Saltar para o conteúdo

Sítio Oficial de Informação dos Serviços de Acção Social da Universidade do Minho

Página Inicial/Notícias/

À mesa com o Ministro, as histórias de quem está a começar na UMinho

A imagem pode conter: histórias, quem está, Ministro,, a começar na UMinho, À mesa com o Ministro,

À mesa com o Ministro, as histórias de quem está a começar na UMinho

Ana Marques ⠿ 14-09-2026 15:00

Depois da inauguração da Residência Universitária Confiança, o almoço na cantina da UMinho juntou o Ministro da Educação, Ciência e Inovação, o Reitor, o Presidente da AAUMinho e três estudantes que estão a iniciar uma nova etapa. Vindos da Madeira, do Algarve e de Braga, com diferentes percursos académicos, partilharam expectativas, desafios e os primeiros passos de uma vida que começa agora na Universidade do Minho.

Entre os 786 novos lugares criados pela Residência Universitária Confiança e as refeições servidas na cantina, há muito mais do que infraestruturas e serviços: há histórias de estudantes que chegam de longe, deixam para trás família, amigos e rotinas e encontram na Universidade do Minho um novo espaço para estudar, viver, praticar desporto, fazer amizades e ganhar independência.

Foi esse lado mais pessoal da experiência universitária que esteve em destaque à mesa, poucas horas depois da inauguração da nova residência universitária, no passado dia 10 de setembro. Para Henrique Gouveia e Sarah Malhadas da Silva, a chegada a Braga representa o início de uma nova vida, longe das suas terras de origem. Para Miguel Carvalho, já estudante da UMinho, o momento marca o início de um novo percurso académico, com a entrada na licenciatura em Gestão + Negócios Internacionais, em complemento à Engenharia Aeroespacial que já frequenta.

“Queria agradecer a todos os que estão cá pela primeira vez, por terem escolhido a Universidade do Minho”, afirmou o Reitor, Pedro Arezes, dirigindo-se a uma cantina repleta de novos estudantes. Também o Ministro Fernando Alexandre, que conhece bem a instituição por ter aí desenvolvido grande parte da sua carreira académica, lhes deixou uma mensagem de boas-vindas: “façam muitos amigos, conheçam muitas pessoas” e “vivam muitas experiências aqui”.

Há quem chegue a Braga pela primeira vez e quem já conheça a Universidade, mas todos estão a viver, à sua maneira, um novo começo.

Um grande salto

Para Henrique Gouveia, natural da Madeira, a chegada a Braga representa uma mudança de vida. Veio estudar Marketing e encontrou também na cidade a possibilidade de continuar a praticar uma das suas paixões, o andebol, no ABC Braga.

“É um grande salto, passar de um sítio que é limitado para um sítio novo, que não conhecemos, são novas experiências”, conta. A escolha de Marketing já fazia parte das suas opções e o interesse pela vertente mais prática do curso acabou por pesar na decisão. A possibilidade de conciliar a formação com o desporto ajudou a fechar a escolha: “Fui juntar o útil ao agradável”.

Mas a mudança para o continente significou também deixar para trás a família, os amigos e uma rotina construída ao longo dos anos. “Passo de estar acompanhado pelos meus pais, diariamente em casa com eles, para agora estar a viver sozinho, ter de tomar algumas decisões. Muda bastante coisa, mas é importante para crescer.”

Para Henrique, a questão do alojamento era essencial. “Eu, para vir para aqui, só com residência.” A Confiança, inaugurada precisamente nesse dia, acabou por ser o ponto de partida para a nova vida em Braga. Já passou a primeira noite na residência e a primeira impressão é positiva: “A residência tem ótimas condições, tem espaços acolhedores.”

A adaptação passa também pelas necessidades do quotidiano. Na Universidade, encontrou na cantina uma solução acessível para as refeições e destaca que “o preço é razoável” e “a comida é boa”. Nos contactos com os serviços, sentiu igualmente disponibilidade para esclarecer dúvidas: “Foram superacolhedores e tiraram-me as dúvidas todas.”

O andebol será outra porta de entrada na nova cidade. Através do desporto, espera conhecer pessoas e construir novas relações. O almoço com o Ministro, o Reitor e o Presidente da AAUMinho foi, por isso, mais uma experiência inesperada neste início de percurso. “Foi um grande salto, não estava à espera.” No final, considera que o encontro foi “muito bom para me integrar na universidade”.

Do Algarve ao Minho

Natural de Faro, Sarah Malhadas da Silva escolheu Ciências do Ambiente por acreditar que será uma área cada vez mais importante, sobretudo perante as alterações climáticas, a poluição e os problemas ambientais que marcam o presente.

A distância até Braga não a demoveu. Sarah já viveu em diferentes pontos do país e encara a mudança como uma oportunidade para conhecer uma realidade diferente. “Quando soube que tinha entrado na UMinho, achei que era uma ótima oportunidade para conhecer uma nova cidade, pessoas novas e também uma zona diferente do país.”

A expectativa é descobrir o Norte, fazer novas amizades e conquistar independência. Mas há coisas que ficam inevitavelmente para trás. “O mais difícil de deixar para trás foi a família, os amigos e a rotina que tinha no Algarve.” Ainda assim, vê a mudança como “uma experiência positiva” e uma oportunidade para crescer.

A Residência Universitária Confiança é, também para Sarah, uma parte importante desse processo de adaptação. Já está lá instalada e ficou com “uma ótima primeira impressão”. A experiência estende-se à cantina, onde já fez algumas refeições e de onde leva igualmente uma opinião positiva.

Para quem chega de outra região do país, estes apoios têm uma dimensão que ultrapassa a resposta às necessidades básicas. “Acho que estes serviços são muito importantes para quem vem de longe, porque ajudam muito na adaptação e fazem-nos sentir mais acompanhados nesta nova fase.”

Nos próximos anos, Sarah quer consolidar conhecimentos em Ciências do Ambiente e perceber qual a área em que pretende especializar-se, tendo já em perspetiva a realização de um mestrado. Mas não quer limitar a experiência universitária à dimensão académica. Depois de ter praticado natação de competição, várias modalidades e violino durante nove anos, pretende experimentar novas atividades e envolver-se na vida da Universidade.

“Acho importante aproveitar tudo o que a universidade tem para dar e criar boas ligações e amizades que possam ficar para a vida.”

Acolher em vez de ser acolhido

Miguel Carvalho conhece uma realidade diferente. Já estudava Engenharia Aeroespacial na UMinho e decidiu este ano acrescentar ao seu percurso a licenciatura em Gestão + Negócios Internacionais.

Entrou com 19,43 valores, a classificação mais elevada entre os estudantes colocados nos duplos graus, e explica a escolha pela vontade de cruzar áreas distintas. “Sempre gostei de várias áreas diferentes.” A diversidade de conhecimentos é, para Miguel, uma mais-valia: “Sempre achei que uma pessoa, para ter conhecimento, precisa de ser multifacetada.”

A nova formação surge como complemento à Engenharia Aeroespacial. “Para mim, a parte da gestão e negócios internacionais é mais uma vertente complementar.” No futuro, imagina-se ligado às áreas técnicas da engenharia, mas quer também procurar experiências práticas, através de projetos de investigação, estágios e outras oportunidades.

Se Henrique e Sarah estão a descobrir a UMinho e Braga pela primeira vez, Miguel parte de uma posição diferente. Já conhece os espaços, as rotinas e parte da comunidade académica. Por isso, neste início de ano letivo, acabou por trocar de papel: “Este ano estou a fazer mais o papel de acolhedor do que propriamente de acolhido.”

É também alguém que já conhece, por experiência própria, o papel dos serviços de apoio no quotidiano dos estudantes. Entre eles, destaca a cantina. “Temos uma cantina excelente. Não se paga muito, ou seja, é relativamente acessível para os alunos e a comida é mesmo muito boa.”

Muito mais do que estudar

Madeira, Algarve e Braga. Um estudante que chega sozinho ao continente, uma estudante que vê a distância como uma oportunidade para descobrir e um estudante que, já conhecendo a Universidade, decidiu alargar o seu percurso académico.

São histórias diferentes, mas convergem numa mesma ideia: a experiência universitária significa muito mais do que entrar num curso.

É encontrar um lugar para viver, ter acesso a alimentação a preços acessíveis, descobrir uma cidade, praticar desporto, conhecer pessoas, ganhar autonomia e perceber, pouco a pouco, que caminho seguir.

Foi também essa a mensagem deixada pelo Ministro Fernando Alexandre, ao recordar a sua própria ligação à Universidade do Minho e ao desejar aos estudantes que “tenham todo o sucesso que desejam, académico e, depois, profissional”.

À mesa, entre uma refeição e uma conversa pouco habitual com algumas das principais figuras da Universidade e da representação estudantil, cruzaram-se três percursos distintos. Para quem chega, ficam as expectativas. Para quem já cá está, a responsabilidade de acolher. E, para todos, a oportunidade de fazer da UMinho não apenas o lugar onde se estuda, mas também o lugar onde se começa — ou se continua — a construir uma nova vida.

Atualizado a 14-09-2026 15:00