Depois de 36 anos ao serviço dos SASUM, Fátima Gomes despede-se da vida profissional
Ana Marques ⠿ 02-03-2026 12:00
Trabalhadora iniciou funções a 1 de fevereiro de 1990 e encerrou percurso marcado por dedicação, espírito de equipa e compromisso com a comunidade académica.
Fátima Gomes terminou funções nos Serviços de Acção Social da Universidade do Minho no passado dia 27 de fevereiro, concluindo um percurso de 36 anos ao serviço dos SASUM, onde acompanhou a evolução da instituição e contribuiu para o desenvolvimento de respostas essenciais no apoio à comunidade académica.
Ao longo de mais de três décadas, participou em diferentes fases de crescimento e transformação dos serviços, contribuindo para a consolidação de uma estrutura fundamental no apoio e bem-estar dos estudantes.
Iniciou funções a 1 de fevereiro de 1990, tinha então 29 anos, numa fase em que os SASUM funcionavam ainda na Rua do Forno, no centro de Braga. “Éramos uma equipa muito mais pequena do que a que existe hoje”, recorda, evocando esse início como um tempo de novidade e adaptação: “O tipo de trabalho era muito diferente daquele a que estava habituada, já que vinha da área das análises clínicas. Houve naturalmente um período de adaptação, mas também muita vontade de aprender e de abraçar o novo desafio.”
Ao longo de mais de três décadas, acompanhou diferentes fases de crescimento e transformação dos serviços, mas sublinha que o que guarda com mais carinho deste percurso são as pessoas: “Aquilo que melhor vou guardar são, sem dúvida, as pessoas que sempre trabalharam comigo e me acompanharam ao longo deste percurso. Mais do que os projetos em si, foram as relações humanas que fizeram a diferença — o espírito de equipa, a entreajuda nos momentos mais exigentes e a amizade que foi crescendo com o tempo.” Guarda “com muito carinho essa partilha diária, os desafios superados em conjunto e o sentimento de missão cumprida”.
Quando olha para trás, afirma que o maior motivo de orgulho é a forma como desempenhou as suas funções: “O que mais me orgulha é a dedicação com que sempre desempenhei o meu trabalho ao longo destes 36 anos. Dei sempre o melhor de mim, com sentido de responsabilidade, compromisso e respeito por todos.” Trabalhou “com empenho” e procurou cumprir cada tarefa “com profissionalismo, mas também com humanidade”. Acredita que deixa “a marca de alguém que esteve sempre disponível, que tentou ser um apoio para toda a gente — colegas e superiores — e que colocou o coração no que fazia”. Mais do que as funções desempenhadas, leva consigo “a satisfação de ter contribuído para o bem-estar da comunidade académica e de ter feito parte desta casa durante tantos anos”.
A despedida é vivida com um misto de emoções. “Por um lado, há naturalmente alguma nostalgia, porque foram muitos anos de compromisso e de convivência diária com as pessoas que partilharam esta rotina comigo. Por outro lado, encaro esta nova fase como um processo de adaptação a uma nova rotina.” Reconhece que vai sentir falta “do contacto diário com as pessoas, do ambiente de trabalho e da sensação de missão cumprida ao final de cada dia”, até porque “o trabalho fez parte da minha identidade durante 36 anos, por isso é uma mudança significativa”.
A reforma representa, ainda assim, o início de uma nova etapa: “Agora é tempo de aproveitar, dedicar-me a mim, à família e, sobretudo, passar mais tempo com os meus netos. Quero viver esta fase com alegria, disponibilidade e a mesma energia que sempre coloquei no meu percurso profissional.”
A administração dos Serviços de Acção Social da Universidade do Minho expressa publicamente o seu reconhecimento à D. Fátima pelo trabalho desenvolvido ao longo destes 36 anos, sublinhando o exemplo de dedicação, profissionalismo e humanidade que deixa na equipa.
Atualizado a 02-03-2026 12:00
