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Mostra de Inovação da EEUM reuniu 40 entidades e celebrou 50 anos da Escola de Engenharia

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Mostra de Inovação da EEUM reuniu 40 entidades e celebrou 50 anos da Escola de Engenharia

Ana Marques ⠿ 18-09-2025 16:00

O evento decorrido em Guimarães destacou empreendedorismo e transferência de conhecimento, juntando empresas, investidores, estudantes e investigadores.

A 3.ª Mostra Inovar & Empreender da Escola de Engenharia da Universidade do Minho (EEUM) decorreu ontem, na nave central do campus de Azurém, em Guimarães, reunindo 40 entidades ligadas à inovação e ao empreendedorismo. O encontro integrou as comemorações do 50.º aniversário da Escola e contou com homenagens, tertúlias e apresentações de ideias de negócio.

A abertura, às 10h00, incluiu uma visita oficial aos stands por responsáveis da academia, municípios e indústria. A mostra apresentou quase três dezenas de spin-offs e start-ups, bem como interfaces e incubadoras parceiras, entre as quais o Centro de Computação Gráfica, TecMinho, Fibrenamics e as incubadoras Startup Braga e Set.Up Guimarães.

Para o presidente interino da EEUM, António Vicente, “esta Mostra já se tornou um evento de relevo, não só para a nossa comunidade académica, mas para a nossa região. É um momento interessante porque damos palco a antigos estudantes, alunos, investigadores, pessoas que foram empreendedoras, retiraram ideias do papel e criaram negócios. Isso é extremamente importante, principalmente numa Escola de Engenharia”. O responsável sublinhou ainda que a Escola é “responsável por 75% das spin-offs que a Universidade tem neste momento”, realçando “um sistema de inovação pró-ativo que estimula e faz acontecer”, especialmente no ano em que a EEUM celebra meio século de existência.

O vice-presidente da EEUM, Raúl Fangueiro, salientou a amplitude do ecossistema de inovação: “Hoje está aqui uma mostra muito completa daquilo que a Escola de Engenharia é capaz de fazer em termos de inovação e de empreendedorismo”. Recordou que a iniciativa Inovar & Empreender é “a parte mais mediática de uma agenda mais ampla que decorre ao longo do ano”, envolvendo incubadoras, municípios e parceiros institucionais como a TecMinho.

Entre as várias empresas presentes, a NIT-NITextile destacou-se pela aposta em soluções sustentáveis para os setores têxtil e do calçado. Juliana Cruz, fundadora da empresa, explicou que o propósito assenta em “três pilares: inovação, sustentabilidade e qualidade”, atuando em produto, processo e tecnologias.

Também investigadores em fase inicial aproveitaram a mostra para dar os primeiros passos. Michelle Michelin, investigadora da UMinho, participou com um pitch de uma ideia de negócio focada na valorização de resíduos da agroindústria. “Recebemos o convite para estar aqui porque já fizemos alguns cursos na TecMinho para desenvolver a nossa ideia e foi uma oportunidade para apresentá-la”, contou. Para Michelle, “é super interessante porque nós, como investigadores, estamos muito focados na investigação. Aqui conseguimos trocar ideias com quem já está um passo mais à frente e já transformou a investigação em empresa”.

Outra presença de relevo foi o Centro de Ciência e Tecnologia Têxtil, que apresentou vários projetos de investigação aplicada na área dos materiais fibrosos. “Temos seis projetos PRR e aqui mostramos um pouco do que está em desenvolvimento”, explicou Diana Ferreira, investigadora do centro. Diana sublinha a ligação à formação: “Temos investigadores contratados pelos projetos, alunos de licenciatura e mestrado que realizam dissertações connosco e doutorandos que muitas vezes trabalham em parceria com empresas”. Como conselho a quem queira empreender, recomenda “conhecer bem a indústria e os recursos tecnológicos disponíveis em Portugal, avaliar o mercado e elaborar um plano de negócios sólido, para garantir que a ideia tem realmente potencial e pode ser absorvida pela indústria nacional e internacional”.

Ao longo do dia, a nave central foi também ponto de encontro para muitos estudantes curiosos. “Viemos para ver o que se faz por cá”, contou Andreia Pacheco, mestranda em Engenharia Eletrónica, sublinhando que a mostra permite “ter uma noção prática do que a Escola desenvolve e das oportunidades que podem surgir”.

Durante a manhã, foram ainda homenageados os professores Mário de Araújo e Jaime Ferreira da Silva pelo contributo para a TecMinho, interface universidade-empresa da UMinho. Seguiu-se a tertúlia “Da ideia ao negócio de sucesso”, com responsáveis das start-ups Biosolve4All, SpaceEngineer, OmniumAI e Wellbeing Warrior, que partilharam percursos e desafios do empreendedorismo.

À tarde, a sessão “InvestMatch” encerrou o programa, apresentando a potenciais investidores novas ideias de negócio e projetos de investigação em fase avançada.

Atualizado a 19-09-2025 11:00