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Universidade do Minho deu as boas-vindas aos 2800 novos estudantes

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Universidade do Minho deu as boas-vindas aos 2800 novos estudantes

Ana Marques ⠿ 17-09-2026 17:00

Sessão no campus de Gualtar mostrou aos novos alunos diferentes formas de viver a Academia e deixou apelos à participação, curiosidade e descoberta da Universidade e das cidades de Braga e Guimarães.

Percussão, canto, música e dança marcaram o arranque da sessão de boas-vindas aos cerca de 2800 novos estudantes de licenciatura e mestrado integrado da Universidade do Minho. Antes das intervenções institucionais, a Academia apresentou aos recém-chegados algumas das diferentes formas de viver a Universidade para lá das salas de aula, num encontro que decorreu esta quarta-feira, dia 16 de setembro, no anfiteatro natural do campus de Gualtar.

A tarde começou com um momento de aquecimento dinamizado pelo Departamento de Desporto e Cultura dos Serviços de Ação Social, seguindo-se a atuação dos Bomboémia, grupo de percussão da Academia. O Coro Académico da Universidade do Minho interpretou depois o hino da instituição, num dos momentos que antecederam as intervenções de boas-vindas. A sessão contou ainda com uma atuação da Banda de Estudantes de TSI, formada por alunos do Departamento de Sistemas de Informação.

Foi neste ambiente que o reitor da UMinho, Pedro Arezes, se dirigiu aos novos estudantes, apresentando a entrada na Universidade como o início de uma nova fase das suas vidas, marcada por novas rotinas, pessoas, formas de aprender e por uma maior liberdade, mas também por novas responsabilidades.

“A oportunidade de começarem a descobrir quem querem ser e o futuro que vocês, cada um de vocês, quer construir” é, segundo o reitor, uma das oportunidades únicas que os anos de universidade proporcionam.

Pedro Arezes lembrou, contudo, que essa descoberta não acontece apenas nas salas de aula. “A Universidade, e a vossa passagem aqui, é muito mais do que estes edifícios, é muito mais do que estas infraestruturas que são os nossos campi”, afirmou, convidando os estudantes a conhecer pessoas diferentes, participar, fazer perguntas, defender ideias e experimentar novos caminhos.

Nesse sentido, deixou também um convite para que conheçam outras dimensões da própria UMinho, destacando o Festival Recomeço, que decorre até 19 de setembro e abre ao público diferentes espaços e valências da Universidade, com uma programação que inclui concertos, teatro, exposições, banda desenhada, podcast e cinema.

O reitor reservou ainda uma mensagem para os momentos menos fáceis que poderão surgir durante o percurso académico. Disciplinas difíceis, dúvidas, incertezas ou resultados abaixo das expectativas fazem parte do caminho, salientou, aconselhando os estudantes a procurar apoio. “Não tenham medo de falhar, de mudar de opinião e, sobretudo, de pedir ajuda porque ninguém aprende tudo sozinho”, afirmou.

“Não terão de enfrentar isto sozinhos”

Também o presidente da Associação Académica da Universidade do Minho (AAUMinho), Luís Guedes, começou por tranquilizar os novos estudantes, recordando o “frio na barriga” que muitos sentem nos primeiros dias.

As primeiras semanas serão, antecipou, “intensas, divertidas, ruidosas e inesperadas”, mas também marcadas pelo encontro com pessoas que poderão tornar-se importantes ao longo do percurso. “Conheço pessoas que, sem sabermos na altura, se tornariam indispensáveis no nosso percurso”, afirmou.

Luís Guedes garantiu que os novos alunos poderão contar com a AAUMinho ao longo da sua passagem pela Universidade. “Não terão de enfrentar isto sozinhos”, assegurou, sublinhando o papel da estrutura associativa no acolhimento e acompanhamento dos estudantes.

Para o presidente da AAUMinho, a chegada à Universidade é também uma oportunidade para cada estudante se reinventar, descobrir novos interesses, hábitos e amizades. O desafio passa por aproveitar plenamente estes anos, participar na vida académica e experimentar novas atividades.

“Preencham o vosso tempo da melhor forma possível e experimentem tudo o que querem experimentar”, apelou, lembrando que a passagem pela Universidade tende a parecer muito mais rápida do que inicialmente se imagina.

Braga e Guimarães de portas abertas

A sessão contou ainda com a participação das vereadoras Hortense Santos, da Câmara Municipal de Braga, e Vânia Dias da Silva, da Câmara Municipal de Guimarães, que deram as boas-vindas aos estudantes em representação dos municípios anfitriões.

Hortense Santos destacou a ligação entre a Universidade e Braga, convidando os novos alunos a descobrirem a cidade e a sentirem-se em casa. “Braga recebe muito bem, Braga é uma cidade de porta aberta”, afirmou, deixando uma mensagem simples: aproveitar a experiência académica e também as oportunidades proporcionadas pela cidade.

Em representação do Município de Guimarães, Vânia Dias da Silva sublinhou que a entrada no Ensino Superior é um momento de “descoberta” e “crescimento pessoal”, mas também de construção de amizades, participação cívica e definição de projetos de vida.

A vereadora desafiou os estudantes a envolverem-se na vida académica, através das associações, projetos culturais, científicos e desportivos e do voluntariado, e a conhecerem os territórios onde vão viver durante os próximos anos. “Conheçam o território, envolvam-se na comunidade e façam desta etapa uma etapa verdadeiramente transformadora”, afirmou.

“Vai sem receio, porque vais adorar”

As primeiras impressões dos novos estudantes dão também conta dessa vontade de descobrir a Academia e de aproveitar esta nova etapa.

João Sousa, da Maia, entrou no Mestrado Integrado em Medicina e descreve estes primeiros dias como “ótimos”. A dinâmica da Academia e a diversidade de grupos culturais foram algumas das características que mais o surpreenderam. Além das aulas, quer experimentar a praxe e, pessoalmente, a tuna. Para quem está prestes a começar esta etapa, deixa um conselho: “Vai sem receio, porque vais adorar.”

Ana Silva, de Amarante, é caloira de Arquitetura e está agora a viver em Guimarães. A proximidade a casa e as condições da Universidade estiveram entre os fatores que pesaram na sua escolha. Para os próximos anos, espera sobretudo construir novas relações e alcançar os seus objetivos: “Eu gostava de viver um ano rodeada de amigos e dar-me bem com toda a gente.”

Natural do Rio de Janeiro, José Messias chegou à UMinho para frequentar Relações Internacionais. A descoberta da cidade e de um campus de grandes dimensões tem marcado os primeiros dias, mas também o contacto com estudantes de diferentes países. Já conheceu colegas da Eslováquia e de Timor-Leste, uma diversidade que considera particularmente enriquecedora. “Eu espero muito relacionar-me com pessoas novas”, conta, resumindo esta nova etapa numa palavra: responsabilidade.

Vindos de diferentes regiões do país e de outros pontos do mundo, os novos estudantes iniciam assim uma etapa que os discursos da sessão procuraram apresentar não apenas como um percurso académico, mas como uma oportunidade de descoberta, participação e construção pessoal.

Como sintetizou Pedro Arezes no final da sua intervenção: “A UMinho quer fazer parte da vossa história, mas sobretudo, também quer que deixem aqui uma parte da vossa.”

Atualizado a 17-09-2026 17:00