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XVI Edição do Minho Medical Meeting

XVI Edição do Minho Medical Meeting

O Núcleo de Estudantes de Medicina da Universidade do Minho (NEMUM) organiza, de 4 a 6 de novembro, a 16.ª edição do Minho Medical Meeting, um congresso científico de referência, centrado na formação médica, sem fins lucrativos. Este ano, sob o mote “Inovação em Medicina: Olhando para o futuro”.

O evento decorrerá no Altice Forum Braga, contando com a presença de médicos e cientistas de renome internacional, como o Dr. Robert Lefkowitz, Prémio Nobel da Química em 2012, o Prof. Dr. Jan Deprest, especialista internacional em cirurgia fetal, o Prof. Dr. Andrew Gumbs, especialista internacional em inteligência artificial no campo da cirurgia, o Prof. Doutor João Espregueira Mendes, a Prof. Dra. Maria do Céu Machado, e a Prof. Dra. Isabel Palmeirim.

Para a edição deste ano são esperados um total de 300 participantes apenas em regime presencial. A acrescentar às várias sessões desenvolvidas, a organização apresenta também a proposta da edificação de uma oferta de 90 workshops práticos, onde os participantes contactarão em primeira mão com práticas médicas diversas e inovadoras.

Este congresso tem como principal intuito abranger todos os estudantes e futuros médicos do país, bem como atuais profissionais de saúde permitindo-lhes a oportunidade de aprender com aqueles que, pela sua inovação, sabedoria e experiência, marcam o mundo da Medicina. Nesta edição, será abordado o tema da inovação em saúde, com vista a explorar o que irá contribuir para o desenvolvimento da medicina do futuro.

Redação

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Dia Mundial do Veganismo

Dia Mundial do Veganismo

O Departamento Alimentar dos Serviços de Ação Social da Universidade do Minho associa-se ao Dia Mundial do Veganismo, uma celebração global que tem como objetivo criar um impacto positivo no planeta, nos animais e na saúde humana.

Este evento anual incentiva pessoas de todo o mundo a explorar e adotar um estilo de vida vegan, que envolve a abstenção do uso de produtos de origem animal para alimentação, vestuário ou qualquer outro propósito.

O Dia Mundial do Veganismo serve como uma oportunidade para educar o público sobre os benefícios do veganismo, aumentar a consciencialização sobre os direitos dos animais e promover escolhas sustentáveis ​​e compassivas.

A alimentação vegan não é uma invenção moderna, e as dietas sem carne já existiam antes das “alternativas” inovadoras. Alguns antropólogos acreditam que os primeiros humanos se alimentavam sobretudo de plantas. Ocasionalmente, complementavam a sua dieta com proteína animal.

Mas então, o que pode um vegan comer?

As pessoas que seguem uma alimentação vegan excluem da sua alimentação qualquer alimento de origem animal: carne, peixe, laticínios, ovos e mel.

Esta tipologia de alimentação, como qualquer dieta restritiva, tem um reduzido aporte na ingestão de alguns nutrientes, como vitamina B12, vitamina D e cálcio. Estes são encontrados mais facilmente em alimentos de origem animal.

É importante que uma pessoa que pretenda seguir ou segue uma alimentação vegan esteja bem informado acerca da mesma, ou seja, idealmente acompanhado por um nutricionista para ser feito um plano alimentar que atenda a todas as necessidades nutricionais.

A Direção-Geral da Saúde portuguesa publicou, entre 2015 e 2016, três manuais dedicados à alimentação vegetariana, no âmbito do Programa Nacional para a Promoção da Alimentação Saudável.

Adicionalmente para quem tiver curiosidade acerca desta temática pode consultar o site da Associação Vegetariana Portuguesa.

Artigo de Opinião – Rita Fernandes

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Aposta em mestrados e doutoramento são os grandes desafios da ESE para o futuro

Aposta em mestrados e doutoramento são os grandes desafios da ESE para o futuro

A Escola Superior de Enfermagem (ESE) celebrou ontem 111 anos, a cerimónia de aniversário da única Escola politécnica da Universidade do Minho (UMinho), ficou marcada pela evocação da sua longa história, pelo olhar sobre o presente e pela projeção do seu futuro.

O programa contou com os discursos do Reitor da UMinho, Rui Vieira de Castro, da presidente da ESE, Esperança do Gago, e da presidente da Associação de Estudantes da ESE, Francisca Felgueiras. Foi ainda proferida a conferência “Investigação Clínica da Academia e Instituições de Saúde”, por Pedro Guimarães Cunha, coordenador do Centro Académico e de Formação do Hospital Senhora da Oliveira, em Guimarães.

A ESE foi integrada na UMinho em 2004, sendo um projeto “único”, como referiu Reitor da UMinho, uma vez é uma Escola “politécnica e centenária integrada numa Universidade relativamente jovem”, disse.

Para a presidente da ESE, este foi “um dia especial”, um dia de festa para a comunidade da Escola, realçando no seu discurso, a importância dos enfermeiros, “são uma parte essencial da equipa de saúde e desempenham um papel vital na promoção da saúde e no atendimento aos cidadãos”, afirmou.

Assumindo o “forte compromisso e responsabilidade social” da unidade orgânica na formação de enfermeiros comprometidos com a melhoria da saúde e bem-estar da comunidade em que estão inseridos, Esperança do Gago aponta os enfermeiros como, “agentes transformadores na sociedade”.

Sobre o futuro da oferta educativa da Escola, que já incluiu licenciatura, mestrados, pós-licenciaturas e cursos breves, a presidente indica que a ESE irá lançar, nos próximos dois anos, quatro novos mestrados. Estando previsto, já no segundo semestre deste ano, o arranque dos mestrados em Saúde Infantil e Enfermeiro de Cuidados Familiares, perspetivando-se para 2025/2026, o lançamento dos mestrados em Médico Cirúrgica na Pessoa em Situação Crítica e Enfermagem de Reabilitação.

Sobre isto, Rui Vieira de Castro, refere que “este dado significa a criação de novas responsabilidades para a Escola”, sublinhando que “era uma área com algumas fragilidades”, pelo que estes cursos vêm “criar uma circunstância nova que requer um grande cuidado em torno de projetos que podem ser diferenciadores da própria Escola”, assumindo este como, “o desafio maior com que a ESE se confronta”, declarou.

O Reitor aconselhou ainda a Escola a perspetivar novas modalidades de intervenção no plano da educação e da formação, explorando, sobretudo, possibilidades que estão abertas no quadro da iniciativa da Aliança de Pós-graduação de formação não conferente de grau, “o setor da saúde oferece aqui oportunidades, tem necessidades que obrigatoriamente a Escola e a Universidade têm de ser capazes de responder”, expôs.

Para o responsável máximo da instituição, a recente alteração aprovada pelo Parlamento, no sentido de possibilitar a atribuição de doutoramentos pelos Institutos Politécnicos, embora ainda não regulamentada, veio criar espaço para uma vontade já manifestada pela ESE de explorar a formação doutoral. Apesar disso, o Reitor diz que esta nova possibilidade, por si só, “não resolve as condições a que a UMinho e a ESE têm de responder para ter uma formação doutoral de qualidade”. Indicando que a questão da organização e desenvolvimento da investigação dentro da Escola “é absolutamente crítico, é uma condição que é necessário assegurar para que se possa pensar em bases sólidas no desenvolvimento da formação doutoral na área da Enfermagem”.

Sobre o problema das infraestruturas, Rui Vieira de Castro assinalou que estão em execução programas que podem suportar intervenções de natureza mais pontual, mas que permitem contribuir para que, paulatinamente, se vá melhorando as condições que são oferecidas pela Escola.

Texto: Ana Marques

Foto: Nuno Gonçalves

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Entrevista ao Presidente da Comissão Comemorativa dos 50 anos da Universidade do Minho, João Cardoso Rosas

Entrevista ao Presidente da Comissão Comemorativa dos 50 anos da Universidade do Minho, João Cardoso Rosas

João Cardoso Rosas é o Presidente da Comissão Comemorativa dos 50 anos da Universidade do Minho, estabelecida pelo Despacho RT 31/2022, que a dota também de apoio secretarial e orçamental. Responsável por todo o programa de comemorações, integra, além do seu presidente, mais 10 membros. Neste âmbito, existe ainda uma Comissão de Honra constituída por 20 membros.

João Cardoso Rosas é, neste momento, presidente da Escola de Letras, Artes e Ciências Humanas (ELACH). É ainda professor no Departamento de Filosofia e investigador no Centro de Ética, Política e Sociedade.

A Universidade do Minho aproxima-se dos seus 50 anos, contados a partir da tomada de posse da sua Comissão Instaladora, a 17 de fevereiro de 1974. O Programa de Comemorações dos 50 Anos pretende celebrar a Instituição e pensar o seu futuro, mas também promover a reflexão sobre o ensino superior e os seus desenvolvimentos. A decorrer ao longo de 2023, terá como ponto culminante o Dia da Universidade, a 17 de fevereiro de 2024. 

Como se deu a sua entrada na UMinho?

Entrei através de concurso para assistente estagiário, quando estava ainda a completar o mestrado na Universidade do Porto. Embora viesse de outra cidade e não conhecesse ninguém em Braga nem na Universidade do Minho, a adaptação à cidade e à instituição foi fácil. A UMinho estava numa fase de crescimento, com grande abertura em relação aos recém-chegados.

O que lhe deu e continua a dar esta Universidade? Como o marcou a UMinho pessoalmente?

Aquilo que eu senti ao chegar a uma universidade nova, vindo de uma instituição mais antiga, foi muita “energia positiva”. Na altura havia aqui mais meios, as instalações eram melhores (o campus de Gualtar, para onde vim, tinha acabado de se inaugurar), as bibliotecas mais atualizadas, os serviços mais eficazes, a relação entre docentes e discentes mais horizontal e saudável. O chamado “modelo matricial” permitia fazer junções e cruzamentos disciplinares impossíveis em outras universidades portuguesas. Isso foi muito importante para a minha formação e evolução académica e pessoal. O ambiente desses anos permaneceu para mim uma inspiração, mesmo em contextos mais adversos.

Comemorar 50 anos é propício a refletir acerca da memória institucional, mas é, sobretudo, perspetivar o futuro. Como foi pensada, e que sentido tem a programação das atividades comemorativas dos 50 anos?

Sem dúvida, memória e futuro têm de estar associados. Por isso a programação tem muitos aspetos que remetem para a reflexão sobre o passado e para a sua celebração. Mas tem também muito desporto e outras atividades para propiciar o bem-estar da comunidade académica, como foi este ano o piquenique de acolhimento aos novos alunos (em Azurém). Tem ainda espetáculos, concertos, exposições. E conferências e colóquios, assim como publicações, que visam recuperar a história, mas, sobretudo, perspetivar o presente e o futuro próximo da UMinho e do próprio sistema universitário.

Como está a viver este momento de comemoração?

Com esperança e confiança nas potencialidades da UMinho. Os 50 anos correspondem ao que internacionalmente se considera a maioridade de uma instituição universitária. Creio por isso que chegou o momento de revalorizar aquilo que já fizemos e lançar as bases do futuro. Isso implica abandonar a litania da queixa que por vezes se instala entre nós. Mas implica também a coragem de mudar de forma profunda a estrutura da instituição e os seus procedimentos internos, com vista a ultrapassar as muitas ineficiências existentes. Vivo esta comemoração como uma oportunidade de contribuir, ainda que modestamente, para um novo impulso da Universidade do Minho.

Na sua opinião, o pequeno grupo de visionários que há 50 anos fez nascer a Universidade do Minho pode orgulhar-se dos resultados? Como docente da UMinho, que balanço faz do trajeto da Academia nestes cinquenta anos e do trabalho que vem sendo feito?

Sim, creio que se poderiam orgulhar do trabalho feito e dos seus resultados. A nossa universidade implantou-se num território com grandes défices educacionais e culturais e, em muitos aspetos, conseguiu dar a volta a esse território. Ultrapassou quezílias locais, resistiu ao extremo centralismo do país e afirmou-se como instituição de referência a nível nacional e, em algumas áreas do conhecimento, também a nível internacional. Pensando bem, tomando em conta o ponto de partida da região e do país, temos de reconhecer que foi um percurso extraordinário. Mas há ainda muito por fazer…

A programação das comemorações é extensa e diversa. Já vem acontecendo ao longo de 2023 e continuará ao longo de 2024. O que mais destaca ao longo do programa?

Aproveitaria para destacar, restringindo-me apenas aos próximos meses, o lançamento do estudo sobre a produção científica da UMinho ao longo destes 50 anos, o estudo sobre o impacto económico, social e cultural da instituição, a sessão solene e o concerto do próximo dia 17 de fevereiro, com Sua Excelência o Senhor Presidente da República, o início da exposição itinerante sobre a universidade (que vai percorrer as cidades da região), o colóquio internacional sobre “As Universidades Novas no contexto da Democratização Portuguesa”, a meia-maratona a ligar os campi de Azurém e Gualtar, etc. São muitas coisas…

A UMinho é, e tem vindo a ser, um “motor” económico e social da região. Como vê a relação atual da Academia com as cidades que a acolhem e qual o seu papel nos próximos 50 anos. Quais são para si os desafios e oportunidades que a região coloca à Universidade e que a Universidade coloca à região?

Essa relação entre a UMinho e as cidades que a acolhem é para mim fundamental. Temos de contribuir para afirmar Braga e Guimarães não apenas como cidades históricas e comerciais – identidades que já têm bem firmadas – mas também como cidades universitárias e lugares de produção e disseminação de conhecimento e de criação cultural. No quadro da revolução tecnológica que continuamos a viver, mas também das ameaças à sua sustentabilidade, as cidades que se vão afirmar no futuro são aquelas que forem capazes de unir as suas capacidades produtivas ao conhecimento e à cultura. Por isso considero de primeira importância a relação entre a UMinho e os municípios de Braga e Guimarães.

O mote das comemorações é “Quer-se celebrar o passado, os 50 anos da UMinho, mas também – e sobretudo – valorizar as pessoas e a sua diversidade, mostrar aquilo que a universidade é hoje, o seu impacto social, e projetá-la para o futuro, tendo como referência o ano de 2050”. Como vê a UMinho em 2050?

O futuro está aberto e muito do que a universidade será dentro de 50 anos vai depender de fatores que lhe são externos. Mas depende também da nossa visão e da capacidade para levá-la a cabo. Os próximos 50 anos constroem-se a partir de agora. Para isso precisamos de reformar a orgânica interna da UMinho, torná-la mais ágil e motivar as pessoas para trabalhar onde são mais necessárias, aprendendo com o que não correu bem em anteriores reestruturações. Mas precisamos também de reverter o modelo incremental – que continua predominante – e tem feito crescer a nossa universidade continuamente, muitas vezes sem a necessária preparação prévia. É necessário que as áreas de ensino e investigação já existentes sejam dotadas de condições materiais adequadas. Precisamos de apostar na qualidade construtiva e paisagística dos campi, particularmente deficitária em Gualtar. Temos de oferecer aos nossos alunos não apenas a oportunidade de uma especialização técnica, mas também uma experiência cultural relevante. Não me conformo com o facto de que muitos dos nossos estudantes assistem todos os anos a concertos de música pimba, mas nunca contactam com manifestações musicais mais elaboradas, com o teatro clássico, com as grandes tradições literárias e artísticas.

Quais as razões/argumentos mais fortes para que um estudante opte por vir estudar para a UMinho?

As pessoas, os docentes e investigadores desta universidade, assim como muitos outros funcionários que aqui trabalham e dão mostras de inexcedível dedicação e competência. As disfunções organizacionais são superáveis, os défices financeiros ultrapassáveis. Mas a qualidade das pessoas não se encontra facilmente em qualquer lugar. Essa é a maior riqueza da UMinho e a razão fundamental para um jovem aqui estudar e preparar o seu futuro.

A UMinho tem e continua a manter uma boa relação e proximidade com muitos ex-alunos, inclusive pessoas que já passaram por cá há 30, 40 ou mais anos. Qual é para si a importância desta relação e porque deve ser cultivada e mantida?

A relação da UMinho com os seus alumni é muito importante, não tanto pelas mesmas razões que assistem a essa relação nas universidades americanas, sobretudo interessadas em pedir aos seus antigos alunos contribuições financeiras, mas mais pela singularidade desta instituição em termos do seu impacto social. Como referi acima, a UMinho foi e é central na promoção de toda uma região e do próprio país e eu olho para os nossos diplomados como estando investidos de uma missão de transformação e modernização, na qual a instituição deve continuar a investir. 

O bem-estar nos campi é uma das áreas focais destas comemorações. Como seria para si, neste aspeto, a universidade ideal?

Tem de ser uma universidade implantada na região, mas aberta ao mundo, plural e inclusiva. Tem de ser um lugar de liberdade de expressão e respeito mútuo. Tem de permitir o debate sobre as grandes questões do nosso tempo e a expressão das manifestações artísticas mais elaboradas. Tem de ser, em suma, um espaço de conhecimento, mas também de cultura e civilidade.   

Uma mensagem à Academia?

Ultrapassar divergências, juntar boas-vontades, ter a coragem de decidir, construir a universidade do futuro seguindo o exemplo dos seus fundadores.

 

Texto: Ana Marques

Foto: Nuno Gonçalves

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“Dar novamente a conhecer o Grupo de Música Popular da Universidade do Minho e a cultura portuguesa pelo mundo fora é, sem dúvida, um dos maiores sonhos do Grupo atualmente.”

"Dar novamente a conhecer o Grupo de Música Popular da Universidade do Minho e a cultura portuguesa pelo mundo fora é, sem dúvida, um dos maiores sonhos do Grupo atualmente."

O gosto pela música tradicional portuguesa e pelas tradições portuguesas fez surgir a ideia, a enorme vontade de fazer coisas novas foi o desafio que os juntou há 39 anos. Aberto a qualquer aluno ou ex-aluno da Universidade do Minho (UMinho), o Grupo é atualmente composto por cerca de vinte membros ativos, porém, já passaram pelo grupo mais de cem estudantes!

O UMdicas esteve à conversa com a direção do grupo para saber mais sobre o GMP, sobre a sua origem, trajeto, sobre os seus projetos e sobre o seu futuro.

O GMP é um dos grupos culturais mais antigos da Universidade do Minho. Como surgiu a ideia da sua criação?

A ideia surgiu no café Gulbenkian, entre dois amigos que se desafiaram a fazer uma formação na Universidade do Minho que fosse ao encontro da música tradicional portuguesa que muito se ouvia na altura, mas que também produzisse as suas próprias composições e arranjos, bem como efetuasse no terreno recolhas inéditas. Pretendia-se também dar um cunho próprio e mais alargado em termos de número de elementos que pudesse potenciar a polifonia com mais elementos por vozes.

De que é feito este grupo e como se caracterizam?

O GMP é feito de jovens estudantes e antigos estudantes da Academia Minhota, com uma enorme vontade de explorar a música e as tradições portuguesas. O gosto pela música é a peça comum entre os elementos, mas também o convívio e a amizade se tornaram parte fundamental do Grupo.

O grupo foi fundado em 1984. Qual a data exata da sua criação e quem foram os seus criadores?

Não há registo de um dia exato para o surgimento dessa ideia. Sabe-se que foi no início do ano letivo 1984/1985 e que, de imediato, se colocaram cartazes na Universidade a convidar os estudantes a participar por volta de outubro. Com dezenas de estudantes a pretender entrar, começaram-se os ensaios pela altura do São Martinho, em novembro de 1984. Os seus criadores terão sido Luis Veloso e Zé Lino na sua ideia e génese. O grupo viria a fazer várias pequenas atuações espontâneas pela cantina e corredores da Universidade, alguns espetáculos mais ou menos informais até à Queima das Fitas de 1985, com espetáculos oficiais em Braga e Guimarães.

Como descrevem o vosso trajeto e que balanço fazem destes 39 anos de existência?

Direta ou indiretamente o Grupo de Música Popular foi o “responsável” ou a inspiração pela criação de todos os grupos que existem na academia, e inspiração para outros grupos em escolas e outros não académicos no Minho, e até noutras academias e noutros distritos!

O trajeto nunca foi fácil… nunca é para nenhum grupo… um grupo de muita gente, flutuante (permanência limitada quase sempre ao percurso académico), o que implica em alguns anos quase voltar à estaca zero…, mas, em balanço, consideramos extremamente positivo e acima de tudo profícuo por tudo o que fez e faz, pelas sementes que deitou à terra que tão boas colheitas deram!

Em que se destaca e diferencia o GMP dos outros grupos culturais?

O Grupo de Música Popular tem uma forte componente de estudo e recolha de cancioneiro popular português, investindo ainda na reinvenção do mesmo. Isto contribui imensamente para que o nosso património imaterial e cultural não se perca no tempo, mas acrescentando também um toque moderno e atual àquelas que são as canções que os nossos antepassados cantavam e tocavam. Assim, esperamos que as camadas jovens voltem a ganhar o gosto e o interesse pela nossa tão rica cultura.

Participam em espetáculos e eventos muito diferenciados. Como caracterizam as vossas performances em palco? O que trouxeram e trazem ao panorama cultural da Universidade?

O GMP expressa-se através de um coro harmoniosamente associado à simplicidade dos instrumentos tradicionais e populares portugueses. Após um período de menor atividade, temos trabalhado bastante para trazer o Grupo de volta ao ativo. Este ano tivemos já bastantes oportunidades de apresentar o nosso repertório “revitalizado” ao público, o que tem corrido imensamente bem, obtendo reações bastante positivas do público e de quem nos acompanha! O Grupo de Música Popular traz sonoridades bastante diferentes daquelas a que os estudantes da Universidade do Minho estão habituados, uma vez que as tunas representam a grande maioria dos grupos culturais da Academia. Tendo sido dos primeiros grupos culturais a surgir na Universidade, foi o percursor de muitos outros grupos, trazendo uma vertente cultural e musical que previamente não existia no nosso contexto académico. Acima de tudo, trouxe o gosto pela música tradicional e popular portuguesa, o gosto e a aprendizagem dos instrumentos tradicionais (alguns estavam praticamente em desuso e outros no mesmo caminho). No GMP, estão as raízes que todos os grupos foram beber e devem continuar a beber, desde as tunas, aos fados, aos coros e percussões!

Por quantos elementos é constituído o grupo atualmente, e quem pode fazer parte dele?

Atualmente, o Grupo é composto por cerca de vinte membros ativos, porém, já passaram pelo grupo mais de cem estudantes! O Grupo de Música Popular é aberto a qualquer aluno ou ex-aluno da Universidade do Minho, independentemente de terem contexto e conhecimento musical ou não. Não existe praxe ou hierarquia no seio do Grupo, pelo que toda a gente que se queira juntar é bem-vinda!

No vosso percurso, quais os momentos e participações que destacam? Qual o vosso ponto alto do ano?

Desde a sua fundação, o Grupo de Música Popular participou em várias Queimas das Fitas para as academias de várias universidades, em festas e romarias populares de norte a sul do país, realizando ainda digressões internacionais, com especial destaque para a digressão europeia em 1990 (passando por países como França, Alemanha, Dinamarca, Suécia, Finlândia, ex-URSS, Polónia e ex-Checoslováquia), organizada pelo GMP, e que daria origem à fundação da ARCUM – Associação Recreativa e Cultural da Universidade do Minho! Em agosto de 2000, o GMP realizou a sua segunda digressão europeia, que contemplou as seguintes cidades: Paris, Bruxelas, Hannover, Hamburgo, Berlim, Praga, Budapeste, Viena e Zurique. A passagem por um conjunto de países tão diferentes permitiu ao Grupo conhecer melhor a realidade das comunidades portuguesas na Europa, que assumem características tão diversas, de cidade para cidade. O ponto alto desta digressão foi, sem dúvida, a atuação do GMP no Pavilhão de Portugal, na Expo 2000 em Hannover, integrados no programa oficial desta exposição mundial. Além disso, o Grupo de Música Popular organizou, em colaboração com o Grupo Folclórico da Universidade do Minho, vinte edições do FUMP – Festival Universitário de Música Popular.

Após um período de interregno, o GMP reergueu-se com novas caras e novas roupagens, com arranjos mais voltados para a contemporaneidade da música popular portuguesa! Nos últimos anos, fomos convidados a participar numa reportagem da SIC sobre o Farol de Montedor, dada a nossa interpretação da canção homónima ao farol. Além disso, tivemos ainda a oportunidade de participar em vários festivais de Folk e World Music, tais como o Festança (em Ancede, Baião), o Arredas Folk Fest (em Tregosa, Barcelos) e o Do Bira ao Samba (organizado pelos nossos amigos dos Bomboémia, em Braga). É de destacar também a nossa participação na organização do festival Castro Galaico, um dos maiores eventos de música folk do Norte do país!

Quais os projetos do grupo mais importantes a curto/médio prazo?

Para o futuro próximo, temos já vários projetos em andamento, nomeadamente a contínua renovação do nosso repertório, a gravação de videoclipes para a divulgação do nosso trabalho e a realização de workshops e oficinas relacionadas com a música popular portuguesa (instrumentos de cordas, percussão tradicional e danças). Temos ainda planeados alguns projetos a mais longo prazo, nomeadamente a gravação de novo registo discográfico e a organização de eventos abertos ao público bracarense.

A dinamização do grupo, torná-lo cada vez mais atrativo é, provavelmente, um dos vossos grandes objetivos. O que têm a dizer aos interessados em fazer parte do grupo?

O Grupo de Música Popular é aberto a toda a comunidade académica. Quem se junta ao GMP pode esperar uma paixão pela música (não só popular): se adoras música e queres explorar diferentes estilos e culturas musicais, este é o sítio certo para ti. Valorizamos a diversidade de experiências musicais e culturais. Não importa de onde vens ou qual é a tua formação musical, todos são bem-vindos e respeitados aqui. Além disso, estamos comprometidos com a aprendizagem constante. Se és um músico experiente, ainda há muito para aprender no nosso grupo. Se és iniciante, oferecemos oportunidades de crescimento e desenvolvimento musical. Ao juntares-te ao nosso grupo, farás parte de uma comunidade musical unida, onde poderás fazer amigos e conexões valiosas, uma vez que o Grupo de Música Popular está inserido na ARCUM – Associação Recreativa e Cultural Universitária do Minho, da qual fazem parte muitos outros grupos, como a Tuna Universitária do Minho, os Bomboémia e a Tunao’Minho, por exemplo. Sendo que a música popular desempenha um papel importante na cultura contemporânea, ao fazeres parte deste grupo, contribuirás para a criação e preservação da mesma!

Qual é maior sonho do GMP? O que ainda não fizeram e gostavam de concretizar?

O Grupo de Música Popular, desde a sua criação, já fez aquilo que todos os grupos culturais académicos desejam: gravou o seu trabalho em estúdio, viajou pelo mundo, participou em grandes eventos e organizou o seu próprio festival (FUMP – Festival Universitário de Música Popular, organizado em conjunto com o Grupo Folclórico da Universidade do Minho), dinamizando e trazendo a cultura popular à sua cidade de Braga. No entanto, o GMP esteve bastante tempo parado, pelo que as gerações de elementos mais recentes não participaram nas atividades dos tempos áureos do Grupo. Assim, temos uma grande vontade de voltar a fazer o que o GMP foi capaz há cerca de duas décadas! Dar novamente a conhecer o Grupo de Música Popular da Universidade do Minho e a cultura portuguesa pelo mundo fora é, sem dúvida, um dos maiores sonhos do Grupo atualmente.

Como veem o panorama dos grupos culturais universitários em Portugal e a nível internacional?

A nível nacional, é muito bom ver o número de grupos culturais universitários que existem! Porém, a grande maioria deles são tunas. Existe um pequeno número de grupos que trabalhem na preservação e divulgação da música tradicional regional. Contudo, é importante reconhecer o empenho que a grande maioria dos grupos demonstra ao trabalhar arduamente para integrar o maior leque de grupos possível nos eventos que promovem! Por exemplo, o Grupo de Música Popular participou já em espetáculos organizados por várias tunas do país. A nível internacional, vemos também a vontade de preservar as tradições e a cultura por parte da comunidade académica.

Como analisam o contexto dos grupos culturais na vida da Universidade e de um universitário?

É sempre fantástico para os estudantes do ensino superior poderem juntar-se a grupos culturais, que se tornam num porto seguro para o resto das suas vidas, com as amizades desenvolvidas no seio destes, além de serem também um escape do stress dos estudos. Os grupos culturais são uma forte escola das chamadas “soft skills”, ajudando imenso os seus membros a desenvolverem competências de responsabilidade, organização, empatia e solidariedade.

A comemoração dos 40 anos vai ser especial? Já está pensada?

Será, certamente, bastante especial! São poucos os grupos que atualmente se podem orgulhar de existir há quase quatro décadas. Para as celebrações, temos já algumas atividades planeadas, nomeadamente juntar os elementos do grupo das várias gerações desde a sua fundação, organizar um evento com aqueles que são dos maiores nomes da música popular e folk do Península Ibérica, fazer um retiro e digressão ao norte de Espanha (região da Galiza, forte centro de tradições intimamente ligadas às do Minho) e começar a pensar na gravação de mais um trabalho discográfico e de multimédia! Estamos muito entusiasmados com a celebração dos 40 anos do Grupo de Música Popular!

Uma mensagem à comunidade académica?

A música é uma linguagem universal que nos une através das fronteiras culturais e sociais. Tem o poder de inspirar, emocionar e unir as pessoas. Acreditamos que a música popular é uma forma extraordinária de explorar a diversidade musical e cultural não só do nosso país, mas também do mundo! Juntar-se ao GMP é uma oportunidade de aprender, crescer e, acima de tudo, divertir-se através da música. Encorajamos todos os interessados, sejam estudantes ou antigos alunos da Universidade do Minho, a fazerem parte desta emocionante jornada connosco. A preservação e exaltação das nossas tradições e da nossa cultura é fundamental para que as mesmas não morram com o tempo, e é incrível ver a quantidade de jovens estudantes que se juntam para trabalhar nesse sentido. Deixamos ainda o repto a quem tiver interesse em se juntar a nós, estamos abertos para vos receber e vos integrar no nosso Grupo e no nosso projeto!

Texto: Ana Marques

Foto: GMP

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Serviços Desportivos da UMinho disponibilizam programas diversificados promovendo a saúde e bem-estar físico e mental

Serviços Desportivos da UMinho disponibilizam programas diversificados promovendo a saúde e bem-estar físico e mental

O Departamento de Desporto e Cultura dos Serviços de Ação Social da Universidade do Minho (DDC SASUM, sob a égide da marca UMinho Sports, disponibiliza uma oferta alargada de serviços desportivos no âmbito da saúde e do bem-estar físico e mental para a comunidade académica e comunidade externa, sendo possível a prática de atividade física e desportiva desde 2€ por sessão ou 16€ por mês.

A maioria das atividades centra-se nos complexos desportivos dos campi de Gualtar (Braga) e Azurém (Guimarães), e no centro de Condição Física e Court de Squash na Residência Universitária de Santa Tecla (Braga).

São disponibilizadas atividades de fitness e musculação, avaliações físicas e planos de treino, atividades aquáticas, desportos de combate, modalidades desportivas de recreação e lazer, num total de 70 aulas de fitness distribuídas por 18 modalidades diferente, 9 aulas de natação, 10 modalidades desportivas de recreação e 12 modalidades protocoladas semanalmente, assim como a disponibilização de alugueres de espaços desportivos, funcionando de 2ª a 6ª feira das 08h00-23h30 e aos sábados das 09h00-13h30.

A inscrição nas atividades pode ser realizada através da App móvel dos SASUM ou no portal UMinho Sports. A informação está disponível em www.sas.uminho.pt/desporto.

O DDC SASUM começou a desenvolver a sua atividade no ano letivo de 1994/1995, tendo como missão promover a participação desportiva no seio da comunidade académica, proporcionando condições de acesso democrático a essa prática, num ambiente educativo, saudável e de excelência.

Assim, e de forma a criar um serviço desportivo que fosse reconhecido como uma referência a nível nacional e no espaço europeu, ao longo destes 28 anos apostou-se no desporto como componente fundamental na formação integral dos estudantes da Universidade do Minho (UMinho). Esta realidade potenciou o aumento significativo do número de praticantes nos serviços desportivos, sendo que em 2022 contavam-se 5 857 utentes para uma oferta de 56 modalidades desportivas, registando-se ainda um total anual de 155 334 usos nas instalações desportivas.

Dos cerca de 20 000 estudantes da UMinho inscritos em 2022, cerca de 4 046 estiveram inscritos nos serviços desportivos e praticam desporto de forma regular no âmbito da atividade oferecida nas instalações desportivas dos SASUM, seja em atividades de lazer ou atividades de competição (Atividades Aquáticas, Desportos Coletivos, Artes Marciais e Combate, Desportos Individuais, Atividades de Fitness, Corpo e Mente) – com uma taxa superior a 20% de população fisicamente ativa, não estando aqui contabilizados os estudantes e que o fazem fora da instituição – o que coloca a UMinho ao nível das melhores práticas desenvolvidas pelas suas congéneres europeias, nomeadamente as que se dedicam ao “Desporto para Todos”, tipicamente situadas no Norte e Centro da Europa.

Infraestruturas desportivas

A UMinho possui dois Complexos Desportivos (Gualtar e Azurém) e o Centro de Condição Física de Santa Tecla. O Complexo Desportivo de Gualtar é composto por duas naves polivalentes, dois campos exteriores em relva sintética, três salas de condição física (musculação, cardiofitness e treino funcional), três ginásios para atividades de ritmo, corpo e mente, desportos de combate e defesa pessoal, campo de voleibol de praia, monólito exterior de escalada com 14 metros de altura, rocódromo interior com 10 metros de altura e um centro médico.

O Complexo Desportivo de Azurém é composto por uma nave polivalente, sala de treino funcional, sala de condição física (musculação e cardiofitness), dois ginásios para atividades de ritmo, desportos de combate e defesa pessoal.

O Centro de Condição Física de Santa Tecla é composto por uma sala de condição física para treino funcional e um court de squash.

Para além destas infraestruturas desportivas, a UMinho tem uma oferta de desportos aquáticos que se desenvolve em espaços protocolados com outras entidades, nomeadamente nas Piscinas Municipais da Rodovia, em Braga.

As salas de musculação e cardiofitness dos Complexos Desportivos de Azurém e Gualtar estão dotadas de equipamentos modernos e adaptados aos mais recentes exercícios de fitness e musculação, indo ao encontro das necessidades e expetativas da comunidade académica em relação às condições para a prática desportiva.

Atividades de Lazer

No que toca às atividades de lazer, a oferta é alargada, abrangendo várias modalidades de competição que têm, também, a vertente informal, para além de várias outras atividades de artes marciais, desportos de combate e fitness.

A oferta destas ou outras atividades depende de uma avaliação da procura que é feita anualmente, nomeadamente junto dos estudantes que todos os anos chegam à Universidade, de forma a conhecer as tendências e o perfil de prática desportiva dos novos alunos.  

As atividades de fitness são a maior oferta em termos de lazer, compreendendo atividades aeróbicas, atividades de corpo e mente, danças e localizadas, de forma a ir de encontro à procura, sendo que o objetivo passa por aumentar a regularidade de prática desportiva da comunidade académica, mas não só.

À disposição dos nossos utentes está uma equipa de instrutores especializados, com a missão de desenvolver planos de treino personalizados adequados aos objetivos de cada utilizador, acompanhar todos os exercícios e realizar avaliações físicas.

Para que o acesso à atividade física seja ainda mais flexível e acessível a todos, é possível realizar o pagamento do cartão anual e do cartão semestral UMinho Sports em prestações mensais consecutivas.

Em 2023 foram atribuídos 28 prémios de mérito desportivo aos estudantes que conciliaram os resultados desportivos de relevo, nacional e internacional, com o sucesso académico

A UMinho é uma das Academias que mais sucesso tem alcançado em termos desportivos, o que tem vindo a projetar, a imagem do desporto da UMinho, a nível nacional e internacional. Hoje a UMinho é conhecida no meio do Desporto Universitário europeu e mundial como uma instituição de referência na oferta de serviços, competição desportiva universitária e como uma entidade que organiza eventos internacionais com elevados padrões de qualidade.

 

Texto: Ana Marques

Foto: Nuno Gonçalves

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Universidade do Minho conquistou Selo Estudante-Atleta

Universidade do Minho conquistou Selo Estudante-Atleta

Promoção da carreira dupla e do sucesso pós-carreira desportiva valem à UMinho reconhecimento do IPDJ

O Instituto Português do Desporto e Juventude (IPDJ) atribuiu ontem à noite o selo Estudante-Atleta à Universidade do Minho (UMinho). A instituição obteve 82 pontos vendo assim reconhecido o trabalho desenvolvido na promoção das condições de conciliação da carreira dupla dos(as) atletas, com vista à melhoria dos resultados, académicos e desportivos, e também no sucesso no pós-carreira desportiva. A titularidade do Selo Estudante-Atleta é válida por dois anos consecutivos, reportados à data da sua atribuição, neste caso até outubro de 2025.

A iniciativa de entrega dos “Prémios de Mérito Desportivo” decorreu no Teatro Thalia, em Lisboa e o Selo Estudante-Atleta atribuído à UMinho foi recebido pela administradora dos Serviços de Ação Social, Alexandra Seixas e pelo diretor do Departamento de Desporto e Cultura dos Serviços de Ação Social da UMinho, João Ribeiro. O reconhecimento foi entregue pela Ministra da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Elvira Fortunato e pelo Secretários de Estado da Juventude e Desporto, João Paulo Correia, e o Secretário de Estado do Ensino Superior, Pedro Teixeira.

A iniciativa do IPDJ foi lançada em 2022 e visa incentivar as instituições de ensino superior nacionais para que os/as estudantes-atletas beneficiem de melhores condições de conciliação da carreira dupla, académica e desportiva, e também no pós-carreira desportiva, sendo também este um fator de diferenciação positiva na capacidade de atrair alunos/as. O objetivo desta iniciativa é o de distinguir as instituições de ensino superior que fomentam essas mesmas carreiras duplas e a atribuição deste selo resulta da avaliação das candidaturas submetidas pelas instituições, considerando a implementação de condições suportadas em regulamentação própria, metodologias, infraestruturas, recursos, instrumentos e iniciativas que se destinem ao efetivo apoio estrutural do estudante-atleta. Esta primeira edição contou com 11 candidaturas submetidas, nomeadamente sete universidades e quatro institutos politécnicos. Destas, apenas oito cumpriram com as condições para a atribuição do Selo, sendo a UMinho uma das que obteve melhor classificação.

Texto: GCI

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PERCURSOS…

PERCURSOS…

Eduardo Fernandes nasceu e vive em Guimarães há 45 anos. Casado e pai de uma menina (Rita), desempenha funções nos Serviços de Ação Social da Universidade do Minho (SASUM) há 13 anos. Atualmente, faz parte do DDC, uma equipa com cerca de 20 trabalhadores.

Nesta entrevista, o trabalhador dos Serviços de Ação Social da Universidade do Minho (SASUM), fala-nos do seu percurso de vida e experiência profissional, conta como é vivido o dia a dia, considerando-se “otimista por natureza”.

Há quantos anos está nos Serviços e quais são, atualmente, as suas funções?

Atualmente exerço funções de secretariado/receção no Complexo Desportivo do campus de Azurém, em Guimarães, onde faço atendimento ao público, ajudo na organização diária do espaço e na organização de eventos e recursos. O necessário para o melhor funcionamento da instalação/serviço.

Gosta do que faz?

Gosto, pois além de ser num espaço informal, de prática desportiva, que me permite crescer como indivíduo, gosto de lidar com pessoas. Esta função permite-me ainda, desenvolver competências na gestão de recursos e resolução de problemas, na organização de eventos, e, especialmente, gosto pelo harmonioso ambiente da organização.

O que mais o motiva e quais as maiores dificuldades, no dia a dia, no desenvolvimento do seu trabalho? Como caracteriza o trabalho que é feito no Departamento de Desporto e Cultura, em particular na sua área?

A motivação é diária, porque lidas com pessoas, com situações que não são estanques e isso possibilita um desafio constante. Motiva-me o fato de saber que onde trabalhas, promove a saúde, a boa disposição, ajuda a aliviar o stress, e claro está, ser treinador de andebol da equipa da Associação Académica (AAUMinho) também ajuda.

Lidar com pessoas é bom, mas também pode ser muito desafiador e trazer algumas dificuldades, pois, as pessoas não são todas iguais e há dias e dias!

Para além das suas funções diárias na receção do complexo desportivo, é também o treinador da equipa de andebol universitário da AAUM/Universidade do Minho? O que significa para si poder aliar o trabalho com a paixão pelo andebol?

É muito gratificante para mim ser treinador da AAUMinho, posso dizer que o andebol me deu muito, até a esposa (risos). É um desporto por quem sou apaixonado e permite sentir adrenalina da competição, criar amizades para a vida, representar a tua academia por Portugal e pelo mundo, criar memórias e partilhar momentos inesquecíveis com pessoas que se juntam para atingir um objetivo em comum, e isso é indescritível. Nunca conseguirei retribuir o que me deu o andebol. 

Quais são as melhores e as piores memórias que tem do seu trajeto nos SASUM?

Como melhores memórias diria que são aquelas vividas em equipa, pois o que é bom tem que ser partilhado, onde os objetivos foram atingidos, onde partilhamos sucessos e insucessos, onde crescemos todos como equipa, ver o crescimento do DDC enquanto organização e o reconhecimento interno e externo disso mesmo, mas se fosse a escolher uma, no que concerne ao trabalho, diria a conquista da Paraíba Handebol Cup. Piores memorias, nada digno de registo.

É também, atualmente, treinador da equipa sénior masculina de andebol do Vitória Sport Clube. O que significa para si o andebol e como viu este regresso ao VSC?

Sim, atualmente sou o treinador de andebol do VSC, é um desafio muito exigente, um clube muito exigente, com adeptos muito peculiares, mas que abracei de corpo e alma, porque é o meu clube, foi onde iniciei e até fui campeão nacional de juvenis. Estou orgulhoso por representar o VSC, mas ciente que a responsabilidade também é muita, mas darei o melhor de mim com otimismo.

Como olha para o futuro?

Eu sou um otimista por natureza, e continuo a acreditar nas pessoas, na educação, na bondade, na delicadeza e respeito pelo próximo, mesmo que às vezes seja difícil, acredito num futuro risonho, onde as pessoas boas prevalecerão.

Se te referes ao meu futuro, só quero a felicidade dos meus, especialmente que a minha filha possa dizer, um dia mais tarde, que viveu feliz. Era o que mais gostava de saber no futuro.

Curiosidades

O que o marcou? O nascimento da minha filha.

O que ainda não fez? Não fiz tanta coisa, mas gostava de ser pai outra vez.

Ainda tem um grande sonho? Sonho felicidade dos meus.

Livro? O carteiro de Pablo Neruda.

Filme? Bom rebelde.

Uma música e/ou um músico? We are the champions (Queen).

Vício? Andebol.

Um lugar? Las Vegas.

A Universidade do Minho? Orgulho.

 

Texto: Ana Marques

Foto: Nuno Gonçalves

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Conferência “Navegando pelo presente e futuro da Inteligência Artificial”

Conferência “Navegando pelo presente e futuro da Inteligência Artificial”

A Conferência, organizada pelo Gabinete de Projetos Especiais é aberta a toda a comunidade Alumni UMinho e contará com dois oradores de referência nesta área: Daniela Braga e Carlos Oliveira.

Daniela Braga – Ex-estudante da UMinho, fundadora e CEO da Defined.ai, uma das empresas de maior crescimento nos Estados Unidos da América. É conselheira do Presidente dos EUA para a área da Inteligência Artificial e conselheira da Presidência da República Portuguesa.

Carlos Oliveira – Ex-estudante da UMinho, cofundador e Presidente Executivo da Fundação José Neves. Criou aos 22 anos a MobiComp, adquirida mais tarde pela Microsoft. Foi Secretário de Estado do Empreendedorismo, Competitividade e Inovação no XIX Governo Constitucional.

Este evento está integrado na iniciativa Conferência com ALUMNI e funcionará num formatoFireside Chat entre os convidados Carlos Oliveira e Daniela Braga abordando diferentes áreas de aplicação da Inteligência Artificial, passando pela educação, empresas e organizações, negócios, dia-a-dia das pessoas, etc. 

A participação no evento é gratuita, mas os interessados devem inscrever-se em: https://forms.office.com/e/CxAUjTEpun

 

Redação 

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Residências universitárias já dispõem de novo sistema de controlo de acessos

Residências universitárias já dispõem de novo sistema de controlo de acessos

O processo foi concluído durante o mês de agosto, o que permitiu que, a partir deste novo ano letivo, as entradas e saídas nas residências sejam feitas exclusivamente através de leitura biométrica, resultando num aumento da segurança dos residentes e das instalações universitárias.

Os Serviços de Ação Social da Universidade do Minho concluíram com êxito a iniciativa de modernização do modelo de acesso às residências universitárias, no âmbito da operação POCER-SAS – Programa Operacional de Capacitação e Eficiência de Recursos dos Serviços de Ação Social.

Através desta iniciativa foi possível implementar um sistema de controlo de acessos digital nas portas principais e de cada um dos blocos das residências universitárias, permitindo um controlo mais efetivo, bem como o desenvolvimento de indicadores de melhoria dos serviços prestados. O investimento permitiu ainda instalar na residência Professor Lloyd Braga um sistema de fechaduras eletrónicas, muito semelhante ao já existente na residência dos Combatentes, que permite ao residente aceder ao quarto através da leitura do cartão ou de um telemóvel com tecnologia Bluetooth.

Com o novo sistema de controlo, aumenta significativamente a segurança dos residentes e, simultaneamente, promove-se o desenvolvimento de um processo de gestão mais eficiente, definindo e caracterizando padrões de mobilidade tipo e moldando os processos existentes às necessidades observadas, no sentido de promover o bem-estar de todos os utentes.

Carlos Almeida, Diretor do Departamento de Apoio Social, destacou que esta iniciativa “foi uma oportunidade para modernizar a atualizar as infraestruturas tecnológicas das residências universitárias, numa perspetiva de simplificar o acesso e a circulação dos residentes, promovendo maior comodidade”. Por outro lado, também “do ponto de vista da gestão, passamos a ter ferramentas que nos vão ajudar a prestar um serviço de maior qualidade”, acrescentou.

Texto: Ana Marques

Foto: Nuno Gonçalves