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UMinho apresentou recomendações para o uso responsável da inteligência artificial no ensino

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UMinho apresentou recomendações para o uso responsável da inteligência artificial no ensino

Ana Marques ⠿ 25-05-2026 14:00

Novo guia define princípios orientadores e boas práticas para estudantes, docentes e investigadores

A Universidade do Minho apresentou, na passada sexta-feira, dia 22 de maio, um conjunto de recomendações para a utilização da inteligência artificial (IA) nos processos de ensino, aprendizagem e avaliação, reforçando o compromisso da instituição com uma integração responsável, ética e informada destas tecnologias no contexto académico.

A sessão decorreu no auditório B1, no campus de Gualtar, em Braga, reunindo membros da academia para a apresentação do novo guia institucional, que ficará disponível online para toda a comunidade universitária.

O momento contou com a presença do reitor da UMinho, Pedro Arezes, da vice-reitora para a Educação e Organização Académica, Cristina Dias, e do vice-reitor para a Modernização Institucional, Nuno Castro.

Na abertura da sessão, Pedro Arezes destacou que a inteligência artificial representa um desafio transversal à sociedade e ao ensino superior, defendendo a necessidade de promover uma reflexão contínua sobre o impacto destas tecnologias.

“É um tema que nos preocupa a todos”, afirmou, reconhecendo que a rapidez da evolução da IA exige atualização e debate permanentes no contexto universitário.

O reitor defendeu ainda que a integração destas ferramentas no ensino superior deve assentar num compromisso coletivo com a integridade académica, a transparência e o pensamento crítico.

“A missão da Universidade é formar graduados capazes de trabalhar com IA, sem se tornarem dependentes dela”, sublinhou.

Durante a sessão, Dalila Durães, membro do grupo de trabalho responsável pela elaboração das recomendações, apresentou os princípios orientadores do novo referencial institucional para a utilização da IA generativa.

Segundo a docente, o documento pretende funcionar como um quadro orientador comum, promovendo uma utilização crítica, ética e responsável destas ferramentas no ensino superior. O objetivo, explicou, não é restringir a utilização da IA, mas criar orientações flexíveis que possam ser adaptadas às diferentes unidades curriculares e áreas científicas.

O referencial assenta em quatro princípios orientadores: responsabilidade, transparência, inclusão e equidade e supervisão humana.

No âmbito da responsabilidade, Dalila Durães alertou para a necessidade de validar criticamente os conteúdos produzidos por ferramentas de IA generativa, lembrando que estas podem gerar informação incorreta, enviesada ou até referências inexistentes.

Quanto ao princípio da transparência, o documento recomenda que a utilização de IA seja sempre declarada de forma explícita, indicando as ferramentas utilizadas e as fases do trabalho académico em que foram aplicadas.

A inclusão e equidade constituem outro dos pilares do referencial, prevendo a disponibilização de ferramentas acessíveis à comunidade académica e alternativas para estudantes que optem por não utilizar IA.

O quarto princípio — supervisão humana — reforça a ideia de que a IA deve complementar, e nunca substituir, competências humanas fundamentais, como o pensamento crítico, a criatividade, a análise rigorosa e a tomada de decisão.

“Os estudantes e docentes devem manter sempre um papel crítico, consciente e ativo na utilização destas ferramentas”, defendeu.

Além da apresentação das recomendações institucionais, a iniciativa incluiu ainda a partilha de casos de sucesso na integração da IA em contexto educativo e um momento de debate aberto ao público.

O novo guia resulta do trabalho desenvolvido por um grupo criado pela Equipa Reitoral em janeiro deste ano, no âmbito das primeiras medidas previstas no Programa de Ação da Reitoria. Segundo a Universidade, o documento não pretende restringir a utilização de ferramentas tecnológicas no ensino superior, mas antes definir princípios orientadores e boas práticas para a sua utilização responsável em trabalhos académicos, processos de avaliação e atividades de investigação.

Atualizado a 25-05-2026 16:00