Saltar para o conteúdo

Sítio Oficial de Informação dos Serviços de Acção Social da Universidade do Minho

Página Inicial/Notícias/

Global Mobility Forum destacou experiências internacionais da comunidade UMinho

A imagem pode conter: Forum, Mobility

Global Mobility Forum destacou experiências internacionais da comunidade UMinho

Ana Marques ⠿ 17-10-2025 11:00

Reitor sublinhou que “não há universidade sem internacionalização” e fórum valorizou o impacto humano da mobilidade académica.

A Universidade do Minho promoveu esta quarta-feira, dia 15 de outubro, no campus de Gualtar, em Braga, a 3.ª edição do Global Mobility Forum, uma iniciativa que reuniu testemunhos e reflexões sobre experiências internacionais de estudantes, docentes, investigadores e trabalhadores técnicos, administrativos e de gestão da academia minhota. Subordinado ao tema “International Experiences from the UMinho Community”, o evento procurou valorizar o impacto da mobilidade e da cooperação global na vida universitária, científica e profissional.

A sessão de abertura contou com a presença do reitor Rui Vieira de Castro, da vice-reitora para a Investigação e Inovação, Sandra Paiva, e do vice-reitor para a Educação e Mobilidade, Hernâni Gerós, que destacaram o papel estruturante da mobilidade na estratégia de internacionalização da UMinho.

Rui Vieira de Castro recordou que “por definição, a Universidade é uma instituição que opera globalmente”, sendo a mobilidade “uma marca essencial do ensino superior”. O reitor sublinhou ainda que “não há verdadeiramente universidade se esta não estiver internacionalizada”, defendendo uma reflexão contínua sobre o impacto das experiências internacionais.

“Nenhum de nós que tenha vivido uma mobilidade deixou de ser afetado, pessoal e profissionalmente, por essa experiência. Mas importa também perceber como é que esse ganho individual se traduz em ganho institucional, no modo como ensinamos, investigamos e organizamos o trabalho académico”, afirmou.

A vice-reitora Sandra Paiva destacou a diversidade das tipologias de mobilidade e a importância de reconhecer o seu valor a diferentes níveis: “Os impactos das mobilidades internacionais nem sempre são imediatos ou tangíveis, mas são igualmente valiosos e podem surgir inesperadamente”, afirmou, agradecendo aos membros da comunidade que aceitaram partilhar os seus testemunhos. Realçando ainda que, “a UMinho é uma universidade global, curiosa e aberta ao mundo. Este fórum é uma oportunidade para refletirmos sobre o que aprendemos com cada experiência e sobre como essas vivências enriquecem a nossa instituição.”

Por sua vez, o vice-reitor Hernâni Gerós referiu que a internacionalização “já não é um desejo, é uma realidade consolidada na Universidade do Minho”. Sublinhou o crescimento de parcerias e acordos Erasmus e o papel do consórcio europeu ARQUS, que “tem expandido de forma notável as oportunidades de docência, investigação e formação”.

“Chegou o momento de avançarmos para uma nova fase — a valorização das experiências e projetos de mobilidade. Cada membro da comunidade deixará a sua marca, uma pegada de internacionalização que será visível e reconhecida por toda a academia”, adiantou.

Entre os testemunhos partilhados, destacou-se o de Sandra Amorim, secretária da Escola de Direito, que já participou em sete mobilidades e que defende que “a experiência devia ser obrigatória para todos os trabalhadores técnicos, administrativos e de gestão”. A técnica sublinhou que “a mobilidade não é férias, é trabalho, é exigente e deve ser valorizada”, acrescentando que estas vivências “permitem parar para pensar, aprender com os outros e melhorar o dia-a-dia da universidade”. Da sua experiência mais recente na Universidade de Massachusetts Lowell, nos EUA, trouxe ideias de gestão do tempo, liderança e acompanhamento estudantil. “Inspirou-me a política don’t leave anyone behind: cada estudante tem um colega tutor que o acompanha para garantir que ninguém fica para trás. Fez-me pensar em como podemos aplicar esta lógica na UMinho, para apoiar melhor os nossos alunos”, partilhou.

Também Bernardo Meireles, estudante de Biologia Aplicada na Escola de Ciências, partilhou a sua experiência de mobilidade Erasmus na Polónia. Admitindo que “partiu sem saber falar inglês”, o estudante descreveu a experiência como “um enorme desafio e uma aprendizagem de vida”. “Foi difícil nas primeiras semanas, mas cresci muito rapidamente. Aprendi a adaptar-me, a comunicar e a criar laços com pessoas de culturas muito diferentes. Descobri que por trás dos rostos frios havia um coração de ouro”, contou. Bernardo relatou ainda experiências de investigação na área da conservação animal e partilhou que o Erasmus “mudou completamente a forma como vê o mundo e o papel dos estudantes”.
“Foi a melhor decisão que tomei. Sinto-me mais confiante, mais participativo e envolvido em projetos. Todos os estudantes deviam ter esta oportunidade, porque muda a nossa vida de uma forma muito positiva”, afirmou.

A professora Carla Martins, da Escola de Psicologia, partilhou a sua experiência de mobilidade na Universidade Europeia de Tirana, na Albânia, realizada no âmbito do consórcio PEERS, coordenado pela UMinho. Antiga pró-reitora para a Internacionalização, recordou que este consórcio nasceu em 2020 e envolve países candidatos à União Europeia, como a Arménia, Bósnia e Herzegovina, Geórgia, Kosovo e Ucrânia. “Foi uma experiência muito enriquecedora, tanto do ponto de vista profissional como humano. Dei aulas e seminários, conheci docentes e investigadores, e percebi o valor de criar pontes com instituições que estão a dar os primeiros passos no ensino superior europeu”, referiu. A docente destacou ainda o impacto do intercâmbio inverso, com a vinda de uma colega albanesa à Escola de Psicologia para realizar um período de job shadowing, permitindo o contacto direto com alunos e promovendo “a internacionalização em casa”. “Estas experiências mostram que a mobilidade não é só ir para fora — é também trazer o mundo para dentro da UMinho”, concluiu.

O evento contou ainda com outras flash talks de docentes, investigadores técnicos e estudantes, que partilharam experiências em várias regiões do mundo, e uma mesa-redonda dedicada às perspetivas de liderança na mobilidade global, com a participação de Adelina Pinto, vice-presidente da Câmara Municipal de Guimarães, Rocha Armada, professor emérito da EEG, Sofia Barros, da Erasmus Student Network Minho, e Vítor Fernandes, membro do Executive Board do TMG Group.

O evento encerrou com a mensagem de que a mobilidade é um investimento coletivo e um fator distintivo da UMinho enquanto universidade aberta ao mundo. “A mobilidade é um sinal de maturidade e de abertura. É através dela que formamos cidadãos globais e consolidamos o prestígio internacional da Universidade do Minho”, concluiu Hernâni Gerós.

Atualizado a 17-10-2025 11:00