Entre a engenharia, o desporto e o voluntariado: José Fonseca constrói impacto dentro e fora da empresa
Ana Marques ⠿ 29-05-2026 13:00
Alumnus da Universidade do Minho, o famalicense lidera projetos de digitalização industrial na AI Square e mantém uma forte ligação à intervenção social através da associação Just a Change.
Da Engenharia Mecânica ao voluntariado na reabilitação de habitações, o percurso de José Eduardo Fonseca cruza tecnologia, espírito de equipa e compromisso social. Antigo estudante da Universidade do Minho, destacou-se também no desporto universitário, tendo conquistado o título de Campeão Nacional Universitário de Esqui por equipas, e continua hoje ligado a causas sociais através do Just a Change, associação que mobiliza jovens para apoiar famílias em situação de vulnerabilidade habitacional.
Natural de Vila Nova de Famalicão, José Eduardo Fonseca ingressou na licenciatura em Engenharia Mecânica da Universidade do Minho após concluir o ensino secundário no concelho. O percurso académico abriu-lhe portas para diferentes áreas industriais e de gestão de projeto, experiência que foi consolidando ao longo dos últimos anos.
“Atualmente lidero projetos de digitalização de processos produtivos, mas no passado estive ligado à área da robótica e automação”, explica o alumnus, que trabalhou anteriormente na empresa ESI Robotics e integra desde agosto de 2024 a AI Square como Project Manager.
Ao olhar para o percurso construído desde os tempos de estudante, José Fonseca descreve-o como “tranquilo” e sustentado em bases sólidas. Destaca sobretudo a capacidade de antecipar problemas, trabalhar em equipa e encontrar soluções — competências que associa diretamente à formação recebida na Universidade do Minho.
“Já geri projetos de pequenas e grandes dimensões, com objetivos distintos e prazos apertados. Mas ninguém consegue nada sozinho. Em todos eles valorizo sempre a opinião dos pares”, sublinha.
Durante o percurso académico, viveu também intensamente o desporto universitário, tendo representado a academia minhota no esqui universitário e conquistado o título nacional por equipas. Uma experiência que recorda como marcante, tanto a nível pessoal como académico.
Paralelamente ao percurso profissional, o antigo estudante tem mantido uma forte ligação ao voluntariado, sobretudo através do Just a Change, associação dedicada à reabilitação de habitações de pessoas em situação vulnerável.
O contacto com a associação surgiu em 2017, quando participou na recuperação de casas em Pedrógão Grande, na sequência dos incêndios que devastaram a região. A experiência acabaria por marcar profundamente o seu percurso pessoal.
“Cerca de 30 jovens com pouca ou nenhuma experiência de obra abdicarem de dias de verão para ajudar outras pessoas tem um impacto enorme. Conheci pessoas fantásticas, construí amizades para a vida e percebi verdadeiramente o significado de entreajuda”, recorda.
Ao longo dos anos participou em projetos de reabilitação em vários pontos do país, passando por localidades como Santa Comba Dão, Tondela, Vila Pouca de Aguiar, Óbidos, Porto e novamente Pedrógão Grande. Atualmente é associado e doador regular da associação.
Para José Fonseca, iniciativas deste género têm também um impacto transformador nos estudantes universitários, ajudando-os a desenvolver consciência social e espírito de comunidade.
“Passamos a olhar para aquilo a que chamamos casa de forma totalmente diferente. É importante que os jovens tenham consciência da pobreza habitacional que ainda existe no nosso país e percebam que muitas vezes essa realidade está mais perto do que imaginam”, afirma.
O alumnus destaca ainda que o envolvimento em projetos sociais complementa a formação académica e até desperta interesses profissionais inesperados. Apesar de ter seguido Engenharia Mecânica, admite que sempre gostou de “meter as mãos na massa”, experiência que acabou por ganhar dimensão através das intervenções realizadas com a associação.
Entre a vida académica, o desporto, o trabalho e o voluntariado, deixa uma mensagem clara aos atuais estudantes da Universidade do Minho: aproveitar o tempo universitário de forma equilibrada e sem “pressa de crescer”.
“Há tempo para estudar, trabalhar, divertir-se e ajudar quem mais precisa. São muitas dessas experiências que nos tornam pessoas mais ricas e mais preparadas para o futuro”, conclui.
Atualizado a 29-05-2026 13:00
