António Costa na UMinho para os 50 anos do primeiro curso de Relações Internacionais em Portugal
GCI ⠿ 27-04-2026 16:00
Presidente do Conselho Europeu abre na terça-feira os colóquios deste curso pioneiro da academia minhota e influente no mundo.
O presidente do Conselho Europeu, António Costa, vai proferir na próxima terça-feira, 28 de abril, a conferência de abertura dos XLVII Colóquios de Relações Internacionais da Universidade do Minho. O evento começa pelas 11h00, no salão medieval do edifício da Reitoria, no centro de Braga, e insere-se nos 50 anos da licenciatura em Relações Internacionais da UMinho, pioneira em Portugal. O momento conta com o reitor da UMinho, Pedro Arezes, e a estudante e presidente do Centro de Estudos do Curso de Relações Internacionais (CECRI), Renata Costa Silva. António Costa vai também assinar o livro de honra e visitar a exposição do cinquentenário daquela licenciatura.
Os Colóquios têm o tema “50 Anos de Dinâmicas Globais: onde as potências colidem, as sombras se prolongam e a Europa estremece", reunindo até quarta-feira académicos, diplomatas e peritos de vários países, como Vera Ageeva (Instituto de Estudos Políticos de Paris), Alexander Betts (Universidade de Oxford), Farai Chipato (Universidade de Glasgow), Hugo Sobral (diretor-geral adjunto de Política Regional e Urbana da Comissão Europeia), João Vale de Almeida (ex-embaixador da UE junto dos EUA, ONU e Reino Unido), Susana Réfega (diretora executiva do Movimento Laudato Si) e Daniel Cardoso (Universidade Autónoma). O programa do segundo dia tem lugar no auditório A1 do campus de Gualtar, em Braga.
Curso marcou a abertura do país
As aulas na UMinho começaram em dezembro de 1975, incluindo então o curso inovador de Línguas Vivas e Relações Internacionais, que contribuiu para a abertura de Portugal no pós-25 de Abril. A formação surgiu por influência de Lúcio Craveiro da Silva, cofundador desta academia e depois reitor. As aulas foram em edifícios no centro da cidade e, desde 1989, no campus de Gualtar. De bacharelato evoluiu-se para licenciatura, depois para cinco anos, com dois ramos (Ciência Política; Económicas e Políticas) e, após a Declaração de Bolonha, par?a três anos, estando afeto à atual Escola de Economia, Gestão e Ciência Política (EEG). Embaixadores como Albano Nogueira, Luiz Gaspar da Silva e José Manuel Villas-Boas estiveram entre os docentes convidados.
Já os Colóquios de Relações Internacionais da UMinho iniciaram em 1980, sendo uma referência anual no debate público, ao trazer figuras como Ramalho Eanes, Mário Soares, Ramos-Horta, Agostinho da Silva... São promovidos pelo CECRI, criado oficialmente em 1983 e o núcleo estudantil mais antigo da UMinho. Esta academia lançou também o primeiro mestrado do país em Estudos Europeus (1986, quando Portugal aderiu à CEE), além de mestrados e do doutoramento em Ciência Política e Relações Internacionais. Os seus diplomados ocupam cargos na ONU, Banco Mundial, NATO, OCDE, instituições da UE e embaixadas, entre tantas entidades. A UMinho teve ainda ao longo dos anos o seu centro de investigação neste âmbito (NICPRI, hoje CICP) reconhecido como Excelente pela tutela, com publicações, estudos, eventos, projetos e parcerias em variadas geografias.
Atualizado a 27-04-2026 16:00
