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Engenharia da UMinho liga estudantes ao mercado com mais de 3800 oportunidades

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Engenharia da UMinho liga estudantes ao mercado com mais de 3800 oportunidades

Ana Marques ⠿ 05-02-2026 10:00

Dia do Emprego reuniu 88 entidades no campus de Azurém e reforçou a ponte entre formação, talento e empregabilidade.

A nave central do campus de Azurém, em Guimarães, recebeu ontem, dia 4 de fevereiro, o Dia do Emprego – Tomorrow Needs You, iniciativa da Escola de Engenharia da Universidade do Minho (EEUM) que juntou 88 empresas e outras entidades com mais de 3800 oportunidades de colaboração, estágio e emprego para estudantes e diplomados de Engenharia, Tecnologia e Design, entre outras áreas. A elevada procura superou a capacidade do espaço: “Havia mais empresas interessadas em participar e tivemos de dizer que não, porque já era difícil encontrar espaço para mais”, revelou o presidente da Escola de Engenharia, António Vicente.

O evento decorreu entre as 10h00 e as 17h00 e integrou o programa comemorativo dos 50 anos da Escola, reforçando a ligação entre academia e mercado de trabalho. Entre as entidades presentes, estiveram empresas como Critical TechWorks, Continental Mabor, Gestamp, Grupo Casais, Grupo Petrotec, Lufthansa Technik, Nexteam Group e ZF Lifetec, bem como organismos de dinamização económica e apoio ao empreendedorismo, como a Guimarães Set.Up, InvestBraga, Start Esposende e a Start Point da AAUM.

Para o presidente da Escola de Engenharia, a feira cumpriu um duplo objetivo: aproximar estudantes e empregadores e facilitar o contacto direto com o mercado. “Trazer as empresas permitiu aos estudantes perceber o que se espera deles quando entrarem no mercado e, em alguns casos, ter oportunidade de uma pré-entrevista. Esse match é fundamental”, afirmou. O responsável sublinhou ainda o momento favorável do setor: “Estamos numa fase de pico de procura e são as empresas que, neste momento, estão com dificuldades em recrutar engenheiros”, destacando a forte necessidade de profissionais nas áreas da informática, programação, engenharia mecânica, civil e bioengenharias.

Do lado das empresas, a presença na feira foi vista como estratégica. Eunice Rodrigues, da Oliveiros Grupo Lda., sublinhou a importância da proximidade à universidade: “Temos muitos colaboradores formados na UMinho e, com a falta de recursos humanos, é essencial dar a conhecer o nosso projeto e recrutar cada vez mais cedo.” A empresa procura perfis ligados à construção civil e valoriza competências como proatividade, ambição e resiliência, salientando que os diplomados da UMinho se distinguem pela organização e capacidade de planeamento.

A iniciativa contou também com associações setoriais, como a ATP – Associação Têxtil e Vestuário de Portugal, que trabalha em articulação com as universidades para responder às necessidades da indústria. Lúcia Babo explicou que a associação apoia as empresas na identificação de perfis qualificados e reforçou a escassez de profissionais especializados. “Há falta de engenheiros têxteis e químicos. Estamos aqui numa ação conjunta com a Universidade do Minho para incentivar a formação nestas áreas, porque a indústria precisa de pessoas com conhecimento técnico para continuar a evoluir”, afirmou.

Entre os estudantes, a feira foi encarada como uma oportunidade de descoberta e orientação. Leonor Silva, aluna do primeiro ano de Engenharia e Gestão de Sistemas de Informação, visitou a iniciativa para conhecer empresas e procurar estágios de verão. “Ainda não tenho uma ideia clara do que quero fazer e este evento ajuda a perceber melhor as opções”, referiu.

Também Sara Guerra, estudante de Geografia e Planeamento, destacou a importância de começar a preparar o futuro desde cedo. “Viemos perceber que empresas estavam presentes, que requisitos pedem e que áreas têm mais oportunidades”, explicou, deixando um apelo aos colegas: “Aproveitem todas as feiras e oportunidades, porque conhecer empresas desde cedo facilita muito o futuro profissional.”

Além do contacto direto entre estudantes e empregadores, o evento promoveu momentos de networking entre empresas, municípios e entidades de apoio ao empreendedorismo, consolidando o papel da Escola como ponte entre formação, inovação e empregabilidade. Para António Vicente, a missão mantém-se clara: “O que nos interessa não é apenas formar alunos, mas futuros profissionais comprometidos e felizes com o que fazem.”

Atualizado a 05-02-2026 10:00