Saltar para o conteúdo

Sítio Oficial de Informação dos Serviços de Acção Social da Universidade do Minho

Página Inicial/Notícias/

Marco Gonçalves tomou posse como presidente da EDUM

A imagem pode conter: Marco, Gonçalves, Marco Gonçalves tomou posse como presidente da EDUM

Marco Gonçalves tomou posse como presidente da EDUM

Ana Marques ⠿ 26-01-2026 14:00

Nova presidência aposta na excelência académica, investigação relevante e maior interação com a sociedade.

O professor Marco Gonçalves tomou posse na passada sexta-feira, dia 23 de janeiro, como presidente da Escola de Direito da Universidade do Minho (EDUM), para o triénio 2026-2029. A cerimónia decorreu na sala de atos da EDUM, no campus de Gualtar, em Braga, e contou com a presença do reitor da UMinho, Pedro Arezes, docentes, investigadores, estudantes, trabalhadores técnicos, administrativos e de gestão, antigos dirigentes e parceiros institucionais.

Para este mandato, Marco Gonçalves terá como vice-presidentes os professores Rossana Martingo Cruz (Ensino), Flávia Noversa Loureiro (Investigação) e Pedro Jacob Morais (Interação com a Sociedade e Internacionalização).

Natural de Braga, Marco Gonçalves é licenciado em Direito, mestre em Direito Judiciário e doutorado em Ciências Jurídicas pela UMinho. Leciona na universidade desde 2005 e é investigador no Centro de Investigação em Justiça e Governação (JusGov), com trabalho focado em direito processual civil, insolvência e resolução alternativa de litígios.

Na sua intervenção, Marco Gonçalves agradeceu o voto de confiança do Conselho da Escola e o apoio da comunidade académica, afirmando que “a unanimidade desse voto reforça, de forma particular, a responsabilidade da nova Presidência que hoje toma posse”. O presidente destacou ainda o contributo das anteriores presidências e de todos os que construíram e afirmaram a EDUM ao longo de 32 anos, sublinhando ser seu entendimento “que a Escola de Direito não pode projetar-se para o futuro se não for capaz de honrar a memória do seu passado”.

Sobre o programa de ação da nova Presidência, apontou que o mandato terá como prioridades três eixos: Ensino, Investigação e Interação com a Sociedade. No Ensino, realçou que “a captação de estudantes de qualidade e o seu adequado acompanhamento, a inovação pedagógica, o reconhecimento do mérito, a renovação e a atualização da oferta formativa conferente de grau [...] são compromissos estratégicos centrais”. Na Investigação, destacou o papel do JusGov: “Auxiliar os profissionais forenses e os tribunais na interpretação e aplicação do Direito, acompanhar juridicamente os desafios emergentes do progresso científico e tecnológico [...] são alguns exemplos dos domínios em que o contributo da Escola de Direito se revela absolutamente decisivo”. Quanto à interação com a sociedade, afirmou que “é prioritário o diálogo permanente com os tribunais, as ordens profissionais, as instituições públicas, as empresas e a sociedade civil, já que a Escola de Direito não pode viver isolada em si mesma”.

O reitor da UMinho, Pedro Arezes, marcou presença na cerimónia e elogiou o papel central da Escola de Direito na Universidade e no país, afirmando que “o facto de termos a sala cheia é, para mim, um sinal claro do reconhecimento externo, mas também interno do papel que esta escola desempenha na Universidade e no país”.

Pedro Arezes sublinhou os desafios atuais do ensino do Direito, mas também as oportunidades de crescimento e inovação, realçando que o ensino superior e o ensino do Direito “estão a mudar”, acrescentando que “as metodologias de aprendizagem evoluem, a tecnologia transforma profundamente a prática jurídica, as exigências de globalização são cada vez maiores e a ligação às profissões jurídicas e às instituições de justiça é, hoje, mais decisiva do que nunca”.

O reitor reforçou ainda o papel da Escola na sociedade e o compromisso da Reitoria, desejando à nova Presidência “os maiores sucessos e felicidades” e, da parte da Reitoria, “total disponibilidade para uma relação de cooperação, uma relação franca, uma relação de lealdade institucional”.

A Escola de Direito da Universidade do Minho foi a terceira universidade pública de Direito em Portugal, depois de Coimbra (1290) e Lisboa (1911). Com 32 anos, conta atualmente com cerca de 1700 estudantes, distribuídos por duas licenciaturas, onze mestrados e dois doutoramentos, apoiados por 35 docentes de carreira e 16 técnicos. O centro científico JusGov foi avaliado como “Excelente” pela tutela, integra sete grupos de investigação, desenvolve projetos nacionais e internacionais e acolhe entidades como o Centro de Estudos Jurídicos do Minho.

Atualizado a 26-01-2026 14:00