelo Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade (CECS) da UMinho, a abertura da 13.ª edição do Congresso da Sopcom coube a Madalena Oliveira, presidente da Sopcom, que assinalou o momento ?intranquilo? que o mundo atravessa no geral, bem como a ?dramática situação do jornalismo e dos jornalistas? em Portugal, apontando que não deve ser dispensada ?uma reflexão mais abrangente sobre o modo como reconhecemos e atribuímos ou não valor a informação de qualidade e à missão de escrutínio público que há muito delegamos em quem escreve a história conjugando o presente como tempo verbal?.

?Movidos por paixão, mais do que pelo prestígio ou por uma aspiração de riqueza, movidos por uma maldita paixão que suporta a precariedade (como também disse Pedro Coelho na abertura do V Congresso dos jornalistas portugueses), movidos por uma paixão mal agradecida, os jornalistas são uma espécie de ativistas de uma cultura de verdade e de liberdade?, afirmou Madalena Oliveira, transmitindo que ?colocá-los no centro dos nossos debates académicos não seria, neste Congresso Sopcom, apenas uma questão de oportunidade, mas um dever?, concluiu.

Na impossibilidade de estar presente no congresso, o ministro da Cultura, Pedro Adão, deixou uma mensagem onde relevou a ?pertinência? do Congresso, afirmando que ?é fundamental haver espaço e tempo para a reflexão?.

Sobre o presente e futuro da comunicação social, patenteou que por vezes se deixa para trás ?a responsabilidade e a forma como deve ser pensada e repensada a oferta de comunicação social e do jornalismo em particular?, indicando como causa ?a falta de um tempo lento de reflexão? e aconselhando a que ?vale a pena regressar ao tempo lento da leitura e da oferta da comunicação também ela própria, trabalhada, lenta e com um ritmo distinto daquela que temos hoje?.

O reitor da UMinho, Rui Vieira de Castro, sinalizou as ciências sociais como área ?seminal? da UMinho há praticamente 50 anos, garantindo que a aposta nas Ciências da Comunicação é ?claramente uma aposta ganha?. Apesar disso, frisou que ?as apostas não são ganhas para sempre e precisamos em contínuo de nos colocarmos novos desafios, de encontrarmos novas formas de organização, de explorarmos novas dimensões de atividade para que esse ganho seja contínuo?, disse.

O responsável da Universidade assegurou não ter qualquer dúvida sobre a ?centralidade?, a ?natureza fundamental das relações entre democracia e comunicação social?, afirmando que ?uma comunicação social livre é um pilar fundamental das democracias?.

Realçando que “a crise do jornalismo a que estamos a assistir em Portugal é muitíssimo preocupante”, pelo que está a implicar de debilitação da nossa própria democracia, Rui Vieira de Castro apelou a uma ?reflexão sobre o atual estado das coisas?.

A Sopcom completou, em 2023, cinco anos de existência e tem hoje cerca de 600 membros.

Texto: Ana Marques

Foto: CECS

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O Reitor conversa com? os Investigadores

O Reitor conversa com? os Investigadores

Em mais uma edição do ciclo de diálogos com as unidades orgânicas, os corpos e os membros da nossa Academia, o Reitor convida os Investigadores da Universidade do Minho a participarem numa sessão de informação e debate com o tema ?FCT Tenure ? A posição da Universidade do Minho. A sessão vai realizar-se esta quinta-feira, dia 25 de janeiro, pelas 15h00, no auditório A1 (edifício 1) do campus de Gualtar, em Braga.

Num quadro de indefinição acerca de aspetos fundamentais do sistema científico, designadamente os caminhos a prosseguir para a consolidação das carreiras de investigação, importa debater a política de emprego científico em Portugal e o necessário investimento nas pessoas que decidiram dedicar-se a fazer Ciência no nosso país.

A Universidade do Minho tem participado ativamente neste debate e desafiamos todos os investigadores a estarem presentes na sessão.

Texto: GCI

Foto: Nuno Gonçalves

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?Maior aproximação da Academia? será o mote da AAUMinho para 2024

?Maior aproximação da Academia? será o mote da AAUMinho para 2024

A nova direção da Associação Académica da Universidade do Minho (AAUMinho) tomou posse no passado dia 19 de janeiro, Margarida Isaías assume um segundo mandato à frente da estrutura estudantil, destacando uma ?equipa renovada e representativa?.

A cerimónia de tomada de posse dos Órgãos Sociais da AAUMinho realizou-se no Salão Medieval da Reitoria da Universidade do Minho. Além de Margarida Isaías e toda a sua equipa, tomaram posse Francisco Silva, estudante do Mestrado de Gestão de Projetos de Engenharia, como presidente do Conselho Fiscal e Jurisdicional, e Sónia Fernandes, estudante do Mestrado Integrado em Engenharia e Gestão Industrial, como presidente da Mesa da Reunião Geral de Alunos.

Num balanço do anterior mandato, a presidente empossada disse acreditar que a sua direção ajudou a tornar a AAUMinho e a Universidade ?espaços melhores?, apesar das ?enormes barreiras? e ?dificuldades? com que desenvolveram o seu trabalho nas mais diversas áreas.

Afirmando que, como representantes máximos dos estudantes da UMinho, preocupa-os ?a participação estudantil na Universidade e o desaparecimento do conceito dos estudantes no centro da Universidade Minho?. Inquietando-os ainda o contexto político nacional, ?preocupa-nos a instabilidade, as prioridades, a democracia?, disse.

Reafirmando o seu compromisso perante a academia, destacou a ?equipa renovada e representativa? que apresentou para este novo mandato, mostrando-se convicta de que têm todas as ferramentas necessárias para responder às necessidades dos estudantes da UMinho e compreendendo a ?importância vital de maior aproximação da academia para exponenciar o impacto da AAUMinho, dos estudantes na Universidade, na região e no país?. Este é o nosso mote para 2024, ?a aproximação da Academia?, afirmou. Uma aproximação que quer ?da Academia ao país, às cidades, à Universidade entre si, e claro, a aproximação ainda mais estreita da AAUMInho à Academia, aos estudantes?, sublinhou.

Apontando que muitas melhorias foram feitas em 2023, indicou que também muitos passos foram dados para trás. ?Se o financiamento ao ensino superior aumentou, foram também reduzidos os apoios às associações estudantis e juvenis pelo Instituto Português do Desporto e Juventude, não aumentaram os apoios às atividades destas associações que são o motor das universidades. Se a propina irá ser devolvida no final do curso como medida de fixação dos jovens, muitos são aqueles que são privados do acesso e frequência do ensino superior por dificuldades económicas e falhas na ação social?, disse. Acrescentando ainda que se o financiamento às instituições de ensino superior aumentou, ?não foi com obrigação do aumento do financiamento aos Serviços de Ação Social?.

Margarida Isaías disse ainda quererem ?aproximar a academia do país, mas não o podemos fazer sem aproximar as academias?, pelo que todas devem trabalhar em prol da mesma missão ?os estudantes?, ?o ensino superior em Portugal?. Apelando a que deixem ?a representatividade e democracia atuarem?. Patenteando também querer aproximar a academia às cidades, ?mas não o podemos fazer sem que as cidades se aproximem academia?, afirmando contar com as cidades que rodeiam a Universidade no trabalho por ?mais alojamento universitário, por um acesso universal e gratuito de transportes públicos municipais e intermunicipais?. Assinalando ainda quererem aproximar a academia da Universidade, ?mas não o podemos fazer sem que a Universidade se aproxime da academia, dos estudantes?, declarou. Realçando que a ?redução da representatividade nos órgãos de gestão, o desinvestimento e a falta de apoios aos Serviços de Ação Social e aos estudantes, afastam a Universidade da academia e afastam a academia da Universidade até não haver mais academia?, disse.

Terminando, e falando aos estudantes, declarou que ?a aproximação à academia é a nossa alavanca para um ano cheio de trabalho, desafios e, certamente, de concretizações?. ?O futuro passa pela Educação, passa por vocês e passa pelo ensino superior?.

A dirigente associativa revelou ainda que a Gata na Praia decorrerá de 23 a 28 de março, e o Enterro da Gata será de 3 a 10 de maio.

A Vice-reitora para a Educação e Mobilidade Académica, Filomena Soares, em representação do Reitor, evidenciou o ?papel crucial? da AAUMinho na vida académica da Universidade ?servindo como uma voz representativa e um agente de mudança positiva?. Afirmando que ?o vosso sucesso será também o sucesso da nossa Universidade?. Sublinhando que o papel do estudante é ?cada vez mais complexo e mais exigente?, assegurou à nova direção que ?encontrarão apoio total da reitoria, encorajamos a colaboração aberta e construtiva, pois acreditamos que juntos podemos superar os desafios, identificar oportunidades e criar um ambiente académico ainda mais vibrante e enriquecedor para todos?.

Texto: Ana Marques

Foto: AAUMinho

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Arqueologia Urbana: desafios e perspetivas

Arqueologia Urbana: desafios e perspetivas

Artigo de opinião ? Fernanda Magalhães , Professora Auxiliar do Instituto de Ciências Sociais, Universidade do Minho.

A arqueologia urbana tem sido um dos setores da atividade arqueológica que mais contribuiu para a afirmação profissional da arqueologia nas últimas décadas. No entanto, urge questionar o seu real impacto social, quando, em muitas situações, a utilidade cognitiva, social e económica da generalidade das escavações urbanas preventivas que são praticadas na maioria das cidades portuguesas é questionada e colocada em causa.

De facto, a cidade histórica deve ser perspetivada como um único sítio arqueológico, que se vai conhecendo a partir das intervenções arqueológicas que nele se realizam. Em Braga, são múltiplas as situações em que, por vezes, decorrem décadas até que se possa compreender e interpretar devidamente o significado das estruturas arquitetónicas, muitas vezes escavadas sectorialmente e como tal difíceis de compreender, sobretudo quando estamos perante grandes edifícios. Foi isso que aconteceu na intervenção arqueológica realizada, entre 2022 e 2023, pela Unidade de Arqueologia da Universidade do Minho, na rua Nossa Senhora do Leite, em Braga. A cooperação entre as instituições é por isso indispensável para que a informação seja tratada de forma integrada e possa contribuir para o conhecimento da cidade e das suas mudanças ao longo do tempo. A ineficácia das políticas liberalizantes no mercado de trabalho de arqueologia tem originado a intervenção descoordenada de várias equipas no meio urbano, a qual dificilmente se pode traduzir em conhecimento útil, ou no bem público, seja ele a conservação do património, ou o seu uso para benefício das comunidades e da economia.

Nesse sentido, é imperativo que nos posicionemos a favor do estudo continuado das cidades, que deve estar assente numa legislação abrangente e responsável cimentada nas boas práticas relacionadas com a gestão do património urbano. Dessa maneira, a atividade arqueológica poderá conduzir à criação de novos patrimónios, à resolução de problemas de investigação que são hipóteses de pesquisa, bem como contribuir para a socialização do património em conjunto com a cidadania.

Partilhamos, por isso, da convicção de que a arqueologia urbana não pode ser reduzida a um somatório de intervenções desgarradas, feitas por diversas equipas para possibilitar o desenvolvimento de processos imobiliários. Sendo certo que a arqueologia urbana constitui um dos domínios mais complexos e exigentes da intervenção arqueológica, os seus resultados são fundamentais ao planeamento e reabilitação urbana, uma vez que estes só podem ser corretamente viabilizados quando os agentes neles envolvidos estão devidamente informados sobre os impactos da sua atuação no subsolo.

Assim, a arqueologia urbana deve efetivamente contribuir para compreender o processo histórico da evolução das cidades, mas também para a criação de novos patrimónios, para consolidar a identidade das cidades e aumentar a autoestima dos seus residentes, com um impacto muito positivo na economia das cidades, contribuindo para aumentar a atração turística e o desenvolvimento das chamadas indústrias culturais e criativas.

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Estudante da UMinho foi contemplado com Bolsa Universitária de Mérito APIFARMA

Estudante da UMinho foi contemplado com Bolsa Universitária de Mérito APIFARMA

Eduardo Freitas Felgueiras é estudante do 1.º ano da Licenciatura em Direito da Universidade do Minho (UMinho) e foi um dos 10 primeiros premiados com a Bolsa Universitária de Mérito APIFARMA, cujo objetivo é promover a igualdade de oportunidades no acesso ao ensino superior a alunos com mérito académico e com insuficiência económica.

O estudante proveniente do Concelho de Amares concorreu ao ensino superior com média de ingresso de 19,1 valores, tendo recebido a bolsa na cerimónia realizada no passado dia 16 de novembro, no Salão Nobre da Reitoria da Universidade de Lisboa.

Esta bolsa, lançada em 2023, resulta de uma parceria entre a Associação Portuguesa da Indústria Farmacêutica (APIFARMA) e o Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas (CRUP) e conta com o Alto Patrocínio de Sua Excelência o Presidente da República. Esta tem como objetivos apoiar o conhecimento e a formação académica como verdadeiros motores do progresso e da promoção social.

Anualmente serão 10 os estudantes selecionados para receber a bolsa de estudos que terá o valor de 6 mil euros cada uma, em cada ano letivo. Para serem selecionados, os candidatos têm de cumprir algumas condições, tais como, ter nacionalidade portuguesa, estarem a inscrever-se pela primeira vez no ensino superior público e que nele permanecerem todo o ciclo de estudos, ou seja, licenciatura e/ou mestrado integrado, terem nota de candidatura superior a 17 valores e comprovarem ter recursos económicos reduzidos.

As candidaturas a esta bolsa deverão ser feitas entre 1 e 31 de agosto, sendo paga nos meses de outubro, janeiro, março e maio.

Todas as informações sobre esta bolsa em: https://apifarmabolsamerito.uingress.com/

Texto: Ana Marques

Foto: APIFARMA

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Nova presidência da EEG promete estar ?à altura do legado deixado?

Nova presidência da EEG promete estar ?à altura do legado deixado?

Luís Aguiar-Conraria é o novo presidente da Escola de Economia e Gestão da Universidade do Minho (EEG) para o triénio 2024/26. Na tomada de posse da nova direção, que decorreu no passado dia 5 de janeiro, o presidente empossado declarou querer dar continuidade ao trabalho feito pela direção anterior, prometendo estar ?à altura do legado deixado?. Foram ainda empossados, como vice-presidentes, Carlos Menezes, Miguel Ângelo Rodrigues e Rita Sousa.

Na cerimónia, decorrida no auditório dst da EEG, no campus de Gualtar, em Braga, Luís Aguiar-Conraria afirmou que a investigação é ?trave-mestra? da Escola, indicando que a EEG faz dela o seu ?pilar? e uma ?vantagem comparativa? relativamente a outras escolas da mesma área no país. Uma reputação alicerçada na qualidade da sua investigação científica que afirmou ?possibilita manter e obter as acreditações internacionais?, e através destas, a EEG tem conseguido ?reter e atrair, para todos os ciclos de ensino, os melhores alunos da região e alunos internacionais?, disse. Sublinhando ainda que é o reconhecimento da qualidade da investigação que permite à Escola ?apostar na consultoria de qualidade? e ?vai continuar a permitir desenvolver a UMinhoExec e a sua interação com a sociedade?, apontou.

Posto isto, o presidente empossado promete que o reforço da internacionalização será uma das apostas, nomeadamente, conquistar as “três joias da coroa” no que toca à acreditação de cursos a nível internacional.

Asseverando que a sua Escola é a ?melhor em diversos domínios?, indicou que o que mais a distingue das outras escolas e faculdades de Economia e Gestão do país, é o facto de ter nos seus quadros especialistas em geopolítica e resolução de conflitos internacionais, ?uma vantagem competitiva que devemos explorar?, patenteou. Destacando ainda a Administração Pública, área que se tem destacado ao nível da formação de quadros do Estado, a qual indicou ?pretendemos aprofundar?.

Luís Aguiar-Conraria aproveitou a oportunidade, apesar de ter afirmado que não queria zangas, pelo menos para já, com o Reitor, para se queixar, referindo que ?é penoso ver os nossos colegas ganhar concursos de outras universidades?, sublinhando que a UMinho tem perdido e continuará a perder professores para outras universidades por falta de oportunidades. ?Se queremos um futuro risonho e se queremos cumprir o nosso potencial, temos de estancar esta hemorragia?, declarou.

O novo presidente deixou ainda um desafio às outras escolas da UMinho e entidades presentes, ?mais colaboração?, afirmando a necessidade de se ?encontrar mais formas de colaborar e trabalharmos juntos?.

Sobre a UMinhoExec, apesar do seu crescimento e afirmação no mercado, ?falta dar um passo?, pedindo à reitoria e às entidades presentes um edifício próprio, ?o nosso público-alvo não é compatível com as salas de aula dos nossos complexos pedagógicos, é um público diferenciado?, expôs.

Rui Vieira de Castro deixou algumas preocupações e objetivos que devem orientar a nova equipa da presidência, sublinhando que a EEG tem ?um papel muito particular? no quadro das unidades orgânicas da UMinho, um papel que tem sido de crescimento, incentivando a nova direção a ?prosseguir o esforço de acreditação internacional?.

Quanto à questão dos recursos humanos, e em particular dos docentes, o Reitor apontou que a UMinho ?nunca esteve numa posição de grande debilidade?, apesar do esforço grande que tem feito para abrir concursos de promoção, sendo que pelo menos metade dos seus docentes são catedráticos e associados. Para fazer face ao problema da saída de professores, apontou a possibilidade de firmar um contrato-programa com a EEG, com foco nos recursos humanos, que explane os ?compromissos da Escola relativamente ao seu desempenho?, disse.

O responsável máximo da UMinho disse ainda que a EEG tem espaço para crescimento, não estando a ser aproveitado ?eficientemente aquilo que é o nosso potencial, nomeadamente na Administração Pública?. Apontado ainda que a EEG deve apostar na formação não conferente de grau, ?o futuro das universidades vai passar obrigatoriamente por aí?, disse. Aconselhando também a EEG a clarificar a natureza do projeto da UMinhoExec.

Para terminar, assegurou que a Escola atingiu um nível muito bom, mas tem condições para ir mais longe. ?Não podemos, no ensino superior, repousar sobre os louros?, rematou.

Texto: Ana Marques

Foto: Nuno Gonçalves

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Maurício Queiroz venceu o “Prémio de Melhor Estágio 2023”

Maurício Queiroz venceu o "Prémio de Melhor Estágio 2023"

Após ter vencido, em julho passado, o prémio de Melhor Estágio da Região Norte 2023, o trabalhador dos Serviços de Ação Social da Universidade do Minho (SASUM), foi galardoado, desta vez, com o “Prémio de Melhor Estágio 2023”, a nível nacional.

O prémio foi atribuído durante as comemorações do Dia Nacional do Engenheiro, que decorreram nos dias 25 e 26 de novembro, na cidade de Aveiro. A data assinalou a criação da Ordem dos Engenheiros (OE), que, em 2023, cumpriu 87 anos de existência enquanto Ordem Profissional e 154 anos enquanto Associação representativa dos Engenheiros. O galardão foi atribuído pela OE, em dez categorias, tendo sido entregue um cheque com um valor monetário de 1000 euros a cada premiado.

A Sessão Solene de homenagem e distinção dos Engenheiros portugueses realizou-se no Centro de Congressos de Aveiro, no dia 25, durante a qual foram premiados os Melhores Estágios de 2023 nos diversos colégios, além da atribuição de distinções, medalhas e diplomas.

Maurício Queiroz, licenciado em Engenharia de Sistemas Informáticos e Mestre em Engenharia Informática, recebeu o prémio de Melhor Estágio 2023, por ter sido selecionado como o melhor estágio de admissão à Ordem dos Engenheiros, no âmbito do Colégio de Engenharia Informática.

O especialista de Informática foi selecionado entre vários candidatos da região norte, centro, sul e arquipélagos (três por cada região), tendo sido o escolhido pelo trabalho realizado nos SASUM, o qual visou melhorar as capacidades analíticas dos Serviços relativamente às vendas efetuadas na sua atividade alimentar (cantinas, bares, grills, serviço de takeaway e restaurantes). O mecanismo resultante do estágio vai permitir à organização, investigar a origem das suas vendas num espaço de tempo mais alargado e refinado, possibilitando efetuar, por exemplo, simulações de alterações à sua estratégia de vendas. O estágio teve a supervisão do Professor António Luís Duarte Costa do Departamento de Informática da UMinho.

?Receber o “Prémio de Melhor Estágio 2023” a nível nacional foi uma experiência extraordinária e extremamente significativa para mim, tanto em termos pessoais, quanto profissionais. Este reconhecimento veio em um momento muito especial, no dia do meu aniversário, o que tornou essa conquista ainda mais memorável e marcante.

Em termos pessoais, o prémio representa uma realização que vai para além das minhas expectativas. Ser agraciado com um prémio de elevada responsabilidade como este, é, sem dúvida, uma fonte de grande satisfação e orgulho. A coincidência de receber essa distinção no meu aniversário adiciona um significado adicional, tornando este dia uma celebração duplamente especial. É um presente que não apenas valida o meu trabalho, mas também destaca a importância de perseverar nas minhas metas e compromissos profissionais.

Profissionalmente, este prémio é um testemunho do esforço contínuo que investi no meu trabalho. Muitas vezes, as contribuições individuais podem passar despercebidas, mas este prémio destaca que mesmo as realizações de uma “formiguinha” não passam despercebidas no cenário profissional. É um reconhecimento valioso do meu empenho, dedicação e das habilidades que desenvolvi ao longo de todo o percurso nos SASUM. Este prémio não só valida o meu percurso até agora, mas também me inspira a continuar a buscar a excelência e a inovação na minha carreira.

Em última análise, este prémio nacional é mais do que uma simples distinção, é um impulso motivacional que reforça a importância do trabalho árduo e da busca pela excelência. Estou profundamente grato pela oportunidade de ver o meu esforço reconhecido em um âmbito tão prestigiado como o Dia Nacional do Engenheiro. Este prémio não só representa uma conquista pessoal e profissional, mas também reforça o compromisso contínuo que tenho em contribuir para o avanço da Engenharia Informática.

Agradeço sinceramente pela honra de receber este prémio e estou ansioso para continuar a crescer e contribuir positivamente para a minha área de atuação.?

No passado dia 4 de novembro, na cerimónia de receção aos novos membros, o trabalhador dos SASUM também recebeu o ?Diploma de Membro Efetivo? da Ordem dos Engenheiros da Região Norte.

Maurício da Costa Queiroz desempenha funções nos SASUM há 26 anos, atualmente é especialista de Informática, grau 1, nível 3, com a função de coordenador técnico, na Divisão de Sistemas de Informação.

O evento juntou mais de 450 pessoas entre autoridades, convidados e engenheiros, para um dia que foi, não só de celebração da Engenharia, mas também de homenagens e reconhecimentos. A sessão contou ainda com a presença do Bastonário da Ordem dos Engenheiros, Fernando de Almeida Santos, do Vice-Presidente da Câmara Municipal de Aveiro, Rogério Paulo dos Santos Carlos em representação do Presidente, do Presidente da World Federation of Engineering Organizations (WFEO), José Vieira, entre outros.

Texto: Ana Marques

Foto: Ordem dos Engenheiros