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UMinho atribuiu Medalha de Honra a Domingos Bragança e Ricardo Rio

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UMinho atribuiu Medalha de Honra a Domingos Bragança e Ricardo Rio

Ana Marques ⠿ 24-11-2025 15:00

Reconhecimento sublinha décadas de colaboração entre Universidade e municípios de Guimarães e Braga.

A Universidade do Minho distinguiu, na passada sexta-feira, dia 21 de novembro, os antigos presidentes das Câmaras Municipais de Guimarães e Braga, Domingos Bragança e Ricardo Rio, respetivamente, com a Medalha de Honra da instituição, criada recentemente e atribuída pela primeira vez. A cerimónia decorreu no edifício da Reitoria, em Braga, e contou com a presença dos atuais presidentes dos municípios, Ricardo Araújo e João Rodrigues, bem como de diversas personalidades académicas e políticas da região.

O reitor da UMinho, Rui Vieira de Castro, destacou o papel central de ambos os ex-autarcas na consolidação de uma colaboração estratégica entre a Universidade e os municípios. Segundo o reitor, “Braga e Guimarães são municípios âncora da Universidade do Minho. A vossa ação distinguiu-se pela forma como souberam criar condições para um diálogo constante entre a Universidade e os municípios. É raro encontrar a nível nacional um exemplo tão sólido e continuado de articulação estratégica entre autarquias e universidades.”

O reconhecimento resulta de projetos e iniciativas que marcaram a vida académica, social e cultural das duas cidades. Entre eles estão a construção do TERM RES-HUB – Instituto Cidade de Guimarães, a recuperação dos edifícios do Teatro Jordão e da Garagem Avenida para os cursos de Artes Visuais e Teatro, a instalação do curso de Engenharia Aeroespacial em edifício próprio, a construção de residências universitárias, a reabilitação do Edifício do Castelo em Braga e a instalação da Unidade de Arqueologia no Convento de S. Francisco, em Real, entre outros.

Domingos Bragança sublinhou o papel da Universidade como motor de desenvolvimento regional. “Na atualidade e no plano de desenvolvimento do território vimaranense, que tem como pilares a educação, a cultura e a ciência, a Universidade do Minho é imprescindível. A convergência institucional entre o município e a Universidade tem permitido que Guimarães se afirme como cidade universitária e cidade de ciência”, afirmou. Reforçou ainda a visão de futuro partilhada com a Universidade: “O que faz andar a estrada é o sonho. Enquanto a gente sonhar, a estrada permanecerá viva. É para isso que servem os caminhos, para nos fazer parentes do futuro.”

Ricardo Rio destacou a importância estratégica desta colaboração. “Eu olho para esta colaboração como verdadeiramente essencial para o desenvolvimento dos territórios. É um privilégio que todas as autarquias ambicionam, não há nenhuma autarquia no nosso país ou fora dele que não gostasse de ter uma Universidade, e ainda por cima, uma Universidade com a riqueza humana, científica, de inovação, da Universidade do Minho, enquanto alicerce do seu desenvolvimento, e, por isso, eu julgo que esta tem de ser uma relação que tem de continuar a ser fortalecida, tem de continuar a ser estimulada, tem de continuar a ser trabalhada em conjunto...” O ex-presidente enfatizou também a relação pessoal e institucional que permitiu concretizar múltiplos projetos ao longo dos anos, incluindo a reconversão da antiga Fábrica da Confiança em residência universitária e a colaboração em iniciativas culturais, desportivas e sociais. Anunciou ainda a criação do Prémio Moura Machado, no valor anual de 1.500 €, destinado a premiar projetos de colaboração entre a Universidade e a cidade de Braga até 2029.

Para o reitor, a colaboração com os municípios foi determinante para o desenvolvimento social, cultural e científico da região. “Com o vosso apoio, a Universidade ampliou as suas infraestruturas culturais e artísticas, melhorou a capacidade de atendimento a estudantes deslocados, fortaleceu as redes de colaboração académica ao nível europeu e reforçou a capacidade de atrair eventos internacionais”, afirmou Rui Vieira de Castro. Destacou ainda que “a Universidade do Minho vem contribuindo de forma expressiva para o aumento da qualificação superior das pessoas, tendo atribuído, até hoje, cerca de 110 mil graus de licenciatura, mestrado e doutoramento. A Universidade tem funcionado como um efetivo elevador social, possibilitando que muitas famílias tenham acedido, pela primeira vez, ao ensino superior.”

A Medalha de Honra reconhece não apenas o trabalho realizado, mas também o modo exemplar como Domingos Bragança e Ricardo Rio conduziram a relação entre municípios e Universidade, consolidando uma parceria duradoura e estratégica.

Atualizado a 24-11-2025 15:00